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Terapia de Aceitação e Compromisso - ACT

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ACT – Terapia de Aceitação e 
Compromisso
Contexto Histórico
Criada na 3ª onda da Análise do Comportamento: Terapias 
Contextuais
⚫ Retoma problemas e contribuições da 1ª onda.
⚫ Foco passou do conteúdo dos pensamentos e 
sentimentos para o contexto dos mesmos.
⚫ Explora a relação do indivíduo com esses elementos, e 
não os elementos em si.
⚫ Melhora clínica depende dessa relação¹.
Introdução
⚫ Trata-se de “uma abordagem funcional contextual de 
intervenção (...) que vê o sofrimento humano como 
originário da inflexibilidade psicológica promovida pela 
esquiva experiencial e fusão cognitiva”
⚫ “associa processos de aceitação e atenção a processos 
de compromisso e mudança de comportamento para a 
criação de uma flexibilidade psicológica³”
⚫ Flexibilidade Psicológica = Habilidade de permanecer 
em contato com o presente e alterar ou manter-se na 
situação, quando é importante, para alcançar os valores 
pessoais
◦ Para cada um dos processos que desenvolvem a flexibilidade 
psicológica, existe um inverso que promove a inflexibilidade, o 
que caracteriza um estado psicopatológico
Modelo de Intervenção
⚫ Centrada nas ações valorizadas pelo cliente; 
⚫ Considera o mal-estar/sofrimento como natural, 
produto da condição humana; 
⚫ Promove a análise funcional dos comportamentos; 
⚫ Tem por objetivo flexibilizar a reação ao mal-estar; 
⚫ Implica clarificar valores para atuar na direção que se 
valoriza, aceitando com plena consciência os eventos 
privados que surgem e praticar a aceitação deles;
⚫ O aceitar: uma ação ativa e consciente de experienciar 
todo e qualquer evento psicológico, sem julgá-lo. 
Significa abandonar a luta pelo controle dos eventos 
psicológicos. 
⚫ O escolher: decidir fazer algo com o que ocorre no 
presente, já que não se pode alterar a história passada de 
um indivíduo.
 
⚫ O agir: seria o comprometer-se com as mudanças 
possíveis, de acordo com o que cada um valoriza².
6 Principais conceitos da ACT
⚫ Defusão
⚫ Self como contexto
⚫ Compromisso
⚫ Valores
⚫ Atenção presente
⚫ Aceitação
⚫ A seguir, os 6 modelos serão apresentados em sua forma 
“flexibilizada” X “inflexibilizada”
Fusão cognitiva 
Controle excessivo do 
comportamento verbal, 
fazendo com que o contexto e 
a experiência sejam ignorados. 
O pensamento se torna a 
principal fonte de regulação do 
comportamento, isso pode 
gerar como consequência a 
redução do comportamento.
Defusão cognitiva 
Visa reduzir o controle de 
eventos internos sobre o 
comportamento, aumentando o 
contato com a experiência. Ela 
almeja mudar a maneira que o 
individuo interage e se relaciona 
com os pensamentos através da 
criação de contextos nas quais 
as funções nocivas são 
diminuídas.
Evitação experiencial
É a dificuldade em lidar com 
eventos internos aversivos, 
levando as tentativas de reduzir 
sua forma, frequência, tendo 
como consequência uma 
redução da variedade 
comportamental.
Aceitação
Lidar com os eventos internos 
do modo como aparecem, 
fazer com que as experiências 
de desconforto adquiram 
novas funções.
Atenção rígida ao passado ou futuro
O indivíduo passa boa parte do tempo 
preocupado com o passado ou 
imaginando problemas que ainda não 
surgiram. 
Atenção
Permite aumentar o contato 
com o momento presente, 
sendo capaz de regular sua 
atenção e manter mais 
contato com o aqui e agora, já 
que é neste momento que 
podemos atuar.
Self como conteúdo
Indivíduos perdem o contato 
com o presente ao reportarem 
mais a um passado e a um 
futuro conceitualizados. Eles se 
tornam reféns de suas próprias 
histórias e de seu eu-conceitual
Self contexto/ observador
Ele se baseia na experiência 
consciente “eu-aqui-agora”. O que 
permite ao individuo observar suas 
experiências de modo mais 
consciente e seguro, inclusive em 
situações de adversidade. O 
objetivo é uma flexibilização das 
crenças sobre si mesmo.
Compromisso
A ACT estimula o 
desenvolvimento de 
padrões mais 
abrangentes de ação 
efetiva ligada aos 
valores escolhidos.
Inação
Impulsividade e
Procrastinação.
Valores
A realização do valor é o 
critério de sucesso do modelo 
de flexibilidade psicológica. Eles 
são eventos internos escolhidos 
livremente que resultam de 
padrões de comportamentos 
específicos e dinâmicos, e são 
vividos de momento a 
momento. 
Por outro lado, os valores 
podem tornar-se 
disfuncionais quando 
indefinidos, baseados na 
vontade alheia ou evitativos. 
Padrões de inação, 
impulsividade e evitação 
representam uma ameaça à 
vida, pois eles não são 
orientados para valores. 
Conclusão
⚫ a ACT “associa processos de aceitação e atenção a 
processos de compromisso e mudança de 
comportamento para a criação de uma flexibilidade 
psicológica”1. Nesse sentido, baseia-se em “processos 
de aceitação – disponibilidade em lidar com a vida 
como ela se apresenta – e comprometimento – 
manutenção ou mudança de comportamento guiada por 
valores”¹
⚫ A ACT enquanto abordagem não patologizante, não 
geradora de culpa e baseada em valores pode eleva-la 
como terapia de prevenção em determinadas situações³.
⚫ A ACT possibilita uma “ação comprometida [que] 
constitui padrões comportamentais que permitem viver 
a responsabilidade pelos próprios atos, momento a 
momento, por meio de metas concretas de curto, médio 
e longo prazo”¹.
[1] Barbosa, Leonardo Martíns; Murta, Sheila Giardini. Terapia de aceitação e 
compromisso: história, fundamentos, modelo e evidências. Revista Brasileira de 
Terapia Comportamental e Cognitiva. Brasília, vol. 16 nº 3, p. 34-49, 2014. 
Disponível em: <http://www.usp.br/rbtcc/index.php/RBTCC/article/view/711/423>. 
Acesso em: 18 set 2019. 
[2] Costa, Nazaré. Terapia de Aceitação e Compromisso: É uma Proposta de 
Intervenção Cognitivista? Revista Perspectivas, São Luis - MA, vol.03 n°02 p. 
117-126, 2012. Disponível em: 
<http://pepsic.bvsalud.org/pdf/pac/v3n2/v3n2a04.pdf>. Acesso em: 18 set 2019. 
[3] HAYES, S. C; PISTORELLO, J; BIGLAN, A. Terapia de Aceitação e 
Compromisso: modelo, dados e extensão para a prevenção do suicídio. Rev. bras. 
ter. comport. cogn., São Paulo, v.10, n. 1, p. 81-104, jun. 2008. Disponível em 
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-5545200800010
0008&lng=pt&nrm=iso> Acesso em: 06 out. 2019.