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PRODUÇÃO TEXTUAL 
INTERDISCIPLINAR 
EM GRUPO – PTG 
 
Pedagogia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO: Pedagogia 
PRODUÇÃO TEXTUAL 
INTERDISCIPLINAR 
EM GRUPO – PTG 
 
PRODUÇÃO TEXTUAL 
INTERDISCIPLINAR 
EM GRUPO – PTG 
 
Pedagogia 
Curso: Pedagogia Semestre: 2º/3º 
Disciplinas: • Avaliação na Educação 
• História da Educação 
• Teorias e Práticas do Currículo 
• Sociologia da Educação 
• Educação Formal e Não Formal 
• Práticas Pedagógicas: Gestão da Sala de Aula 
• Didática 
Competências: • Correlacionar os conteúdos das disciplinas integradoras do 
semestre para compreender as possíveis relações 
convencionadas entre educação e sociedade. 
• Valorizar a prática, do planejamento à execução, referente à 
profissionalização daqueles que atuam no contexto escolar. 
• Articular variados aspectos à prática docente, tendo em vista 
a formação que atenda às necessidades contemporâneas. 
Habilidades: Ao concluir as etapas propostas neste desafio, o acadêmico terá tido 
a possibilidade de desenvolver as seguintes habilidades: 
• Possibilidade de familiarizar-se com a vivência concreta em 
instituições educativas. 
• Planejar atividades integrando teoria e prática, integrando 
conteúdo das disciplinas do semestre. 
• Analisar criticamente as relações estabelecidas entre a 
educação escolar e a formação do sujeito para atuar na 
sociedade. 
• Conhecer os elementos necessários para a construção de 
textos científicos seguindo normas da ABNT. 
PRODUÇÃO TEXTUAL 
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EM GRUPO – PTG 
 
Pedagogia 
Objetivos da 
Aprendizagem: 
A produção textual é um procedimento metodológico de ensino e 
de aprendizagem que tem por objetivos: 
• Promover o estudo dirigido a distância, por meio do trabalho 
em grupo. 
• Entender que as atividades planejadas durante a produção 
textual podem ser aplicadas no espaço educativo. 
• Estimular no acadêmico, o auto aprendizado e a 
corresponsabilidade pelo aprendizado. 
• Promover a aplicação da teoria como elemento essencial que 
auxilia na resolução de problemas práticos. 
 
Prezados alunos, 
Sejam bem-vindos a este semestre! 
A proposta desta Produção Textual Interdisciplinar em Grupo (PTG) terá como tema A 
formação do professor frente às teorias e concepções pedagógicas contemporâneas. A partir deste 
tema, objetivamos promover a reflexão sobre a necessidade de o professor conhecer e efetivar 
teorias que valorizam a formação do pensamento crítico, a partir da participação ativa do aluno no 
contexto da sala de aula. Todavia, é preciso considerar que os indivíduos não nascem educadores, 
mas tornam-se na medida em que se educam, também no contato com o outro, sendo este um 
processo permanente de apropriação, mediação e transformação do conhecimento e construção da 
identidade docente. 
Para isso, faz-se necessário ao professor reconhecer o fenômeno educativo como um 
processo relacional, contextual e intencional. Segundo Sacristán (1999), a educação “[...] não é algo 
espontâneo na natureza, não é mera aprendizagem natural, que se nutre dos materiais culturais que 
nos rodeiam, mas uma invenção dirigida, uma construção humana que tem sentido e que leva 
consigo uma seleção de possibilidades, de conteúdo, de caminhos”. (GIMENO SACRISTÁN, 1999, p. 37). 
(GIMENO SACRISTÁN, J. Poderes instáveis em educação. Porto Alegre: ARTMED Sul, 1999). 
Enquanto educadores, é necessário termos conhecimento dos motivos pelos quais se ensina, 
dos fundamentos que dão sustentação às exigências que permeiam a educação, das práticas que 
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corroboram com a efetivação do processo de ensino e de aprendizagem, no atual contexto histórico. 
A contemporaneidade anuncia aos professores a urgência em reconsiderar os modelos didáticos e 
pedagógicos advindos de um contexto enciclopédico, cujo esgotamento se traduz, no presente, nos 
desafios destinados ao ato de ensinar e nos interesses e expectativas dos alunos. 
Nota-se que o saber foi democratizado, sendo adquirido de diversas formas o que requer 
mudanças na atuação docente. Frente a este cenário, o professor é também considerado um 
aprendiz, porque frente à necessidade de adaptar suas práticas, de forma que ela atenda aos alunos 
desta geração, precisa estar sempre em processo de aprendizagem. E ainda, cabe-lhe também ter 
um perfil transformador, crítico e emancipador, aquele em que planejamento objetiva a promoção 
de práticas que incentivem situações de aprendizagem. Nesta nova perspectiva educativa, a clássica 
postura passiva do aluno é minimizada, para quem sabe um dia ser superada, por uma atitude de 
participação e de corresponsabilidade na construção e ampliação do próprio conhecimento, sempre 
com a mediação docente. 
Quando pensamos na formação docente, é preciso entender que ela se dá no contexto da 
formação inicial, mas tem continuidade ao longo do trabalho, sendo esta nomeada de formação 
continuada ou em serviço. Ela se dá mediante os desafios que surgem no dia a dia da sala de aula, 
momento em que o professor percebe a necessidade de adquirir outros saberes. Dessa maneira, a 
trajetória docente é um constante processo de apropriação de conhecimentos a oportunizarem o 
entendimento do cotidiano da escola e a ampliação do conhecimento dos estudantes. 
A partir do que foi exposto, prossigam para a leitura e interpretação da Situação Geradora de 
Aprendizagem. 
 
CONTEXTUALIZAÇÃO 
 
Situação Geradora de Aprendizagem 
Para refletir sobre a temática em questão, tomem como exemplo o caso que apresentaremos 
a seguir: 
Vera, uma pedagoga formada há quase vinte anos, está iniciando uma nova fase de sua vida, 
aliada a grandes desafios que ainda estão por vir. Ela foi recém contratada por uma renomada rede 
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de escolas que se instalou em sua cidade e atende alunos da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental. 
Com uma estrutura bastante ampla, salas de aula diversas, laboratórios, biblioteca, salas de 
leitura, essa rede de escolas é conhecida por possuir uma proposta inovadora, pois consta no seu 
Projeto Político Pedagógico a relevância de superar a proposta de ensino embasada na teoria 
tradicional, por uma que possibilite a formação de sujeitos críticos e atuantes no contexto social em 
que se inserem. Essa instituição de ensino também considera relevante o trabalho com projetos, 
sendo os professores orientados a desenvolver essa prática desde os primeiros anos da Educação 
Infantil, estendendo-se aos anos seguintes. 
Logo no primeiro dia de trabalho de Vera nesta instituição, a coordenadora pedagógica Regina 
fez uma reunião com todos os professores para estruturar o plano de trabalho daquele ano letivo. 
Neste momento, Vera se deparou com seu primeiro grande desafio, pois como sua formação ocorreu 
em um período em que pouco se discutia a respeito da formação de sujeitos críticos e formas variadas 
de se trabalhar em sala de aula para superar a prática pedagógica tradicional, Vera sentiu-se 
apavorada, afinal, não tinha conhecimento ou experiência com o que estava proposto nesta escola. 
Para ela, a estratégia de ensino e de aprendizagem mais adequada consistia em considerar as 
disciplinas devidamente separadas, cada qual com seu professor e sem a necessidade de estabelecer 
relação entre elas. Sua concepção de ensino está embasada na necessidade de o professor repetir 
várias vezes um determinado conteúdo, porque assim o aluno memoriza e aprende. Avaliar então, é 
reconhecida como uma prática que se dá ao final do bimestre, para saber se o aluno tem a nota 
suficiente para ser aprovado. 
No entanto, ao conversar com os demais professores da escola sobre sua experiência, todos, 
inclusive a coordenadora pedagógica, mostraram-se empáticos e compreenderam a situação 
conflituosa de Vera. Frente à essa situação, prontificaram-se