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Resumo de Crimes em Espécie - Direito e Processo Penal

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hipótese do par. 3º, se o criminoso é primário, pode o juiz, tendo em consideração as circunstâncias, deixar de aplicar a pena (perdão judicial). Na receptação dolosa aplica-se o disposto no par. 2º do art. 155 (furto privilegiado – coisa de pequeno valor e réu primário).”
7. Escusas Absolutórias: Arts. 181 a 183 CP:
Art. 181: “É isento de pena quem comete qualquer dos crimes previstos neste título, em prejuízo: I- do cônjuge, na constância da sociedade conjugal; II- de ascendente ou descendente, seja o parentesco legítimo ou ilegítimo, seja civil ou natural;” COMETE O CRIME MAS É ISENTO.
Art. 182: “Somente se procede mediante representação, se o crime previsto neste título é cometido em prejuízo: I- do cônjuge desquitado ou judicialmente separado; II- de irmão, legítimo ou ilegítimo; III- de tio ou sobrinho, com quem o agente coabita;”
Art. 183: “Não se aplica o disposto nos dois artigos anteriores: I- se o crime é de roubo ou extorsão, ou, em geral, quando haja emprego de grave ameaça ou violência à pessoa; II- ao estranho que participa do crime; III- se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 anos;”
→ Crime patrimonial sem violência ou grave ameaça à pessoa.
→ Em caso de concurso de pessoas, somente quem tem o vínculo é que terá o benefício (mesmo se for partícipe).
→ A vítima não pode ter 60 anos ou mais. 
Crimes contra a Liberdade Sexual
1. Art. 213 – Estupro: “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça (isso que é o constranger), a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”.
→ Constranger para qualquer ato libidinoso.
- Lei 8.072/90: Crime hediondo (até o estupro simples).
- Formas: Mediante violência ou grave ameaça (não cabe violência imprópria).
- Condutas alternativas: Nesses casos, é considerado crime único.
- Consumação: Com o toque físico = material.
	Tentativa: Admite. 
- Perícia e palavra da vítima: Palavra da vítima pode ser utilizada desde que com bom senso (STF).
1.1 Par. 1º: Qualificado: “Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 ou maior de 14 anos: Pena – reclusão, de 8 a 12 anos.”
1.2 Par. 3º: Qualificado: “Se da conduta resulta morte (preterdoloso): Pena – reclusão, de 12 a 30 anos.”
2. Art. 215 – Violação Sexual Mediante Fraude: “Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.”
- Consentimento: Tem consentimento, mas porque ela foi enganada.
- Ex: médico.
- Par. Único - qualificado: “Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também a multa”. Multa.
3. Art. 216-A – Assédio Sexual: “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função: Pena – detenção, de 1 a 2 anos.”
- Diferença com art. 213: Se houver violência ou grave ameaça, é estupro (ou tentativa).
- Superior hierárquico: Tem que ter relação de emprego, cargo ou função. 
- Consumação: Não precisa do toque físico = formal (no momento da importunação já consumou).
	Tentativa: Admite somente por meio escrito. 
3.1 Par. 1º: Majorante: “A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 anos.”
4. Art. 217-A – Estupro de Vulnerável: “Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos: Pena – reclusão, de 8 a 15 anos.”
→ Mesmo com o consentimento.
- Vulneráveis: Par. 1º: “Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental (precisa de perícia), não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.” + o menor e o que está sob efeito de substâncias. 
- Presunção – súmula 593 STJ e par. 5º: é absoluta. 
4.1 Par. 3º: Qualificado: “Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão, de 10 a 20 anos.”
4.2 Par. 4º: Qualificado: “Se da conduta resulta morte: Pena – reclusão, de 12 a 30 anos.”
AULA 10/05
5. Ação Penal: Art. 225 CP: “Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se mediante ação penal pública incondicionada.” Único crime de incondicionada que o código avisa que é assim. 
6. Majorantes: Art. 226 CP: “A pena é aumentada: I – de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas; II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela; IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado: a) mediante concurso de 2 (dois) ou mais agentes; b) para controlar o comportamento social ou sexual da vítima.”
→ I e IV “a” = bis in idem → aplica a mais benéfica. 
Procedimento Especial do Tribunal do Júri:
	Princípios: Art. 5º, XXXVIII CF:
→ Plenitude de defesa: no Tribunal do Júri deve ser assegurada a ampla defesa de forma ainda mais intensa. 
→ Sigilo das votações: incomunicabilidade.
→ Soberania dos vereditos: somente os jurados podem decidir nestes casos. Caso se recorra sobre decisão acerca da matéria, tem que ser novo júri para os jurados decidirem. 
	Competências: Crimes dolosos contra a vida e os conexos: arts. 121, 122, 123 e 124 a 126 CP. Art. 78 CPP: “Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras: I- no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do júri;” 
	Natureza: Bifásica (duas etapas).
1. Da Instrução Preliminar:
	Objetivo: Um juiz singular que analisa a probabilidade de ter ocorrido um crime doloso contra a vida. 
1º) Oferecimento da denúncia ou queixa-crime (pela ação subsidiária).
2º) Análise judicial do art. 395 CPP → receber ou rejeitar.
3º) Citação do réu para resposta à acusação (10 dias).
- Indica defensor e abre novo prazo de 10 dias (quando citado devidamente e nada faz).
4º) Oitiva do MP para manifestação sobre a defesa em 5 dias.
5º) Audiência de instrução e julgamento: 10 dias depois da manifestação do MP.
- Oitiva de 8 testemunhas de acusação e defesa, sem contar as referidas, etc.
- Alegações finais orais sem possibilidade de substituição por memoriais (não tem previsão).
- Sentença: se não for em audiência ou será por escrito no prazo de 10 dias (não precisa fundamentar o fato de ser ela escrita). 
	Acréscimos:
a) Art. 406 CPP: “O juiz, ao receber a denúncia ou a queixa, ordenará a citação do acusado para responder a acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias. § 1o O prazo previsto no caput deste artigo será contado a partir do efetivo cumprimento do mandado ou do comparecimento, em juízo, do acusado ou de defensor constituído, no caso de citação inválida ou por edital. § 2o A acusação deverá arrolar testemunhas, até o máximo de 8 (oito), na denúncia ou na queixa. § 3o Na resposta, o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo que interesse a sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, até o máximo de 8 (oito), qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário.”
→ Art. 408 CPP: “Não apresentada a resposta no prazo legal, o juiz nomeará defensor para oferecê-la em até 10 (dez) dias, concedendo-lhe vista dos autos.”
b) Art. 409 CPP: “Apresentada a defesa, o juiz ouvirá o Ministério Público ou o querelante sobre preliminares e documentos, em 5 (cinco) dias.”
c) Art. 410 CPP: “O juiz determinará a inquirição das testemunhas e a realização das diligências requeridas pelas partes, no prazo máximo de 10 (dez) dias.”
d) Art. 411, par. 9º CPP: “Na audiência de instrução, proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido, se possível, à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, nesta ordem, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento