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Resumo de Crimes em Espécie - Direito e Processo Penal

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por outro crime (exceto patrimônio).
	Vantagem: sujeito mata para garantir que fique com a vantagem do crime.
1.2.6 Inciso VI: contra a mulher por razões da condição de sexo feminino.
- Objeto: Mulher.
- Conceito: Par. 2º-A: “A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve: I - violência doméstica e familiar; II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. → Lei 11.340/06
- Majorantes: Par. 7º: “A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado: I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; II - contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental; III - na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima; IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006.”
- Natureza: MODO de matar. (TJRS?????????)
→ Justificam isso em razão de usar isso como qualificadora e usam o motivo torpe para agravar.
1.2.7 Inciso VII: contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição.
- Art. 142 e 144 CF: segurança pública.
→ É em razão do cargo, mesmo que não ocupe mais. 
- Terceiro grau: Ele ou familiar até 3º grau.
1.2.8 Mais de uma qualificadora: Aplica somente uma e as demais, devem ser consideradas agravantes (art. 61 CP).
1.2.9 Homicídio Privilegiado-Qualificado:
Homicídio qualificado: circunstâncias subjetivas (ligado ao crime cometido em si – motivos: I, II, V e VII) e circunstâncias objetivas (tudo que tá ligado ao meio e modo: III, IV).
Desde que o motivo seja privilegiador e a qualificadora seja de natureza objetiva. 
Ex: pai que matou estuprador da filha, usando veneno e tortura (quando tem motivo RELEVANTE mas usa meios qualificadores). 
→ Pro STF não é crime hediondo. 
1.3 Majorantes:
- Par. 4º parte final: “Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos.”
- Par. 6º: “A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio.”
1.4 Homicídio culposo: Par. 3º: “Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a três anos.” → imprudência, imperícia e negligência. 
- Majorante: Par. 4º parte inicial: “No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício (isso é a imperícia – é bis in idem e igual vale), ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante (obriga a fazer prova contra si mesmo???).”
- Perdão judicial: Par. 5º: “Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.”
	Súmula: 18 STJ - sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório. 
AULA 31/05 e aula 07/06
2. Art. 122 – Auxílio ao Suicídio: “Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena - reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.”
	Induzir: É quando o sujeito ativo dá a ideia. A pessoa propõe. → crimes de palavras
	Instigar: Você alimenta uma ideia que já existe. → crimes de palavras
	Auxiliar: É a participação material. → ajuda a fazer (dá os instrumentos…)
- Sujeito passivo: Capacidade – sujeito passivo tem que ter capacidade de compreender que está tirando a própria vida, caso contrário, será considerado homício por autoria mediata (usa de alguém que não pode ser culpado (menor de 18, inimputável por doença mental, coação moral irresistível) para fazer um crime para você).
- Dolo específico: De que determinada e certa pessoa tire a própria vida. 
- Tentativa: Pena - … reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.
A tentativa é somente em caso de ocorrer lesão corporal grave. 
- Pacto de morte: Tem que ver quem tirou a vida – Se a pessoa faz p ela mesmo, é auxílio. Se é outra pessoa que mata, é homicídio.
2.1 Par. Único - Majorante: A pena é duplicada: Aumento de pena - I - se o crime é praticado por motivo egoístico (se você vai ganhar algo com o suicídio); II - se a vítima é menor (14 anos) ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência (somente diminuída, mas tem um pouco de capacidade).
3. Art. 123 – Infanticídio: “Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos.”
→ Crime doloso.
- Requisitos:
	Estado puerperal: desequilíbrio hormonal – não é exigido perícia. 
	Durante o parto ou logo após (bolsa estourada).
→ Logo após: enquanto durar o estado puerperal.
	Próprio filho (não precisa ser o que nasceu).
- Coautoria: Verbo – matar. Quem de qualquer forma contribuir para o crime, responde por infanticídio (tem que saber que está no estado puerperal) (art. 30, CP). 
- Erro sobre a pessoa: Segue sendo infanticídio (art. 20, par. 3º, CP)
4. Aborto: O legislador rompeu com o concurso de pessoas. Teoria dualista: penas diferentes para o autor e o partícipe. 
4.1 Auto-Aborto: Art. 124 - “Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de um a três anos.”
- Crime de mão-própria: Pois somente a gestante pode cometer.
→ Não tem como ter coautoria. 
4.2 Aborto com consentimento: Art. 126 - “Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de um a quatro anos.”
→ É o crime de quem faz o aborto. 
→ Pessoa que faz o aborto na gestante, pena mais pesada.
- Validade: Par. Único - “Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou debil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência.”
→ Requisitos para o consentimento: Tem que ser gestante maior de 14 anos, não pode ter doença mental e não pode ter sido obtido mediante fraude, coação e violência. 
4.3 Aborto sem consentimento: Art. 125 - “Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de três a dez anos.”
→ Sem o consentimento ou o consentimento não for válido. 
4.4 Majorantes: Art. 127 - “As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte.” É sempre uma fração.
→ Cuidar pois no código está como qualificadora. 
→ Qualificadora: mexe na base, no mínimo e no máximo dela. 
4.5 Aborto Legal: Art. 128 - “Não se pune o aborto praticado por médico: I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante (necessário-estado de necessidade); II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal (decorrente de estupro-aborto humanitário), mediante consentimento.”
→ 3º possibilidade: ADPF nº 54 STF – aborto anencéfalo. 
→ ADPF 442 STF: visa a descriminalização do aborto.
Procedimento dos Crimes Contra a Honra: calúnia, difamação e injúria. 
→ Ação penal privada. 
1. Audiências de conciliação:
→ Antes do recebimento da QUEIXA será marcada audiência de conciliação entre as partes.
- Art. 519 CPP: “No processo por crime