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Antifúngicos

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Antifúngicos 
Marcella Ferreira Olintho 
 
 
Importância dos Fungos 
A. Venenosos - A. Muscaria – alucinógena, sedativa. 
B. Produção de alimentos – produção de pão e vinhos. 
C. Comestíveis – agarium bisporus. 
D. Produção de substâncias químicas – penicillium notatum. 
Infecções por fungos em seres humanos aumentaram em incidência e 
gravidade nos últimos anos devido a avanços em cirurgias, tratamento do 
câncer, transplante de órgãos e m.o., epidemia de HIV e uso crescente de 
antimicrobianos de amplo espectro. 
Tais mudanças resultam em quantidade aumentadas de pacientes em risco de 
infecções fúngicas. 
A maioria das infecções são tópicas e locais, mas alguns podem produzir 
infecções sistêmicas. 
 
Mofos são os filamentosos. 
Cândida produz a candidíase vaginal. 
Características dos Fungos 
Doenças do homem. 
São micoses de difícil tratamento, então, às vezes, medicamento só por via oral 
não funciona, tem que ser via oral e tópico. 
 
Classificação das Infecções Fúngicas 
 
Tineas: 
• Capitis – afeta o couro cabeludo. 
• Cruris – afeta a região da virilha. 
• Pedis – acomete os pés, ‘’pé de atleta’’. 
• Corporis – disseminada pelo corpo ‘’pano branco’’. 
Incidência 
No Brasil é 2x > comparado a outros países do mundo. 
2,49 a cada 1000 admissões. 
Fatores de Risco para Candidíase Invasiva (sistêmica) 
➢ Aumento na colonização 
• Uso de antibióticos 
• Número, vancomicina, carbapenem 
• Hiperglicemia 
• Colonização em diferentes sítios 
• Colonização por espécie não albicans 
 
➢ Disseminação 
• Duração de neutropenia 
• Uso de cateter 
• Azotemia 
• Hemodiálise 
• Idade 
 
➢ Lesão na mucosa 
• Nutrição parenteral total 
• Quimioterapia intensa 
• Radioterapia 
• Cirurgia 
• Doença do enxerto contra o hospedeiro 
 
Antifúngicos 
Tiveram um avanço quantitativo e qualitativo menor que as drogas 
antibacterianas. 
Fungos são eucariotas como o hospedeiro (efeitos colaterais). 
Busca-se agentes antimicóticos mais específicos. 
Aumento a partir da década de 80. 
➢ Incremento de métodos diagnósticos (cultura de fungos). 
➢ Uso de procedimentos invasivos. 
➢ Surgimento de novas doenças imunossupressoras. 
➢ Pressão sobre a indústria famacêutica para descoberta de novos 
fármacos antifúngicos. 
Classificação 
Quanto a origem: 
Naturais - antibióticos produzidos por microorganismos que agem inibindo ou 
matando os outros microorganismos, polienos: anfotericina e nistatina, 
griseofulvina. 
Sintéticos ou semi-sintéticos - quimioterápicos: sintetizados em laboratório: 
flucitosina, derivadosa azólicos, alilaminas, equinocandinas etc. 
Quanto a ação: 
 
Mecanismo de Ação 
Funções da membrana – polienos ligam-se ao ergosterol e afetam a 
integridade da membrana. 
Síntese da parede celular – polioxinas inibem a síntese de quitina. 
Síntese de ergosterol – azóis e alilaminas inibem a síntese de ergosterol. 
Formação de microtúbulos – gliseofulvina – impede a agregação dos 
microtúbulos durante a mitose. 
Síntese de ácido nucleico – 5-fluorocitosina é um análogo do nucleotídeo 
então inibe a síntese do ácido nucleico. 
Interações com células de mamíferos 
 
Ergosterol e colesterol são diferentes por isso. 
Célula Fúngica 
Tem parede celular e membrana. 
 
1 - Antifúngicos que interferem na Membrana Celular 
Polienos (anfotericina b e nistatina), azóis (cetoconazol, fluoconazol) e 
alilaminas (terbinafina). 
Polienos 
Mecanismo de Ação 
Ligam se ao ergosterol da membrana celular fúngica e alteram sua 
permeabilidade. 
Mecanismo adicional: dano direto a membrana → cascata de reações 
oxidativas → geração de radicais livres tóxicos. 
Anfotericina B 
Difícil administração e efeitos colaterais. 
Formulação lipídicas (alto custo). 
Tratamento de micoses profundas. 
Uso sistêmico 
Em associação com flucitosina diminui a quantidade da anfotericina B 
e diminuem também os efeitos adversos. 
Indicação 
Aspergilose, candidíase, criptococose. 
Reações adversas 
Hipersensibilidade, nefrotoxicidade, hipopotassemia. 
Interações 
Cefalosporina aumenta a nefrotoxicidade, depletores de potássio 
(diuréticos de alça) aumentam a perda. 
Formas farmacêuticas 
Anfotericina B desoxicolato – tópico e IV 
Anfotericina B lipossomal 
Anfotericina B dispersão coloidal 
Anfotericina B complexo lipico 
Os últimos 3 tem a mesma ação, mas menos efeitos colaterais e são 
mais caros. 
Nistatina 
Atividade contra cândida. 
Uso tópico: disponível principalmente em forma de pomadas e cremes 
vaginais. 
Efeitos adversos: raros. 
Absorção é praticamente nula. 
Oral é para candidíase oral (sapinho). 
2 - Derivados Azólicos 
Podem ser divididos em: 
A.Imidazóis 
Exemplo: Cetoconazol. 
Fungicida ou fungistático – depende da dose. 
Resistência 
Cândida albicans e tropicalis. 
Efeitos Adversos 
Náuseas, vômitos, diarreia e sonolência. 
Interações 
Antiácidos e anticonvulsivantes diminuem o efeito, aumentam o efeito 
de anticoagulantes, aumentam toxicidade de estatinas e sildenafil 
(viagra). 
Os que diminuem o efeito é porque deslocam do sítio de ligação, os que 
aumentam o efeito é porque eles que são deslocados, é uma competição 
com as proteínas plasmáticas. 
Imidazois Tópicos 
Miconazol, isoconazol, econazol, bofonazol. 
B.Triazóis (3 nitrogênios no anel) 
Fluconazol é o mais utilizado. 
Efetivo contra cândida exceto a glabrata e krusei. 
Sem atividade contra aspergillus, fusarium e zigomicetos 
Administração VO ou IV. 
Baixa toxicidade. 
Atividade fungistática contra maioria dos fungos leveduriformes. 
Efeito Adverso 
TGI 
Interações 
Diminui metabolização da varfarina, aumenta ação da sulfoniluréia e 
aumenta efeito do montelucast (asma). 
Pode causa IR, não usa em gestantes, lactantes e menores que 3 anos, 
pode causar hepatoxicidade e sd. de Steven Johnson. 
Durante o tratamento com antifúngico é indicado que não use nada que 
possa agredir o fígado. 
Itraconazol 
Administração oral ou IV. 
Amplo espectro. 
Efeitos tóxicos raros. 
Efeitos Adversos 
TGI e impotência no uso prolongado 
Interações 
Rifampicina diminui seu efeito. 
Aumenta efeito sildenafil. 
Aumenta toxicidade dos bloqueadores dos canais de ca+. 
Voriconazol 
Novo triazol de amplo espectro. 
Resistência contra zogomicetos. 
Indicado no tratamento de pacientes intolerantes ou com infecção 
refratária a outros antifúngicos. 
Baixa toxicidade. 
Efeitos Adversos 
Nefro e hepatotóxico. 
Ação inibitória sobre o citocromo P450, aumenta a concentração sérica 
de vários fármacos. 
 
Azóis impedem a formação do ergosterol agindo na enzima demetilase. 
Pode associar alilaminas com azois, vai potencializar. 
 
 
Alilaminas 
Utilizada no tratamento de dermatomicoses. 
Uso tópico e oral. 
Poucos efeitos tóxicos. 
Bloqueia a esqualeno epoxidase, impedindo a formação de esqualeno e 
ergosterol. 
Derivados Morfilínicos 
Amorolfina – tratamento tópico das dermatomicoses. 
Mecanismo de ação - Inibe a síntese de ergosterol em 2 momentos. 
 
3 - Antifúngicos que interferem na parede celular 
Equinocandina 
Mecanismo de ação 
Inibe a síntese de glicano sintatese que é enzima responsável pela 
manutenção da parede celular – lise da célula. 
Indicações 
Aspergilose, histoplasmose, criptococose. 
Metabolização hepática e excreção renal, leucopenia e hipopotassemia. 
Efeitos adversos semelhantes ao fluconazol. 
 
4 - Antifúngicos que interferem na mitose 
Griseofulvina 
Uso oral para tratamento de dermatofitoses. 
Atividade fungistática, impede a mitose, então não é ação fungicida. 
Efeitos adversos 
Mais comuns são os distúrbios GTI, relatos de hepatoxocidade e efeitos 
teratogênicos. 
Mecanismo de ação 
Interage com os microtúbulos impedindo a formação do fuso mitótico. 
Indicação 
Onicomicose e tineas em geral. 
Uso prolongado