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Negócio Jurídico

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Material elaborado por @_marianapinheiro, com base em aulas de Direito Civil e resolução de 
questões de concursos. 
Qualquer erro, por favor me contatar. 
 
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NEGÓCIO JURÍDICO 
 
PLANOS ESTRUTURAIS DO NEGÓCIO JURÍDICO 
São três os planos estruturais do negócio jurídico: 
Existência: a) agente; b) vontade; c) objeto; d) forma. 
Validade: a) capacidade; b) liberdade; c) possibilidade; d) determinabilidade; e) adequação. 
Eficácia: a) condição; b) termo; c) encargo; d) juros; e) multas; f) perdas e danos. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS 
• Unilateral é o negócio jurídico que se completa com apenas uma declaração de vontade, 
como por exemplo o testamento. 
 
• Bilateral: O negócio bilateral, por sua vez, é aquele que precisa de duas declarações de 
vontades, como por exemplo a compra e venda. 
 
• Plurilateral (dizendo a respeito àquele negócio que envolve a composição de mais de duas 
vontades paralelamente manifestadas por diferentes partes, com um interesse 
convergente, como exemplo, no contrato de sociedade); 
 
• Oneroso: é o negócio jurídico em que ambos os contratantes auferem vantagens. Se dá de 
forma recíproca, ou seja, ambas as partes podem antever as vantagens e sacrifícios do 
negócio, exemplos: a compra e venda, a locação, a empreitada. 
 
• Gratuito: é o negócio jurídico em que apenas uma parte aufere vantagem ou benefício. 
Nessa modalidade, outorga-se vantagem a uma das partes sem exigir contraprestação da 
outra, como exemplo a doação pura e o comodato. 
 
• Neutro: constituído de espécie desprovida de expressão econômica, não tem efeito 
patrimonial, como na gestação em útero alheio, que será, necessariamente, destituída de 
qualquer envolvimento patrimonial, consoante a advertência da Lei nº9.434/97. 
 
• Bifronte: quando o negócio puder ser gratuito ou oneroso, a depender da vontade 
almejada pelas partes, como se nota do contrato de depósito, que permite convenção de 
remuneração do depositário, convertendo-se em oneroso, nos termos do art.644 do Código 
Civil. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_Civil
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_Civil
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CONDIÇÃO, TERMO E ENCARGO 
Condição: Evento futuro e incerto 
• Suspensiva: suspende tanto o exercício quanto a aquisição do direito. 
• Resolutiva: impede a aquisição, mas não impede o exercício do direito. 
 
Termo: Evento futuro e certo. Suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
 
Encargo: Liberalidade + ônus. Se não cumprir, cabe revogação da liberalidade. Não suspende nada. 
 
ATO JURÍDICO STRICTO SENSU: 
Conforme Fávio Tartuce: "esse ato configura-se quando houver objetivo de mera realização da 
vontade do titular (ATO VOLUNTÁRIO) de um determinado direito, não havendo a criação de 
instituto jurídico próprio para regular direitos e deveres, muito menos a composição de vontade 
entre as partes envolvidas. No ato jurídico stricto sensu os efeitos da manifestação de vontade 
estão predeterminados pela lei". Exemplos: ocupação de um imóvel; pagamento de uma 
obrigação. (TARTUCE, Flávio, Manual de Dir Civil, 4ª ed, p. 195) 
 
Classificam-se em materiais (ou reais) e em participações. 
• Materiais ou reais: consistem numa atuação de vontade que lhes dá existência imediata, 
porque não se destinam ao conhecimento de determinadas pessoas, não tendo, portanto, 
destinatário. 
• Participações: consistem em declarações para ciência ou comunicação de intenções ou de 
fatos; têm destinatário, pois o sujeito pratica o ato para dar conhecimento a outrem de que 
tem certo propósito ou que ocorreu determinado fato. 
 
FATO JURÍDICO: "Conceito de fato jurídico em sentido estrito: é o acontecimento independente da 
vontade humana que produz efeitos jurídicos, criando, modificando ou extinguindo direitos." 
 
ANULABILIDADE 
• Só produz efeitos após a sentença. 
• Efeitos ex nunc (não retroage) 
• Não pode ser reconhecida pelo juiz, devendo sempre ser arguida pela parte interessada. 
 
NULIDADE 
• Não pode ser confirmado e não convalesce com o tempo. 
• Simulação é causa de nulidade. 
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JURISPRUDÊNCIA E SÚMULAS 
Súmula 195 do STJ. Não cabe embargos de terceiro para anular negócio jurídico viciado por fraude 
contra credores.