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1 
PLANEJAMENTO DE 
USINAS HIDRELÉTRICAS 
2 
PLANEJAMENTO DE USINAS HIDRELÉTRICAS 
Objetivo da Aula: 
Fornecer conceitos relativos ao planejamento de sistemas hidreletricos em diversas 
configurações, composto por grandes e pequenas usinas, usinas estas com e sem 
reservatorio e operando em conjunto com outras fontes de energia (termoeletricas, 
eólicas, fotovoltaícas, nucleares) e todo conjunto interligado ao SIN. 
3 
TIPOS DE USINAS QUANTO A POTENCIA INSTALADA 
Arranjos típicos de principais características: 
As usinas são classificadas em três tipos: 
1. Microcentrais – Pot. instalada ≤ 1 MW, 
2. Pequenas centrais hidreletricas – Pot. Instalada: 1 MW < P.inst.< 30 MW 
3. Usinas hidreletricas - Pot. Instalada: P.inst.> 30 MW 
 
PCH Antas II, Poços de Caldas, MG Microcentral 
4 
Arranjos quanto ao tipo de reservatório: 
1. Fio d`água (sem reservatório); 
2. De acumulação (diária, semanal, sazonal, plurianual) 
3. Reversível 
Arranjos quanto a altura de queda: 
1. Baixa queda ( 250 m). 
2. Média queda (entre 50 e 250 m); 
3. Alta queda (> 250 m) 
Usina Hidreletrica Henry Borden (Cubatão –SP) alta queda. 
TIPOS DE USINAS QUANTO AO RESERVATORIO E ALTURA DE QUEDA 
5 
TIPOS DE USINAS 
TIPOS DE USINAS 
6 
7 
A geração de energia é limitada pelo produto VAZÃO X ALTURA DE QUEDA, a 
barragem de uma maneira geral interrompe o curso d’água p/ formar o 
reservatório e regular a vazão. Devido à capacidade de armazenamento (períodos 
úmidos) e deplecionamento (períodos secos), as barragens atenuam a 
variabilidade das afluências naturais. 
PEQUENAS CENTRAIS HIDRELETRICAS (PCH) 
Hidrelétrica Foz do Areia 
8 
O volume dos reservatorios na grandes usinas depende dos operadores da 
planta, já nas PCH do tipo fio d’água, depende-se da quantidade de chuvas nas 
cabeceiras dos rios, neste tipo de usina aproveita-se a vazão firme do rio. 
PEQUENAS CENTRAIS HIDRELETRICAS (PCH) 
Hidrelétrica de Belo Monte 
9 
PCH A FIO D’ÁGUA: Usinas hidrelétricas “a fio d’água” são aquelas que não 
dispõem de reservatório de água, ou o têm em dimensões menores do que 
poderiam ter. Optar pela construção de uma usina “a fio d’água” significa optar por 
não manter um estoque de água que poderia ser acumulado em uma barragem. 
PEQUENAS CENTRAIS HIDRELETRICAS (PCH) 
10 
PCH A FIO D’ÁGUA 
11 
A usina binacional Itaipu, por estar a jusante da Bacia do Rio Paraná, é 
considerada como a fio d’água, ou seja, mantém apenas um volume pequeno de 
estoque, utiliza a água que chega das usinas a montante (total de 47), para gerar 
energia elétrica. 
Hidrelétrica de Itaipu 
PCH A FIO D’ÁGUA 
http://www.topafiliados.org/
12 
PCH A FIO D’ÁGUA: 
•Utilizada quando demanda maxima ≤ que as vazões de estiagem. 
•Não utiliza volume de reservatório criado por barragem. 
•O sistema de adução é projetado p/ conduzir vazão que atenda demanda máxima. 
•O aproveitamento energético disponivel no local será parcialmente aproveitado. 
•Vertedouro irá operar na totalidade do tempo para extravasar o excesso de água. 
PCH A FIO D’ÁGUA 
13 
PCH A FIO D’ÁGUA: 
Caracteristica de especificação se comparadas com usinas com reservatorio: 
•Dispensa estudos de regularização de vazões. 
•Dispensa estudos de sazonalidade da carga elétrica do consumidor. 
•Facilidade relativa aos estudos e a concepção da tomada d’água. 
•Possuem barragens baixas, cuja função é apenas de desviar a água para o circuito 
de adução. 
•Pequenas áreas inundadas nas UH fio dágua resultam em indenizações reduzidas. 
PCH A FIO D’ÁGUA 
14 
USINA HIDRELÉTRICA REVERSÍVEL (UHR) 
São aquelas que utilizam turbinas/bombas e normalmente têm reservatório a 
montante e outro de menores dimensões a jusante da casa de força. O 
armazenamento hidráulico é considerado quando a entrada de água natural 
para as represas não é suficiente, assim, a água é elevada a outro reservatório 
em períodos de baixa demanda, produzindo-se energia pelas turbinas em 
horários de pico. 
15 
USINA HIDRELÉTRICA REVERSÍVEL (UHR) 
O armazenamento hidráulico é inserido nas UH para que a água seja 
preservada, possibilitando sua utilização em períodos de grande demanda. 
Geralmente, a água é bombeada ao reservatório superior nos períodos de 
baixo consumo, pois o custo para a elevação é menor, então, nos picos de 
demanda (consumo alto) energia eletrica é gerada. 
16 
Nessa modalidade de geração, é importante definir períodos estratégicos de 
acionamento visando reduzir impactos causados por falta de geração. Esses 
períodos podem ser influenciados pelas condições de operação da usina, pelas 
condições hidrológicas e pelo mercado de energia. 
USINA HIDRELÉTRICA REVERSÍVEL (UHR) 
Sistemas Lajes/Fontes no Rio de Janeiro 
17 
Ao contrário das usinas termoelétricas, as UHR podem reagir a variações na rede 
em espaço de tempo mais curto, produzindo energia elétrica necessária ou mesmo 
consumindo qualquer excedente. Instalações modernas requerem apenas 30 
segundos para iniciar o funcionamento de bombas ou parada das turbinas. 
Em caso de falhas no sistema elétrico, as usinas reversíveis são capazes de 
restabelecer o fornecimento de energia à rede sem utilizar fontes externas. 
USINA HIDRELÉTRICA REVERSÍVEL (UHR) 
18 
URH são inerentes a sistemas elétricos hibridos que combinam fontes eólica e 
solar, pois, podem compensar intermitências, nivelando flutuações características 
dessas fontes. Em Grandes sistemas eólicos, UHs a fio d’água e usinas nucleares, 
as UHR´s pode funcionar como acumuladores (baterias) armazenando energia. 
USINA HIDRELÉTRICA REVERSÍVEL (UHR) 
É o tipo mais comum de usina hidrelétrica. 
Usa-se uma barragem para armazenar água em um reservatório. 
A água liberada do reservatório escoa através de uma turbina, cuja rotação ativa um 
gerador de eletricidade. 
A água pode ser usada para produzir eletricidade (turbinada), para controlar o nível 
do reservatório ou ambos. 
19 
DE ACUMULAÇÃO (DIÁRIA, SEMANAL, SAZONAL, PLURIANUAL) 
20 
REGULARIZAÇÃO DIÁRIA DO RESERVATÓRIO: 
Empregado quando as vazões de estiagem são inferiores 
à necessária ao suprimento da demanda máxima, 
ocorrem com risco superior ao adotado no projeto. Nesse 
caso, o reservatório fornecerá o adicional necessário de 
vazão regularizada. 
 
REGULARIZAÇÃO MENSAL DO RESERVATÓRIO: 
Quando o projeto de uma UH considera dados de vazões 
médias mensais no seu dimensionamento energético, 
analisando as vazões de estiagem médias mensais, 
pressupõe-se uma regularização mensal das vazões 
médias diárias, promovida pelo reservatório. 
TIPOS DE UHE 
UHE DE ACUMULAÇÃO C/ 
Vantagens e Desvantagens das UHE 
Vantagens: 
Fonte limpa: Não polui o ar por não queimar combustíveis fósseis. 
Fonte doméstica de energia: Não depende de importação de insumo. 
Confiável: Depende somente do ciclo do sol. 
Atende sob demanda: A produção pode ser controlada. 
Reservatórios: oportunidades de recreação, pesca, navegação. 
21 
Vantagens e Desvantagens das UHE 
Desvantagens: 
Impacto ecológico nas populações de peixes. 
Alteração da qualidade da água e da disponibilidade de água para outros fins, como 
por exemplo, irrigação. Pode causar baixos índices de O2 dissolvido na água. 
Susceptibilidade ao regime de chuvas. 
Usinas de grande porte causam impactos ambientais e sócio-econômicos sérios: 
humanos, plantas e animais perdem seu habitat natural. 
Sítios históricos e turísticos podem ser eliminados do mapa. 
22 Sete Quedas do Guaíra destruídas com a construção de Itaipu 
23 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Planejamento: O aproveitamento hídreletrico de um rio ou bacia hidrica 
necessita que um conjunto de condições físicas, sociais e ambientais sejam 
atendidas para sua realização. O planejamento inicial parte do estudo 
hidrologico do aproveitamento em questão. 
24 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
1 - Ciclo Hidrológico: Todo abastecimento de água do planetaresulta da 
precipitação e da evaporação da água dos mares, rios e lagos. O processo de 
transferência dessa água para o continente e seu retorno para os mares e rios 
é chamado de ciclo hidrológico. 
25 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
1- Ciclo Hidrológico: Dois terços das chuvas que chegam ao solo é devolvida 
à atmosfera por evaporação a partir da superfície da água, evaporação no 
solo e também na vegetação. O restante volta aos mares a por vias 
superficiais e subterrâneas. 
26 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
2 - Hidrologia: a Hidrologia estuda a velocidade com que a água passa pelas 
diversas fases do ciclo hidrologico em função do tempo e da fauna local. 
Fornece dados para o projeto de aproveitamento de recursos hídricos. 
27 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
3 - Bacia Hidrográfica (bacia imbrífera): 
•É a área da superfície do solo capaz de coletar água das precipitações 
meteorológicas e conduzi-la a um curso d'água. 
•Local onde ocorre a drenagem da água das chuvas para um determinado curso 
de água. 
•Devido ao declive do terreno, a água de diversas fontes (rios, ribeirões, 
córregos, etc) deságuam num determinado rio, formando a bacia hidrográfica. 
28 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
4 - Vazão de um curso d'água: Característica importante para o aproveitamento 
adequado de um curso d'água. É o volume d'água de uma seção reta na 
unidade de tempo (m3/s). Juntamente com a altura da queda determinará a 
potência que pode ser obtida em um aproveitamento neste ponto. 
29 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
5 - Medição de vazão: 
1. Determinar a área da seção transversal do rio. 
2. Medir a largura do rio e a profundidade em um número significativo de 
pontos ao longo da seção para traçar o perfil e determinar a área. 
3. Medir a velocidade através de medidores chamados MOLINETES 
HIDROMÉTRICOS em vários pontos e em diferentes profundidades. 
4. Com os dados plotar a curva do perfil de velocidade média na vertical. 
30 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
5 - Medição de vazão através de Molinetes: Os molinetes são dotados 
basicamente de uma hélice e um “conta-giros”, medindo a velocidade do 
fluxo d’água que passa por ele. Postos de medição existentes em diversos 
locais das bacias hidrográficas recebem o nome de POSTO 
FLUVIOMÉTRICO. 
31 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
6 - Curva de nível de água (curva chave): Depois de obtido o registro das 
vazões atraves de medições de área do perfil e velocidade media do 
escoamento → traça-se a curva do nível de água em função da vazão. 
Lembrando que Vazão = Velociadade (m/s) / área (m2) = m3/s 
32 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
7 - Fluviograma: representa o comportamento da vazão em uma seção reta 
(local) do rio ao longo do tempo. Utiliza-se para obter o VALOR MAXIMO 
INSTANTÂNEO DA VAZÃO. O Fluviogram representa o comportamento da 
vazão ao longo do tempo. 
33 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
7 - Fluviograma: O Fluviograma pode representar diversos intervalos de tempo 
(dia, mês, ano) ou períodos arbitrários. 
34 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
8 - Curvas de Duração ou Persistência de Vazões: Indica o percentual de tempo 
durante a qual a vazão é superior, igual ou inferior a certos valores ocorridos 
durante o período. 
•Nota-se que o rio R2 fornece 3 m3/s para aproveitamento direto. 
•O rio R1 não mantém uma vazão significativa por longo tempo. Este, só 
poderá manter uma vazão mínima por maior tempo se dispuser de reservatório. 
35 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
9 - Energia Assegurada 
•É a energia que pode ser suprida por uma UH c/ um risco de 5% de não ser 
atendida, isto é, disponibiliza uma garantia de 95% de atendimento; 
•Numa usina com reservatório pequeno, a energia assegurada é definida pela Q95 ; 
•A empresa de energia será remunerada pela Energia Assegurada. 
36 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
9 – Energia Assegurada 
Curva de Permancia de vazões: Nesta curva pode-se verificar qual a vazão ocorrida 
em um periodo de tempo percentual. 
500 
37 
 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
9 - Curvas de Permanência de vazões: 
Exemplo: Uma usina hidrelétrica será construída em um rio com a curva de 
permanência apresentada abaixo. O projeto da barragem prevê uma queda líquida de 
27 metros. A eficiência da conversão de energia será de 83%. Qual é a energia 
assegurada desta usina? 
38 
HIDROLOGIA CONCEITOS HIDROLOGIA CONCEITOS 
9 - Curvas de Permanência de vazões: Exemplo 
50 m3/s 
Q95 = 50 m
3/s 
H = 27 m 
e = 0,83 
 = 1000 kg/m3 . 9,81 N/kg 
eHQP 
P = 11 MW P = 1000.9,81. 50.27.0,83 
 
39 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
Devido à sazonalidade das vazões, apenas uma pequena vazão poderá ser 
utilizada na maior parte do tempo. Se os aproveitamentos fossem realizados 
unicamente nesta vazão, tornar-se-iam antieconômicos. 
40 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
9 - Regularização de Vazões: 
Para aproveitamentos de vazões inconstantes, torna-se necessário o 
armazenamento para permitir o uso de vazão superior àquela garantida pelo 
comportamento natural do rio. O armazenamento e obtenção de vazões 
regularizadas recebe o nome de REGULARIZAÇÃO DE UM RIO. 
41 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
42 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
43 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
44 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
45 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
46 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
47 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
48 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
49 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
50 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
51 
9 - Regularização de Vazões: Efeitos sobre a motorização 
 
•Diária: A água é armazenada no período fora de ponta para utilização no horário 
de ponta. Normalmente estes reservatórios encontram-se em usinas a fio dágua. 
 
•Semanal: A água é armazenada no final de semana e utilizada nos dias útieis. 
 
•Anual: A água é armazenada no período úmido (de dezembro a maio) e é utilizada 
no período seco (junho a novembro). 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
52 
9 - Regularização de Vazões: Capacidade de um reservatório 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
53 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Aproveitamentos Hidrelétricos são de dois topos: 
1. Aproveitamentos a fio d'água: Sem regularização, vazão primaria disponível 
entre 90 e 100% do tempo. A energia associada a essa vazão recebe o nome 
de energia primaria. 
2. Aproveitamento com regularização. A energia associada a essa vazão 
recebe o nome de energia firme (pode ser garantida quase todo o tempo). 
• Para usinas a fio d'água a energia firme coincide com energia primaria. 
USINA A FIO DAGUA USINA COM RESERVATORIO 
54 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Capacidade dos Reservatórios: É calculada com base na altura máxima de 
operação do reservatório. A partir dos dados do reservatório pode-se traçar a 
curva AREA x ALTITUDE e a curva CAPACIDADE x ALTITUDE. 
55 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Capacidade dos Reservatórios: 
As curvas AREA x ALTITUDE e a curva CAPACIDADE x ALTITUDE permitem a 
obtenção da área inundada em função do nível máximo. Possibilitam visualizar 
parte dos impactos ambientais provocados pela obra (população deslocada, 
inundação de belezas naturais, sítios arqueológicos e áreas históricas. 
CURVA: AREA x ALTITUDE 
VOLUME x ALTITUDE 
56 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Capacidade dos Reservatórios: Níveis de Operação 
•Nível normal: Cota máxima até onde as águas subirão em condições normais. 
•Nível mínimo: Nível mínimo até onde as águas baixam em condições normais.•O volume armazenado entre o nível máximo e mínimo é chamado de volume 
útil do reservatório (acumulação para uso e atenuação de cheia). 
 
57 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Capacidade dos Reservatórios: 
Os níveis de Operação são função do melhor rendimento das turbinas. 
58 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Caudabilidade: Indica a quantidade de água que pode ser fornecida pelo 
reservatório em determinado período de tempo (km3/ano ou m3/dia). Esse 
período pode variar de um dia (pequenos reservatórios) até um ano (grandes 
reservatórios). Depende das vazões afluentes. 
 
Vazão Firme: Zão máxima que pode ser garantida emum período de estiagem 
ou então a vão que pode ser garantida durante todo periodo em que a operação 
do aproveitamento não se altera. 
59 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Determinação da capacidade de um reservatório: Deve-se simular a operação 
do reservatório durante um determinado período através dos dados 
fluviometricos. O estudo pode se restringir apenas a avaliação da capacidade 
suficiente para suportar uma seca ou, avalia o volume de água (energia) 
aproveitável em cada um dos anos. 
60 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Vazão Regularizada: O diagrama de Rippl (ou de massas) é um grafico onde se 
marcam os volumes acumulados ao longo do tempo no reservatório. Esse 
diagrama é uma integração no tempo do Fluviograma (curva de duração) e 
possibilita analise visando o calculo da vazão regularizada. 
Diagrama de Rippl 
61 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Vazão Regularizada: O diagrama possibilita visualizar: 
1. Vazão regularizada máxima: 
É fornecida pelo volume DX e o periodo de tempo OD 
μ 
62 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Vazão Regularizada: 
• A tangente do diagrama em qualquer ponto é a vazão natural do rio naquele ponto. 
• Se for construída uma usina neste ponto e que utilize sempre a vazão regularizada, 
ocorrerá que: 
1- Toda vez que a vazão natural for maior que a regularizada o reservatório estará 
enchendo. 
2 - Se a vazão for menor do que a regularizada → o reservatório estará esvaziando. 
3 - A vazão de enchimento ou esvaziamento é dada pela diferença entre as vazões natural 
e regularizada. 
63 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Vazão Regularizada: 
3 O reservatório estará enchendo nos períodos OA e BC, e esvaziando nos 
períodos AB e CD. 
 
64 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Vazão Regularizada: 
Diagrama dos volumes disponíveis no reservatório ao longo do tempo. 
 O gráfico apresenta o reservatório iniciando e terminando com o mesmo 
volume de água. Isto acontece porque no período de tempo analisado, 
todo o volume que entra é igual ao volume que sai→Vazão regularizada 
total. 
65 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Vazão Regularizada: 
 A diferença entre os volumes máximo e mínimo do gráfico é a capacidade 
de armazenamento que o reservatório deve ter para operar corretamente. 
Essa diferença é o volume mais econômico que permite a execução da 
regularização total do reservatório. 
66 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Regularização Parcial: 
Caso o volume reservatório fosse menor que o volume regularizado→não 
se teria a mesma vazão o tempo todo, entretanto, neste caso os custos 
seriam menores (barragem, menores impactos ambientais). 
67 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Regularização Parcial: 
Considerando que existe a possibilidade de interligação de varias usinas ao SIN e 
tambem a possibilidade de complementação (termica, eolica e solar) surge o 
conceito de que se deve determinar a melhor solução global → interligando 
hidreletricas com reservatorio a termeletricas, centrais solares, eolicas etc. Supera-
se assim a desvantagem de não termos uma só vazão regularizada. 
68 
HIDROLOGIA CONCEITOS 
Aproveitamentos Hidrelétricos: Diversos aproveitamentos podem ser 
efetuados no mesmo rio. Aproveitamentos de rios diferentes podem ser feitos 
através da rede elétrica. 
 
69 
EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM 
SISTEMA DE USINAS DA BACIA HIDROGRAFICA DO 
RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
Neste exemplo várias premissas como condições de operação, rendimento 
do sistema, período de chuvas, condições ambientais como enchentes e 
impactos na fauna dentre outros devem ser levadas em consideração para a 
melhor operação e com os menores riscos em um sistema de 
aproveitamento de varias usinas na mesma bacia hidrografica. 
 
Fonte Site “ONS”: http://pt.slideshare.net/cbhdoce/apresentao-bacia-do-rio-doce-
ons-08102013-paulo-diniz 
70 
EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
71 
72 
EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
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EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
74 
EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
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EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
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EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
77 
78 
EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
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EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
80 
EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
81 
EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
82 
EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG 
83 
EXEMPLO DE OPERAÇÃO HIDRAÚLICA DE UM SISTEMA DE USINAS DA BACIA 
HIDROGRAFICA DO RIO DOCE NOS ESTADOS DO ES e MG

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