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ANESTESIA REGIONAL

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• Anestésicos locais; 
• Anestesia infiltrativa (local); 
• Técnicas de bloqueio anestésico; 
• Anestesia regional; 
o Bloqueio; 
o Bloqueio de nervo; 
o Bloqueio de fáscia; 
• Bloqueio contínuo. 
Cronologia da síntese dos principais anestésicos 
locais de uso clínico 
Cocaína 1855 
Benzocaína 1890 
Procaína 1905 
Dibucaína 1929 
Tetracaína 1930 
Lidocaína 1944 
Cloroprocaína 1955 
Mepivacaína 1957 
Bupivacaína 1957 
Prilocaína 1960 
Etidocaína 1972 
Ropivacaína 1983 
 
ANESTÉSICOS LOCAIS 
 
Estrutura de dois anestésicos locais: lidocaína do tipo 
amida e procaína do tipo éster. 
Metabolismo e eliminação: 
O metabolismo e a eliminação diferem dependendo de sua 
estrutura. 
1. Ésteres: Sofrem metabolização, especialmente por 
pseudocolinesterase. A hidrólise dos ésteres é rápida, e os 
metabólitos solúveis em água são eliminados na urina. 
Pacientes com pseudocolinesterase geneticamente anormal 
apresentam risco elevado de efeitos colaterais tóxicos, já 
que seu metabolismo é mais lento. 
2. Amidas: Esses ALs são metabolizados por enzimas 
microssomais no fígado, e a taxa de metabolismo depende 
do agente específico (prilocaína > lidocaína > mepivacaína 
> Ropivacaína > bupivacaína), porém é muito mais lenta 
que a hidrólise dos ésteres. Recém-nascidos, por exemplo, 
têm sistema imaturo de enzimas hepáticas e, por isso, o 
tempo de eliminação de lidocaína, bupivacaína e 
Ropivacaína é prolongado. 
Fisiologia da membrana neuronal. 
Diferentes estados do canal de sódio voltagem-
dependente. 
 
 
 
 
Canais no estado de repouso. A ativação conduz à abertura 
do canal (A) para permitir a passagem de sódio no estado 
ativado (B). O portão fecha o poro do canal a partir do lado 
intracelular e o inativa (D). Os anestésicos locais (ALs) se 
ligam de preferência ao estado ativado e inativo (C e D). O 
local de ligação do AL está no poro do canal (C e D). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anestésico 
local 
pKa % ionizado (7,4) 
Lipossolubilidade % ligação 
proteica 
 AMIDAS 
Bupivacaína 8,1 83 3420 95 
Etidocaína 7,7 66 7317 94 
Lidocaína 7,9 76 366 64 
Mepivacaína 7,6 61 130 77 
Prilocaína 7,9 76 129 55 
Ropivacaína 8,1 83 775 94 
 ÉSTERES 
Cloroprocaína 8,7 95 810 - 
Procaína 8,9 97 100 6 
Tetracaína 8,5 93 5822 94 
DOSES MÁXIMAS DOS ANESTÉSICOS LOCAIS 
Anestésico Sem adrenalina 
Com 
adrenalina 
Lidocaína 4 mg/kg 7 mg/kg 
Bupivacaína 2 mg/kg 3 mg/kg 
Ropivacaína 3 mg/kg - 
 
MANEJO DA TOXICIDADE SISTÊMICA POR 
ANESTÉSICOS LOCAIS (LAST) 
1. Cessar a administração de anestésicos locais. 
2. Chamar ajuda e equipe de manejo de parada 
cardiorrespiratória. 
3. Iniciar a ressuscitação cardiopulmonar se não houver 
pulso. 
4. Ventilar com O2 a 100% (considerar intubação). 
5. Cessar crises convulsivas com benzodiazepínicos (ex.: 
Midazolam), evitando uso de propofol na vigência de 
colapso cardiovascular. 
6. Considerar emulsão lipídica 20% (bolus de 1,5 mL.kg-1 
em 1 minuto, seguido de infusão contínua de 0,25 mL.kg-
1min-1) por 30 minutos. 
• A administração em bolus pode ser repetida a cada 
5 minutos (se houver colapso cardiovascular 
persistente). 
• Dobrar a taxa de infusão se a pressão arterial 
continuar persistentemente baixa. 
7. Tratar a bradicardia, se presente, com Atropina 0,5 a 1 
mg em bolus. 
DOSES DA EMULSÃO LIPÍDICA A 20% 
• Bolus inicial: 1,5 mL.kg-1 
• Manter a infusão em 0,25 mL.kg-1.min-1 até o 
retorno da função cardíaca 
• Na instabilidade cardiovascular refrataria, repetir o 
bolus de 1,5 mL.kg-1 e aumentar a infusão para 0,5 
mL.kg-1.min-1 
• Dose máxima: 30 mL.kg-1 em 30 minutos 
ANESTESIA INFILTRATIVA (LOCAL) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rotinas de preparo inicial para a realização de bloqueio 
periférico no SAMPE/HCPA: 
1. Confirmar o paciente, o tipo de cirurgia e a lateralidade. 
Realizar anamnese e exame físico neurológico. Pesquisar 
o uso de medicações anticoagulantes. 
2. Instalar monitoração: cardioscopia, oximetria e pressão 
não invasiva. Obter acesso venoso periférico. Confirmar 
material de via aérea, sonda de aspiração e medicações de 
emergência. 
3. Definir o agente a ser utilizado (concentração e volume) 
conforme plano de anestesia ou analgesia e o tempo de 
duração desejado. A dose tóxica deve ser calculada. 
4. Realizar sedação leve, proporcionando conforto ao 
paciente e tranquilidade ao anestesista para a execução do 
procedimento. 
A anestesia por infiltração local envolve a colocação 
extravascular de anestésico local na área a ser anestesiada. 
A injeção subcutânea de anestésico local na área a ser 
atravessada para a colocação de uma cânula intravascular é 
um exemplo. A lidocaína é o anestésico local mais 
frequentemente usado para a anestesia de infiltração. A 
infiltração de ropivacaína ou bupivacaína a 0,25% é 
igualmente eficaz no tratamento da dor no local da cirurgia 
inguinal. 
A duração da anestesia por infiltração pode ser 
aproximadamente dobrada com a adição de 1: 200.000 de 
epinefrina à solução de anestésico local. Soluções contendo 
epinefrina, entretanto, não devem ser injetadas 
intracutaneamente ou em tecidos fornecidos por artérias 
terminais (dedos, orelhas e nariz) porque a vasoconstrição 
resultante pode produzir isquemia e pode resultar em 
necrose do tecido. 
TÉCNICA DE BLOQUEIO ANESTÉSICO 
• Às cegas; 
• Parestesia (proscrita); 
• Estimulador de nervo periférico; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• US; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnica de bloqueio guiado por neuroestimulação: 
1. O terminal positivo (ânodo) é conectado a um 
eletrodo na pele do paciente, enquanto o terminal 
negativo (cátodo) é conectado à agulha 
neuroestimuladora. 
2. Após entrar na pele, o neuroestimulador é ligado em 
corrente de 1 mA (bloqueios superficiais) a 1,5 mA 
(bloqueios profundos). Seleciona-se 0,1 ou 0,3 ms de 
duração de corrente para a maioria das finalidades, 
com uma taxa de repetição de 1 ou 2 Hz. 
3. A agulha é avançada na direção da localização 
esperada do nervo de interesse, procurando resposta 
motora contrátil da musculatura inervada pelo referido 
nervo ou plexo. 
4. Uma resposta motora com corrente de 0,3-0,5 mA 
indica proximidade suficiente para o sucesso do 
bloqueio; uma resposta motora presente com 
intensidade de corrente ≤ 0,3 mA sugere provável 
agulhamento intraneural. Nesse caso, a agulha deve 
ser reposicionada 
5. A injeção de 1-2 mL de anestésico local deve 
eliminar a resposta motora. 
Ajustes do aparelho para obtenção da imagem: 
1. Modo: Escolhe-se nervo ou pequenas partes para 
visualizar estruturas superficiais; 
2. Profundidade: Recomenda-se iniciar com uma visão 
mais ampla e, depois, reduzir a profundidade para 
visualizar a área de interesse; 
3. Frequência: Depende do tipo de transdutor que é 
escolhido conforme a estrutura de interesse 
(profundidade); 
4. Foco: É a zona de melhor resolução da imagem e onde, 
idealmente, deve estar a estrutura de interesse; 
5. Ganho: Permite o ajuste de contraste e brilho 
6. Doppler: Permite definir estruturas vasculares, que 
podem estar próximas das estruturas nervosas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Técnica combinada. 
Roteiro para a realização da técnica combinada: 
1. Posicionar ergonomicamente o aparelho de ultrassom 
(Fig. 17.4), definir MODO NERVO (tecla exame) e fazer 
escaneamento do bloqueio a ser realizado. Configurar 
profundidade, ganho e usar o modo CORES caso seja 
necessário certificar-se de algum vaso sanguíneo. Ligar o 
software de visualização da agulha (MBE). 
2. Após confirmar a possibilidade e a profundidade do 
bloqueio, conectar o neuroestimulador ao eletrodo aderido 
à pele (distância de até 10 cm do local de inserção da 
agulha). Definir a agulha estimuladora a ser utilizada (5 ou 
10 cm). 
3. Em uma bandeja estéril, preparar