A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
14 pág.
Acidente Vascular Encefálico

Pré-visualização | Página 3 de 5

quando
respeitados os dois pré-requisitos
abaixo.
- Indicações de Endarterectomia
Carotídea
1- Isquemia cerebral sintomática
(AIT ou AVE) compatível com a
lesão carotídea encontrada.
2- Obstrução 70-99% unilateral.
➔ A reabilitação (fisioterapia motora,
fonoterapia, terapia ocupacional)
deve ser iniciada o quanto antes,
de preferência nas primeiras 24-
48h. Quanto mais precoce, maior
será a recuperação do déficit
neurológico e menor será a chance
de complicações decorrentes de
imobilização no leito. A fisioterapia
motora deve ser passiva e ativa,
evitando posições viciosas, e deve
ser feita, no início, diariamente!
AVE HEMORRÁGICO
DEFINIÇÃO
➔ O acidente vascular cerebral
hemorrágico é causado pela
ruptura espontânea (não
traumática) de um vaso, com
extravasamento de sangue para o
interior do cérebro (hemorragia
intracerebral), para o sistema
ventricular (hemorragia
intraventricular) e/ou espaço
subaracnóideo (hemorragia
subaracnóide).
EPIDEMIOLOGIA
➔ O AVE hemorrágico é uma
emergência neurológica, que causa
um déficit neurológico focal
súbito, e que pode evoluir
rapidamente de cefaléia para o
coma.
➔ Corresponde a 20% dos AVE, 1/3
das pessoas acometidas morre em
30 dias.
➔ O AVE hemorrágico acomete cerca
de 4 milhoes de pessoas no mundo
por ano.
Maria Luiza de Oliveira Soares
Turma 01 Fits
FATORES DE RISCO
➔ HEMORRAGIA
INTRAPARENQUIMATOSA: HAS,
angiopatia amilóide, trauma,
trombose venosa cerebral, tumor
cerebral, aneurisma cerebral e MAV.
➔ HEMORRAGIA SUBARACNÓIDE:
tabagismo*, HAS, etilismo, doença
renal policística e história familiar
de HSA
FISIOPATOLOGIA
➔ O AVE hemorrágico ocorre pela
ruptura de estruturas vasculares
cerebrais, fazendo compressão
das estruturas encefálicas e
causando isquemia secundária e
edema.
➔ Pode ser devido a uma
Hemorragia Intraparenquimatosa
(HIP), quando o sangramento
acontece dentro do parênquima
cerebral, principalmente devido à
fragilidade da parede vascular e
rompimento dos aneurismas de
Charcot-Bouchard (causados pela
adaptação do vaso à HAS); ou
devido a uma Hemorragia
Subaracnóidea (HSA), quando o
sangramento ocorre entre as
meninges aracnóide e pia-máter,
principalmente pelo rompimento de
aneurismas saculares.
● Explicação de charcot bouchard:
Ocorre uma diferença de pressão
entre o grande caso e o pequeno
levando a uma necrose fibrinóide
formando aneurismas de charcot
bouchard.
➔ AVE HEMORRÁGICO
INTRAPARENQUIMATOSO:
A vasculopatia hipertensiva causa
lipo-hialinose da parede de
pequenas artérias, ruptura de
pequenos aneurismas de
Charcot-Bouchard, causando
necrose fibrinóide, e provocando
sangramentos profundos. Já a
angiopatia amiloide é causada
pelo depósito excessivo de proteína
B-amilóide na parede dos vasos,
devido à degradação ineficaz pelos
metalopeptidases, astrócitos e
macrófagos e receptor de LDL,
causando fragilidade no vaso e
hemorragia na região lobar.
Acomete mais pacientes idosos.
➔ HEMORRAGIA SUBARACNÓIDEA
(HSA)
A ruptura de aneurismas saculares
intracranianos é a principal causa
dos quadros espontâneos de HSA.
É uma situação extremamente
grave, levando à morte em 32% a
67% dos casos.
Esses aneurismas ocorrem
principalmente em bifurcações
arteriais próximas ao polígono de
Willis, como na artéria comunicante
anterior, artéria comunicante
posterior e artéria cerebral média.
QUADRO CLÍNICO
● HEMORRAGIA INTRAPARENQUIMATOSA
➔ Com um quadro súbito de cefaléia
intensa, déficit neurológico focal
e rebaixamento do nível de
consciência, em geral dentro de
algumas horas.
➔ Hemorragia do putâmen: entre o
putâmen e o tálamo está
justamente a cápsula interna.
Portanto, a hemorragia putaminal
cursa com um quadro súbito de
hemiplegia fasciobraquiocrural
contralateral. Pode haver desvio
do olhar conjugado contrário à
hemiplegia,pelo comprometimento
das fibras do lobo frontal. A
hemorragia pode se estender para
os ventrículos laterais
(hemoventrículo)
Maria Luiza de Oliveira Soares
Turma 01 Fits
➔ Hemorragia talâmica: pelo mesmo
motivo acima descrito, há também
hemiplegia fasciobraquiocrural
contralateral, associada neste
caso à hemianestesia para todas
as sensibilidades, acompanhando a
hemiplegia. Pela extensão da
hemorragia para o hipotálamo
(núcleos do sistema nervoso
simpático) e teto do mesencéfalo
(controla o desvio dos olhos para
cima), são comuns alterações
oculares e pupilares: desvio dos
olhos para baixo e para dentro
(ambos olhando para o nariz) ou
para o lado da hemiplegia (wrong
way eyes: olhando para o lado
errado, já que lesões
supratentoriais deveriam desviar o
olhar para o lado contrário ao da
hemiplegia...),pupilas mióticas,
anisocoria, com pupila menor do
lado da hemorragia (síndrome
Horner).
Ainda pode haver a chamada
afasia talâmica, se a hemorragia
for no hemisfério dominante
(tálamo esquerdo). É comum a
hemorragia se estender para o
terceiro ventrículo, agravando o
quadro.
➔ Hemorragia do cerebelo: a
hemorragia cerebelar dá um
quadro idêntico ao do infarto
cerebelar – vertigem, náuseas,
vômitos e ataxia cerebelar aguda,
que pode ser uni ou bilateral. O
grande risco do AVE hemorrágico
de cerebelo é seu efeito expansivo,
que pode comprimir o IV ventrículo
e levar à hidrocefalia obstrutiva,
HIC e estado comatoso. A
complicação mais temível é a
compressão do bulbo pelas
amígdalas cerebelares e herniação
através do forame magno. O
resultado pode ser a apneia súbita,
levando a óbito.
➔ Hemorragia de ponte: a
hemorragia de ponte cursa com
um quadro muito característico... O
paciente desenvolve quadriplegia
súbita, coma e pupilas puntiformes
e fotorreagentes. A descerebração,
a hiperpneia e a hiperidrose são
achados comuns. Os reflexos
oculocefálico e oculovestibular são
perdidos, e a letalidade beira os
90%.
● HEMORRAGIA SUBARACNÓIDEA
➔ A ruptura de aneurismas saculares
intracranianos é a principal causa
dos quadros espontâneos de HSA.
É uma situação extremamente
grave, levando à morte em 32% a
67% dos casos.
➔ Esses aneurismas ocorrem
principalmente em bifurcações
arteriais próximas ao polígono de
Willis. como na artéria comunicante
anterior, artéria comunicante
posterior e artéria cerebral média.
-Cefaleia em trovoada/Thunderclap
headache: dor súbita, pior dor da vida,
que vai do início ao pico máximo em
menos de um minuto. Pode ser o único
sintoma.
-Cefaleia em sentinela: dor de forte
intensidade súbita, que procede em alguns
dias do aneurisma e representa um
sangramento que estancou "rápido", sem
causar muitas sequelas.
-Náuseas, vômitos, foto e fonofobia,
rebaixamento do nível de consciência,
meningismo (70%), sinais neurológicos
focais.
-Pode haver paralisia do nervo
oculomotor, provocando midríase e desvio
do olho
para fora, devido ao rompimento do
aneurisma de artéria comunicante
posterior.
Maria Luiza de Oliveira Soares
Turma 01 Fits
-Pode haver paralisia do nervo
abducente, provocando desvio do olho
para dentro, devido à síndrome de
hipertensão intracraniana.
DIAGNÓSTICO
➔ Sobre os locais mais acometidos:
Putâmen: 30-50% dos casos
tálamo: 15-20% dos casos
cerebelo: 10-30% dos casos
ponte: 10-15% dos casos dos HIP
➔ HIP na TC: Imagem hiperdensa,
com efeito de massa e edema
perilesional. Na fase crônica, após
algumas semanas o hematoma se
torna isodenso e, a lesão residual,
hipodensa. Se surgir imagem
hiperdensa na fase crônica, pode
ser ressangramento. O desvio de
linha média é comum.
➔ HSA na TC: Imagem hiperdensa
(evidenciando a presença de
sangue). Podem aparecer sinais de
hemorragia no interior dos
ventrículos e nas fissuras
interemisféricas.
➔ DIAGNÓSTICO DA HEMORRAGIA
SUBARACNÓIDE
- Paciente que abre um quadro de
cefaleia súbita de forte intensidade,
até que se prove o contrário, tem
um AVE hemorrágico
TRÍADE: CEFALEIA + SÍNCOPE +
RIGIDEZ DE NUCA ->
DIAGNÓSTICO PROVÁVEL DE HSA.
➔ TC DE CRÂNIO: A TC de crânio não
contrastada confirma o diagnóstico
em 95% dos casos.
Em caso de suspeita de HSA e TC
normal, procede-se ao exame
liquórico, que mostrará sangue
(primeiras 12h) ou um líquido
xantocrômico (amarelado), por
causa da conversão da
hemoglobina em bilirrubina
➔ AVCH – HIP: apresenta-se