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Aula 8 - Teoria dos Custos de Produção

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Teoria dos Custos 
de Produção
2
Teoria da 
produção
Quantidade física 
dos insumos e 
produtos
Teoria dos 
custos de 
produção
Preço dos 
insumos e 
produtos
Introdução à Teoria dos Custos de Produção
• O objetivo básico de uma firma é a maximização de seus
resultados quando da realização de sua atividade
produtiva. A otimização dos resultados da firma
ocorrerá quando:
a) Maximizar a produção para um dado custo total; ou,
b) Minimizar o custo total para um dado nível de produção.
Em qualquer uma das situações a firma estará
alcançando o equilíbrio da firma. 3
Visão econômica x Visão contábil-financeira
• Existem muitas diferenças entre a ótica utilizada pelo
economista e a utilizada nas empresas, por contadores
e administradores.
4
Economistas
Visão global; Foco no 
mercado (ambiente 
externo a empresa) 
Contadores
Focalizada no 
detalhamento de 
gastos de uma 
empresa específica.
Visão econômica x Visão contábil-financeira
• As principais diferenças estão nos seguintes conceitos:
➢ Custos de oportunidade x Custos contábeis;
➢ Externalidades (custos privados e custos sociais); e,
➢ Custos e despesas.
5
Custos de Oportunidade x Custos Contábeis
6
Custos Contábeis Custos de Oportunidade 
são custos explícitos, que
sempre envolvem um
dispêndio monetário. É o
gasto efetivo, na compra ou
aluguel de insumos,
contabilizado no balanço da
empresa;
são custos implícitos, relativos
aos insumos que pertencem à
empresa e que não envolvem
desembolso monetário. São
estimados a partir do que
poderia ser ganho no melhor
uso alternativo.
Custos de Oportunidade
➢ Para os economistas, as curvas de custos das firmas
consideram, além dos custos contábeis, os custos de
oportunidade, pois assim estariam refletindo os custos
de todos os fatores de produção envolvidos numa dada
atividade, inclusive a capacidade ou talento
empresarial.
7
Custos de Oportunidade
➢ Como todos os recursos produtivos são limitados, o
conceito de custo de oportunidade permite captar a
verdadeira escassez relativa do recurso utilizado, ou
seja, qual o custo para a sociedade da alocação de
recursos.
8
9
Custos
Gastos associados ao 
processo de fabricação 
de produtos
Custos diretos (variáveis)
Custos indiretos (fixos)
Despesas
Estão associadas ao exercício 
social e alocadas para o 
resultado geral do período 
(como despesas financeiras, 
comerciais e administrativas)
Exercício:
▪ Joe um programador de computadores que ganhava
$50.000,00 por ano, pede demissão e abre sua própria
empresa de software, instalada em um imóvel próprio
que ele antes alugava por $24.000,00 anuais. No
primeiro ano do negócio ele teve as seguintes despesas:
$40.000,00 do salário pago a ele mesmo; $0,00 de
aluguel; $25.000,00 de outras despesas. Calcule o custo
econômico e o custo contábil associado a empresa de
Joe. 10
Exercício: Gabarito
• Custo contábil: 40.000 + 25.000 = 65.000
• Custo econômico:
• 24.000 + 10.000* + 40.000 + 25.000 = 99.000
*[50.000 – 40.000 = 10.000]
11
Custos Privados x Custos Sociais: Externalidades
12
Externalidades: São alterações de custos e benefícios para a
sociedade derivadas da produção das empresas.
Externalidade positiva – quando
uma unidade econômica cria
benefícios para outras, sem
receber pagamento por isso.
Quanto a empresa gera para a
sociedade?
Externalidade negativa –
quando uma unidade econômica
cria custos para outras, sem
pagar por isso.
Quanto a empresa custa para a
sociedade?
Este conceito revela a diferença entre custos privados e custos
sociais. É particularmente importante para a avaliação social e
privada de projetos de investimentos.
Custos Privados x Custos Sociais: Ex. Obra Pública
13
Para a construtora o 
que importa são os 
custos efetivos, como 
mão de obra, 
materiais e etc.
Ótica 
privada
Devem-se avaliar quais 
as externalidades 
provocadas pelo 
empreendimento, que 
poderão ser positivas 
(aumento do emprego, 
do comércio local) ou 
negativas (poluição do 
meio ambiente).
Ótica 
social
Custos Totais de Produção
❑ A soma de todos os custos realizados pela firma com a
utilização da combinação mais econômica dos fatores,
por meio da qual é obtida determinada quantidade do
produto.
𝑪𝑻 = 𝑪𝑭 + 𝑪𝑽(𝑸)
𝑪𝑻 = Custo total;
𝑪𝑭 = Custo fixo (independe da produção);
𝑪𝑽 = Custo variável (depende da produção [𝑸]). 14
Custo Médio
𝐶𝑇𝑀𝑒 = 𝐶𝑀𝑒 = 
𝐶𝑇
𝑄
= 
𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 (𝑒𝑚 $)
𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑜
 
15
𝐶𝑉𝑀𝑒 = 
𝐶𝑉
𝑄
= 
𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑣𝑎𝑟𝑖á𝑣𝑒𝑙 (𝑒𝑚 $)
𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑜
 
𝐶𝐹𝑀𝑒 = 
𝐶𝐹
𝑄
= 
𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑓𝑖𝑥𝑜 (𝑒𝑚 $)
𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑜
 
❑ O custo médio é obtido pelo quociente do custo e a quantidade
produzida. É o custo por unidade produzida, também chamado
custo unitário.
Custo total médio =
Custo variável médio =
Custo fixo médio =
Custo Marginal (CMg)
16
❑O custo marginal (CMg) é dado pela variação do
custo total em resposta a variação da quantidade
produzida.
𝐶𝑀𝑔 = 
∆𝐶𝑇
∆𝑄
= 
𝑣𝑎𝑟𝑖𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑎𝑐𝑟é𝑠𝑐𝑖𝑚𝑜 𝑑𝑒 1 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑛𝑎 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜
 
Exercício – Custo no Curto Prazo
Dada a função custo 𝑪𝑻 = 𝟓𝟎𝟎 + 𝟒𝟗(𝑸) e Q = 5000 quem
é o custo total? O custo fixo? O custo total médio, custo
variável médio e custo fixo médio?
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Gabarito – Custo no Curto Prazo
18
𝐶𝑇 = 500 + 49 (5000) 
𝐶𝑇 = 500 + 245000 
𝐶𝑇 = 245500 
Custo Total = 
Custo Fixo =
Custo Total Médio =
𝐶𝐹 = 500 
𝐶𝑀𝑒 = 
245500
5000
= 49,1 
𝐶𝑉𝑀𝑒 = 
245000
5000
= 49 
Custo Variável Médio = 
Custo Fixo Médio =
𝐶𝐹𝑀𝑒 = 
500
5000
= 0,1 
Curto Prazo x Longo Prazo
❑ Custos totais no curto prazo: são caracterizados pelo
fato de serem compostos por parcelas de custos fixos
e de custos variáveis;
❑ Custos totais no longo prazo: são formados
unicamente por custos variáveis.
19
Análise dos Custos no Curto Prazo
❑ Supondo a existência de um fator fixo (capital) e um
fator variável (mão de obra).
❑ Assim, essa firma só poderá aumentar ou diminuir sua
produção por meio da utilização do fator mão de obra,
uma vez que seu capital é constante, não podendo ser
aumentado ou diminuído em curto prazo.
20
Lei dos Custos Crescentes
21
❖ Significa que, dada certa instalação fixa, no início, o
aumento de produção dá-se a custos declinantes.
Contudo, um aumento maior de produção começa a
‘saturar’ o equipamento de capital (suposto fixo no
curto prazo) e os custos crescem a taxas crescentes.
Lei dos Custos Crescentes
22
▪ Relativo ao CMe, inicialmente temos que estes são
declinantes, pois tem-se pouca mão-de-obra para um
relativamente grande equipamento de capital.
▪ Até certo ponto, é vantajoso absorver mais
trabalhadores e aumentar a produção, pois, o CMe cai.
▪ No entanto, chega-se a certo ponto em que satura a
utilização de capital (que está fixado) e a admissão de
mais trabalhadores não trará aumentos proporcionais
de produção (CMe começam a elevar-se).
Lei dos Custos Crescentes
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Produção 
total
Custo 
fixo
Custo 
variável 
Custo 
total
Custo 
fixo 
médio
Custo 
variável 
médio
Custo 
total
médio
Custo 
marginal
0 10,00 0 10,00 - - - -
1 10,00 5,00 15,00 10,00 5,00 15,00 5,00
2 10,00 8,00 18,00 5,00 4,00 9,00 3,00
3 10,00 10,00 20,00 3,33 3,33 6,67 2,00
4 10,00 11,00 21,00 2,50 2,75 5,25 1,00
5 10,00 13,00 23,00 2,00 2,60 4,60 2,00
6 10,00 16,00 26,00 1,67 2,67 4,33 3,00
7 10,00 20,00 30,00 1,43 2,86 4,29 4,00
8 10,00 25,00 35,00 1,25 3,13 4,38 5,00
24
Até a próxima aula!
Entrega do exercício–
Teoria dos Custos de Produção
29/04/21