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A IMPORTÂNCIA DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA NA CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA

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CURSO LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
PORTFOLIO INTERDISCIPLINAR INDIVIDUAL
A IMPORTÂNCIA DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA NA CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA
SANTARÉM
2020
CÁSSIA KATIÚSCE NUNES COLARES
PORTFOLIO INTERDISCIPLINAR INDIVIDUAL
A IMPORTÂNCIA DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA NA CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA
Trabalho apresentado à Universidade Pitagonas Unopar como requisito parcial à aprovação no 2º semestre do curso de Licenciatura em Pedagogia.
SANTARÉM
2020
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO	3
DESENVOLVIMENTO	4
CONSIDERAÇÕES FINAIS	7
REFERÊNCIAS	8
INTRODUÇÃO
O presente trabalho procurou dar enfoque a importância da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas, explanando sua história, sua evolução, suas dificuldades e algumas soluções ao processo de ensino. Reconhecer e valorizar a história e cultura de indígenas e negros é essencial para um processo de criação e vínculo com essas identidades. Quando falamos em história da cultura afro-brasileira e indígena nos referimos a criar métodos de aprendizagem em que o aluno negro se identifique com seu povo e os alunos brancos se conscientizem para uma evolução antirracista. Portando, é importante cada políticas afirmativas quanto a essa temática para que aja uma correção de desigualdades raciais e sociais.
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DESENVOLVIMENTO 
A importância do reconhecimento e da valorização dos indivíduos consiste em um grande desafio das sociedades contemporâneas, conhecer sua história e valorizar sua identidade é primordial em um processo educacional que almeja o acesso a permanência e o sucesso dos estudantes afro-brasileira e indígenas nos estabelecimentos de ensino no estado. Nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Ético-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana diz que:
Para reeducar as relações étnico-raciais, no Brasil, é necessário fazer emergir as dores e medos que têm sido gerados. É preciso entender que o sucesso de uns tem o preço da marginalização e da desigualdade impostas a outros. E então decidir que sociedade queremos construir daqui para frente.
Assim sendo:
A educação das relações étnico-raciais impõe aprendizagens entre brancos e negros, trocas de conhecimentos, quebra de desconfianças, projeto conjunto para construção de uma sociedade justa, igual, equânime.
Os dados oficiais da população negra e indígena e o autorreconhecimento desses sujeitos nos estabelecimentos ensino indicam a necessidade de sensibilização, incentivo e motivação da comunidade escolar para o trabalho pedagógico na promoção da auto estima e orgulho do pertencimento étnico racial, assim como para a implementação de políticas especificas as necessidades do contingente escolar. No artigo 26-A e no parágrafo 1º da Lei Nº 11.645/2008 deixa claro que:
Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena [...] O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
Segundo o informe da Organização das Nações Unidas sobre a discriminação racial no país, o racismo no Brasil estrutural e institucionalizado e permeia todas as áreas da vida, incluindo as escolas. Crianças e adolescentes são vítimas de racismo, de discriminação racial e do preconceito dentro ambiente escolar. A escola é uma instituição formal responsável pela construção e ampliação do conhecimento e é dever dela oferecer formação de igualdade e respeito a todas as culturas e pessoas, assim construindo uma escola democrática que ajude a combater qualquer forma de preconceito.
Quando a lei 10.639/03 foi aprovada em 9 de janeiro de 2003, as escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio, são obrigadas a incluir nos seus currículos a história da cultura africana, segurando que os estudantes brasileiros tenham o direito de estudar e conhecer a história e a cultura Afro-brasileira e Africana. Dessa forma, vemos que com a lei há uma ampliação do conteúdo sobre a história afro-brasileira e indígena, perpassando em todas as disciplinas da educação básica, em principal em história. 
A gestão de uma escola democrática deve se ater as relações étnicos raciais como princípio educativo nas práticas pedagógicas escolar, criando assim uma valorização da diversidade e diminuindo a desigualdade existente nas escolas brasileiras.
Pedagogias de combate ao racismo e a discriminação elaboradas com o objetivo de educação das relações étnico raciais positivas têm como objetivo fortalecer entre negros e despertar entre os brancos a consciência negra [...] ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira. Nesta perspectiva, cabe às escolas incluir no contexto dos estudos e atividades, que proporciona diariamente, também contribuições-culturais dos povos indígenas e dos descendentes de asiáticos, além de raiz africana e europeia. (Ministério da Educação, 2010) 
Na Base Nacional Comum Curricular há várias referências ao ensino de história e de cultura afro-brasileira e africana, o documento afirma que o respeito a diversidade, mas não afirma discussões conceitual sobre essa temática. Os termos como, igualdade, diversidade, diferença e equidade circulam o documento, mas sem nenhum aprofundamento. Na BNCC em Competência 5, que diz: “Identificar e combater as diversas formas de injustiça, preconceito e violência, adotando princípios éticos, democráticos, inclusivos e solidários, e respeitando os Direitos Humanos”. E estabelece como habilidade a ser adquirida, entre outras,
(EM13CHS601) Identificar e analisar as demandas e os protagonismos políticos, sociais e culturais dos povos indígenas e das populações afrodescendentes (incluindo as quilombolas) no Brasil contemporâneo considerando a história das Américas e o contexto de exclusão e inclusão precária desses grupos na ordem social e econômica atual, promovendo ações para a redução das desigualdades étnico-raciais no país (MEC/BNCC, 2018, p. 5565). 
É de suma importância a cultura nas escolas, mas se faz necessário ampliar e aprofundar as questões étnicos raciais nos documentos previstos, para que exista uma melhor discussão sobre a história afro-brasileira e indígena. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesse senário em que vivemos no âmbito escolar e social entendemos que nem todos tem as mesmas oportunidades de ensino. Diante disso é necessário desenvolver ações pedagógicas para a educação das relações das diversidades étnicos raciais por meio por meio do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena. Essas ações são políticas públicas educacionais que visa garantir o reconhecimento e a valorização da identidade étnico racial da população negra e indígena. A cultura é essencial para um povo, suas crenças, raízes, seu passado e suas tradições fazem parte de sua linhagem, reconhecer-se e se auto reconhecer é fundamental para construção e continuação da sua história. 
REFERÊNCIAS
BORGES, Elizabeth Maria de Fátima. A inclusão da história e da cultura afro-brasileira e indígena nos currículos da educação básica. Vassouras. v. 12. n. 1. p. 71-84. 2010. Disponível em: https://www2.olimpiadadehistoria.com.br/vw/1IN8l5YjrMDY_MDA_606d5_/05A_Inclusaodahistoriaculturaafro.pdf Acesso em: 16. jul. 2020
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais Brasília, DF, p. 1-37, 2004. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/informacaopublicacao//asset_publisher/6JYIsGMAMkW1/document/id/488171.