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Aula 05 - Larva Migrans e Estrongiloidiase - P2 - Vinícius

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pelos métodos de Boermann-Moraes e de Rugai.
Três a cinco amostras de fezes, coletadas em dias alternados. 
Repetidos exames de fezes aumentam a chance de encontrar parasitos, elevando a sensibilidade para 50%com três amostras e aproximadamente paa 100% com sete amostras fecais seriadas. 
PESQUISA DE LARVAS EM SECREÇÕES E OUTROS LÍQUIDOS ORGÂNICOS 
A pesquisa das formas evolutivas por exame direto ou após centrifugação, conforme o quadro clínico: bronco-pulmonar, exame de escarro e lavado broncopulmonar; duodenal coletado por tubagem, urina, líquido pleural, vômito, líquido ascitico e líquor. 
ENDOSCOPIA DIGESTIVA 
Visualização da mucosa gastrointestinal, recomendada em pacientes com infecção maciça e alterações duodenojejunais. 
Possibilita a realização de biópsia em várias localizações. 
A biópsia ou tecido removido durante o procedimento podem ser realizados em todo trato gastrointestinal. 
HEMOGRAMA 
Eosinofilia pode ser indicativo da parasitose. 
Na fase aguda, a taxa de eosinófilos pode ser elevada até 82%, entretanto, diminui na fase crônica (8 a 15%) desaparecendo nos casos de evolução grave ou fatal. 
IMAGEM 
Radiografia de tórax, identificando a sindrome de Loefter, e de trato digestivo, demosntando aceleração do trânsito intestinal. 
Ultrassonografia e tomografia computadorizada também podem ser requisitadas. 
MÉTODOS IMUNOLÓGICOS 
Utilizados preferencialmente para detecção de anticorpos, mas também na detecção de antígenos e de imunocomplexos. 
Uteis na avaliação da resposta imune do hospedeiro, nos casos de formas assintomáticas e no esclarecimento do diagnóstico clinico. 
BIOLOGIA MOLECULAR 
A PCR pode ser útil nas análises moleculares, no diagnóstico e nos estudos epidemiológicos. 
Epidemiologia 
Os fatores que influenciam o aparecimento, a manutenção e a propagação da estrongiloidose são: 
1) Fezes de homens ou animais infectados contaminando o solo.
2) Larvas infectantes originárias dos ciclos direto e de vida livre no solo.
3) Solo arenoso ou arenoargiloso, úmido, com ausencia de luz solar direta.
4) Temperatura entre 25 e 30 graus.
5) Condições sanitárias inadequadas. 
6) Hábitos higiênicos inadequados.
7) Contato com alimento contaminado por agua de irrigação poluida com fezes.
8) Não utilização de calçados.
Profilaxia 
1) Prpgramas de contato.
2) Atenção aos hábtios higiênicos.
3) Lavagem adequada dos alimentos. 
4) Utilização de calçados.
5) Educação e engenharia sanitária. 
6) Melhoria de alimentação. 
Tratamento 
Das infecções causadas por nematódeos, aestrongiloidose é a mais difícil de ser tratada. 
Tiabendazol, combedazol, albendazol e ivermectina são empregados no tratamento específico da estrongiloidose. 
TIABENDAZOL 
Atua somente sobre as fêmeas partenogenéticas. 
Na estrongiloidose crônica é recomendado nas apresentações líquidas para crianças e comprimidos para adultos. 
Eficácia é superior a 90%. 
Efeitos colaterais: náusea, vômito, diarreia, tontura, cefaleia, sonolência e erupções cutâneas. 
ALBENDAZOL
Atua sobre as femeas partenogenéticas e larvas. 
Comercializdo nas apresentações líquida e comprimidos. 
Crianças com idade superior a 2 anos como para adultos na dose de 400mg/dia durante três dias consecutivos (com eficácia em torno de 65%), ou 800mg/dia durante três dias (com eficácia de 90%). 
Efeitos colaterais: cefaleia, tontura e desconforto gastrointestinal. 
IVERMECTINA
Medicação de escolha no tratamento da estrongiloidose em indivíduos imunocompetentes, imunossuprimidos e paciente coinfectados com HIV. 
A eficácia pode ser comprovada pela ausência de larvas nas fezes quatro dias após o tratamento. 
Os efeitos colaterais são leves: diarreia, anorexia e prurido.