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Dermatite Não Infecciosa ok

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Dermatite Não Infecciosa
 
DAPP 
A dermatite alérgica a picadas de ectoparasitas, a 
DAPE, acomete uma parcela considerável de 
gatos e cães. 
Ela é caracterizada por uma reação de 
hipersensibilidade a proteínas presentes na saliva 
de pulgas e carrapatos. 
Quando esses ectoparasitas picam os animais 
para obter nutrientes para a reprodução, 
depositam por meio da saliva substâncias 
alergênicas como polipeptídeos, aminoácidos, 
haptenos, enzimas proteolíticas e anticoagulantes 
que estimulam o sistema imunológico do pet a 
gerar reações de hipersensibilidade. 
 
Sinais Clínicos 
Prurido intenso, hipotricose ou alopecia, 
pigmentação salivar, hiperqueratose ou 
liquenificação, com piodermite bacteriana ou 
malasseziose secundárias. 
Todo atópico, tem alergia a pulgas. 
 
Diagnóstico 
Histórico de puliciose ou verificação de pulgas e 
carrapatos e os sinais clínicos. 
 
Tratamento 
 Eliminação das pulgas, larvas e ovos 
presentes; 
 Aspirar com frequência o local onde o animal 
vive; 
 Tratar a cama com talcos, como Fipronil; 
 O ambiente deve ser tratado com Piretrinas; 
 O animal deve receber tratamento pour-on: 
(revolution, bravecto, neopet, etc), pode se 
adicionar um capstar; 
 
 Para controle de prurido, anti-histaminico 
(hidroxizina) ou corticoide (prednisolona). 
 
DERMATITE DE CONTATO 
Causada pelo contato direto com uma substancia 
ofensora à pele, como produtos químicos, fatores 
ambientais e etc. 
 
Sinais Clínicos: 
Prurido intenso, pústulas, vesículas, comedões e 
eritema em áreas de contato. 
 
Diagnóstico: 
Histórico clinico, avaliação histopatológica. 
Considerar dermatite trofoalérgica e atopia como 
diagnóstico diferenciais. 
 
Tratamento 
 Retirar a causa base revendo o que possa 
estar causando a irritação; 
 Para controle de prurido, anti-histaminico 
(hidroxizina) ou corticoide (prednisolona); 
 Spray com corticoide nas lesões não 
contaminadas ou spray manipulado de 
hidrocortisona. 
 
DERMATITE ATÓPICA 
Doença comum em cães e menos comum em 
gatos. Acomete cães predispostos: poodle, 
Maltês, Yorkshire Terrier, Pastor Alemão. 
As reações alérgicas são mediadas por IgE e 
alérgenos ambientais inalados, como: poeira, 
ácaros, gramíneas, produtos de limpeza, 
cosméticos. 
Sinais Clínicos: 
Prurido primário, piodermite secundaria, eritema, 
crostas, hiperqueratose ou liquenificação, 
principalmente nas áreas interdigitais. 
 
Diagnóstico: 
 Histórico clinico, com destaque ao prurido 
primário e lesão secundaria ou tratamentos 
sucessivos de dermatopatias; 
 Exame histopatológico é bastante sugestivo 
de dermatopatia alérgica; 
 Os testes alérgicos estão cada vez mais 
disponíveis para auxiliar no diagnóstico de 
atopia (sorológicos e intradérmicos). 
 
Diagnóstico Clínico: 
 
Tratamento: 
 Tratar as infecções secundarias: 
Piodermite: Antibioticoterapia – cefalexina, 
enrofloxacina, banhos com shampoo comerciais – 
Spherulites Virbac, Cloredixine; 
Malassezia: Antifungicos – cetoconazol, 
griseofulvina com alimento associado ao 
shampoo de clorexidine + miconazol + sulfeto de 
selênio. 
 Para controle de prurido: 
- Anti-histaminico (hidroxizina, cetirizina, 
fexofenadina, clemastina). Pode-se associar aos 
antimicrobianos, antifúngico e 
imunossupressores; 
 
- Ácidos graxos e colesterol para melhorar a 
barreira lipídica da pele: óleo de peixe (ômega 3 e 
6); 
 
- Corticoides: prednisona ou prednisolona, ou 
corticoide tópico: betametasona, aceponato de 
hidrocortisona; 
 
- Tópicos: shampoo cloredixina com fluocinolona 
ou hidrocortisona e ureia 2-5% e shampoos 
comerciais; 
 
- Antibiotico local: mupirocina, gentamicina 
 
- Para as áreas interdigitais spray manipulado de 
clorexidina e para recuperação da barreira 
cutânea, aplicar creme hidratante Hidrapet após 
o banho. 
 
 Controlar ectoparasitas: 
Frontline, Revolution, Bravecto;