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01 02 21 - SOCIOLOGIA DAS JUVENTUDES

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS – CESA
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL – 2020.1
DISCIPLINA: SOCIOLOGIA DAS JUVENTUDES
PROFESSORA: TERESA CRISTINA ESMERALDO BEZERRA
ALUNOS: AMANDA VICTÓRIA DOS REIS MORAES; ÂNGELA RAFAELA DE GOMES LIMA; FERNANDA ISA ALVES SILVA;
TEMA: JUVENTUDE(S), CONFLITUALIDADES E VIOLÊNCIAS.
Neste seminário temático, buscamos realizar uma breve, mas importante análise acerca da categoria JUVENTUDE(S). Nesta apresentação, iremos centrar as nossas exposições, no que compete ás condições socioeconômicas, culturais, sociais, dentre outras esferas da sociedade que atingem diretamente essa população de jovens. Para tanto, iremos dialogar com autores anteriormente utilizados para discussão sobre esse tema, em sala de aula, como por exemplo, José Manuel Valenzuela Arce, dentre outros autores disponibilizados para consulta.
Segundo O sociólogo José Manuel Valenzuela Arce, foi a partir de um trabalho chamado “Sed de mal, feminicidio, jóvenes y exclusión social”, o qual foi realizado no norte americano, que se iniciou o debate acerca do conceito de juvenicídio, uma vez que havia uma preocupação latente com a quantidade expressiva de jovens que estavam perdendo suas vidas. Essas mortes estavam vinculadas a diversos níveis de responsabilidades e muitas delas, os responsáveis não eram devidamente responsabilizados, muito menos identificados. 
No Brasil, a violência contra os jovens se manifesta de diversas maneiras, não apenas na esfera econômica, mas também é algo mais direcionado para a população de jovens negros. Ser negro, indígena, ou imigrante vindo de países de matrizes africanas aumenta a possibilidade de morte, diminui as chances de se conseguir uma vaga de emprego, as chances de ter o seu veiculo parada por uma viatura de polícia é maior, dentre outras situações que não seriam vivenciadas por um individuo branco, do gênero masculino. Pois até mesmo o gênero é alvo de violência, uma vez que as mulheres são ainda mais afetadas por essas desigualdades impostas pela sociedade. 
Diversos são os cenários na América Latina, que se manifestam a desigualdade e precariedade as quais a população jovem está constantemente á mercê, dentre as quais, José Manuel descreve:
· Econômica: Um continente que tem possibilidade de gerar mais de 07 milhões de empregos nesses 10 anos do terceiro mundo ocidental, 37 º milênio oriental, mas a realidade é bem distinta, uma vez em que conta com mais de 200 milhões de pessoas na linha da pobreza. A realidade vai além da precariedade econômica, sendo algo mais profundo, estrutural, sendo uma precarização urbana e de possibilidade de construção da cidadania.
· Migração: Tal cenário de precariedade que leva os jovens a se deslocarem para outros países, em busca de condições mínimas de sobrevivência.
· Social: Decadência por falta de incentivos em eixos tidos como essenciais para a ascensão social, principalmente nas condições econômicas pós-guerra. A educação deixa de ser um meio em que o jovem pode ascender socialmente, possibilitando uma melhor condição de vida. Pois os jovens são levados a acreditar que apenas a sua inserção no mundo do trabalho pode lhe possibilitar conquistas, tendo assim, que por muitas vezes, terminarem o ensino básico e já buscarem vagas de emprego, ou por vezes, abandonarem os estudos para assumir responsabilidades em seu âmbito familiar.
· Educação x Emprego: Temos ainda os jovens que conseguem permanecer estudando, embora contem com o auxílio de seus familiares, pois por vezes apenas estudam e não contam com uma renda própria. Entretanto, mesmo que esse jovem tenha diversas qualificações, quando busca uma vaga de emprego em sua área, acaba por não conseguir, devido á expressiva competitividade do mundo do trabalho. O jovem não tem outra opção, a não ser se submeter a vagas que não condizem com suas qualificações, pois a outra opção é fazer parte de um índice cada vez mais expressivo, de desempregados.