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01 12 2020 - SOCIOLOGIA DAS JUVENTUDES

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS – CESA
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL – SEMESTRE 2020.2
DISCIPLINA: SOCIOLOGIA DAS JUVENTUDES
PROFESSORA: TERESA CRISTINA ESMERALDO BEZERRA 
ALUNAS: AMANDA VITÓRIA DOS REIS MORAES; ÂNGELA RAFAELA E FERNANDA ISA ALVES SILVA.
Como já foi nos apresentado nos textos anteriores, a definição de juventude não é algo construído de forma isolada, pois esta é o resultado da construção sócio-histórica e cultural, mas não apenas isso, há diversos outros determinantes, tais como: a relação entre as classes sociais, raça/etnia, religião, as desigualdades vivenciadas pelos jovens. 
Neste texto, os sociólogos Mario Margulis e Marcelo Urresti nos chamam a discutir sobre os desafios enfrentados por esses jovens, os quais não estão postos da mesma forma para todos. Os autores destacam que fatores como desigualdade entre as classes sociais e/ou gênero são determinantes para a superação ou não desses obstáculos. O que penas se evidencia no cotidiano, pois os números de jovens negros, da periferia inseridos, por exemplo, nos cursos e Medicina ou Direito, nas universidades públicas está cada vez menor, e os que conseguem adentrar em uma universidade, por vezes, não conseguem concluir o curso, pois tem que se submeterem a rotinas exaustivas para sustentar a sua família, e isso afeta diretamente na sua produção acadêmica. Os jovens de classe media e/ou alta, têm maiores oportunidades, uma vez que tem apoio da família, e tem a sua atenção voltada para os estudos.
Para a melhor compreensão acerca da juventude e suas peculiaridades, os autores ultilizaram-se de noções como Moratória Social e Moratória Vital. De acordo com Erik Erikson, Moratória Social é o período em que ocorre uma suspensão das reponsabilidades e preocupações dos jovens, com a vida adulta. Esse período é destinado para as experiências, aprendizado sobre os valores sociais, as suas atitudes. Além de ser um período em que os erros são mais tolerados, diferentemente da vida adulta. Como acima mencionado, os jovens de classe media e/ou alta, por ter um apoio, consegue manter-se na moratória social por um período mais longo, postergando a sua inserção na vida adulta. Por outro lado, os jovens da periferia e/ou classes populares, teriam reduzidas suas possibilidades de aceitação na moratória social, pois por diversos fatores determinantes, tais como o contexto social, a sua inserção de forma prematura no mundo do trabalho, dentre outras razões, contribuem para a redução de sua moratória social. O jovem passa do período de privilégios, sem ter preocupações, para ser obrigado a assumir responsabilidades, de forma prematura. A desigualdade entre as juventudes também se evidencia, quanto á questão do desemprego. Um jovem desempregado, de classe mais privilegiada, é como se pertencesse á moratória social. Entretanto, um jovem desempregado, da classe popular, é visto como algo indesejável, estes jovens são deixados á margem da sociedade. 
Margulis e Urresti utilizam-se ainda, da noção de Moratória Vital, de forma a complementar a noção de Moratória Social. Um período da vida, em que o jovem possui uma maior disponibilidade de energia, e até mesmo de tempo de vida em relação aos adultos e idosos. O contexto social, as concepções culturais e de gênero exercem grande influência na definição de juventude. Na contemporaneidade, a juventude é supervalorizada. Ela deixa de ser um estado social, e passa a ser considerada um produto, uma mercadoria, onde o exterior predomina, pois conta com uma significativa parcela da população, a qual busca prolongar a sua juventude.