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Técnicas de RHA - Karla Karoline Santos Ramos

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Técnicas RHA 
Reprodução Humana Assistida
Definição: 
Todos os procedimentos que envolvem a manipulação 
de gametas e/ou embriões humano, in vitro, com o 
objetivo de aumentar a fecundidade. 
 
São realizados por médicos especializados, auxiliados por 
profissionais da área da saúde que atuam na parte técnica 
do procedimento. 
Coleta de espermatozóides: 
Coleta do sêmem por masturbação ou por técnicas de 
recuperação de espermatozoides diretamente dos 
testículos ou epidídimos. A técnica depende da 
azoospermia ser causa obstrutiva ou não. 
❖ PESA: É realizada a punção com agulha no 
epidídimo, de onde é retirada uma pequena 
amostra de líquido seminal e os espermatozoides 
viáveis são recuperados. – usada em homens 
vasectomisados; 
 
❖ TESA: A retirada dos espermatozoides é 
realizada por punção testicular. 
 
Coleta de ovócitos: 
Monitoramento do ciclo reprodutivo feminino 
❖ Natural → monitoração do crescimento 
endometrial para a implantação de embriões ou 
captura do folículo dominante; 
Vantagem: sem uso de fármaco – Desvantagem: baixa 
taxa de gestação/ciclo, folículos limitados. 
❖ Artificial → é feita a estimulação da ovocitação, 
isso aumenta as chances de obtenção de 
números maiores de embriões, além de se ter 
o controle do desenvolvimento folicular. 
CITRATO DE CLOMIFENO 
❖ Agente não esteróidal, tem ação antagônica ao 
estrogênio. Ele se liga aos receptores de 
estrôgeno no hipotálamo e hipófise, que se 
tornam insensíveis ao níveis de estrógeno 
circulante. 
Estimula a super ovulação, além de aumentar os pulsos 
de GnRH e consequentemente FSH e LH. 
❖ Vantagens: comodidade posológica e menor 
custo; 
❖ Desvantagens: inibição da produção de 
progesterona pelas células foliculares, efeito 
deletério sobre o muco cervical e endométrio. 
GONADATROFINAS: 
❖ Antes era retirado o FSH de cadáveres – 
autópsias humanas; 
Não deu muito certo pois tinha vários impecilhos, como: 
compatibilidade, autorização da família, contaminação por 
tecido já em necrose 
❖ Retirada de FSH da urina de mulheres 
menopáusicas (HMG) – dificuldade pelo 
conteudo de LH; 
Também enfrentou problemas de compatibilidade, 
contaminação e dificuldade de purificação; 
 
❖ Purificação completa: tecnologia que usa o DNA 
recombinante – é uma produção em alta escala, 
desenvolivemento de corifolitrofina alfa. 
A estimulação folícular é sustentada e é dose única. Uso 
do hormônio super puro. Porém é uma tecnologia 
altamente cara. 
❖ É necessário a sumplementação com LH – 
necessária em mulheres com hipogonadismo 
hipogonadotrófico. 
Inserminação artificial: 
É a deposição de forma não natural dos 
espermatozoides capacitados ARTIFICALMENTE, no 
interior do útero. É a tecnologia mais simples dentro da 
reprodução assistida. 
É indicada em casos de incapacidade de ejaculação, 
alteração no muco cervical que impeça a livre 
penetração dos gametas, oligoastenosterazoospermia, 
endometriose e disfunções ovulatórias. 
 
É uma técnica que mescla dois momentos diferentes, 
tanto in vivo como in vitro. 
❖ In vitro → coleta, manipulação, análise 
espermática e capacitação dos 
espermatozoides. Finalizado todos esses 
procedimentos, serão inoculados in vivo; 
❖ In vivo → Esses espermatozoides via cateter, 
serão inseridos dentro detro do útero da 
paciente e naturalmente irão para tuba uterina 
onde ocorre a fecundação. 
Autóloga: ambos os gametas são do casal que 
desejam ter o filho. Heteróloga: um dos gametas não 
é do casal. 
POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES: 
❖ Infecção pélvica: introduzida pelos meios e 
equipamentos de laboratório, líquido seminal e 
bacterias do canal vaginal; 
❖ Reações alérgicas: desencadeadas pelo plasma 
seminal ou componentes do preparo do sêmem 
❖ Anticorpo antiespermatozoide: maiores chances 
em mulheres com títulos já existentes. 
 
Fertilização in vitro FIV: 
Técnica em que são colocados cerca de 50 a 100 mil 
espermatozoides capacitados ao redor de um ovócito 
secundário, em uma placa de petri ou proveta, para que 
aconteca a fertilização neste ambiente. Todo o 
procedimento é extracorpóreo 
Déve-se pegar os espermatozoides, capacitá-los, fazer a 
análise espermática. Aspirar um folículo utilizando as 
técnicas de viabilidade ovocitária. 
Essa técnica tem variações na sua execução: 
❖ GIFT: transferência dos gametas femininos e 
masculinos diretamente para a tuba uterina; 
 
❖ FIV-TE: transferência do embrião para o útero, 
após a formação deste em ambiente laboratorial; 
 
❖ ICSI: fertilização em laboratório pela introdução 
do núcleo do espermatozoide diretamente no 
citoplasma do ovócito II, com transferência 
posterior dos embriões. 
 
 
É indicada para casos de: alterações tubárias, anovulação, 
endometriose, SOP, infertilidade por fator masculino, 
infertilidade por fator imunológico, multifatorial ou sem 
causa aparente e também quando houver falha de outros 
procedimentos. 
DETECÇÃO DOS ZIGOTOS: 
Eles são avaliados (12h – 20h depois da fertilização) – são 
observados microscópicamente os pronúcleos. 
 
SELEÇÃO DOS EMBRIÕES: 
São avaliados: 
❖ Número adequados de blastômeros para o dia 
de desenvolvimento (4 no 2° e 8 no 3°); 
❖ Morfologia dos blastômeros; 
❖ Ausência de fragmentação; 
❖ Velocidade de clivagem. 
 
Injeção intracitoplasmática de gametas ICSI: 
É a técnica mais refinada dentro da reprodução humana. 
A implantação do espermatozoide dentro do ovocito é 
feita manualmente. Procedimento muito caro!! 
 
Indicada em casos de: 
❖ Patologias masculinas muito graves; 
❖ Necrospermia; 
❖ Globozoospermia; 
❖ Baixo número de espermatozoides móveis; 
❖ Azoospermia no ejaculado; 
❖ Teratozoospermia grave; 
❖ Falha nos outros procedimentos. 
A escolha do espermetazoide também é feita pelo 
profissional, diferente das outras técnicas em que são 
colocados vários espermatozoides e eles entram 
sozinhos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este resumo pertence a: Karla Karoline Santos Ramos. 
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da autora. 
Fonte das imagens → Google imagens.