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RESUMO CONTRATO DE TROCA OU PERMUTA

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Direito Civil 
Troca ou Permuta – Art. 533, CC: 
 
➔ Introdução: 
 
a) Conceito: Trata-se do contrato pelo qual as partes se obrigam a dar uma coisa por outra que não seja dinheiro. Na 
realidade, operam-se duas vendas simultâneas, servindo as coisas trocadas para uma compensação recíproca, o que justifica 
a previsão do art. 533, caput, do CC, de serem aplicáveis as disposições referentes a compra e venda. 
 
As partes são denominadas de permutantes ou tradentes (tradens) 
 
b) Natureza jurídica: É contrato bilateral ou sinalagmático, em regra, é translativo, consensual e, como na compra e venda, 
formal ou informal, solene e não solene. 
 
c) Objeto: Devem ser dois bens alineáveis. 
 
Se eventualmente um dos contraentes der dinheiro ou prestar serviços, não há permuta, mas compra e venda. 
 
d) Despesas com a tradição: Nos termos do art. 533, inciso I, do CC, as despesas são, em regra, divididas metade por metade. 
No entanto, o instrumento contratual pode prever outro modo de divisão, desde que não importe em onerosidade excessiva. 
 
e) Vícios redibitórios e evicção: Aplicam-se. 
 
f) Restrições à liberdade de contratar e contratual da compra e venda: Aplicam-se à permuta. 
 
g) Troca entre ascendentes e descendentes: Conforme art. 533, inciso II, do CC: É anulável a troca de valores desiguais entre 
ascendentes e descendentes, sem consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante. 
 
Para Tartuce, haverá a necessidade de autorização do cônjuge qualquer que seja o regime em relação ao permutante, visto 
que é norma específica, afastando a aplicação do art. 496, parágrafo único, do CC. 
 
1. Prazo para anular: Aplica-se o prazo decadencial de 02 anos, contados da celebração do negócio jurídico (art. 179 do CC). 
 
➔ Dispositivo legal: 
 
Art. 533. Aplicam-se à troca as disposições referentes à compra e venda, com as seguintes modificações: 
 
I - salvo disposição em contrário, cada um dos contratantes pagará por metade as despesas com o instrumento da troca; 
 
II - é anulável a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes, sem consentimento dos outros descendentes 
e do cônjuge do alienante.