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Atividade 1- IERI

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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
BACHARELADO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS
ALUNO
ATIVIDADE 2
BRASÍLIA 
2021
ALUNO 
ATIVIDADE 2
	
	Atividade 2 apresentada para a disciplina Introdução á Sociologia no semestre 2020/2 do curso Relações Internacionais na Universidade de Brasília.
Matricula:202056421
Docente: Prof. Christiane Machado Coelho
BRASÍLIA
2021
1- De acordo com Zygmunt Bauman, qual seria o papel da Sociologia na sociedade atual?
Para Boa Zygmunt Bauman, a sociologia na sociedade atual a qual denomina de sociedade moderna líquida a sociologia tem um papel muito importante para que possamos estudar e obter um diálogo com experiência humana. Esse diálogo parte do senso comum ou o experiência do ator(pessoa), e como isso altera o modo como viemos em conjunto na sociedade e como pensamos para o futuro da mesma.
Bauman destaca que a sociedade atual é muito diferente da sociedade antiga pois os problemas hoje envolvem muitas variantes que as vezes não são visíveis, como por exemplo as mudanças climáticas que vão poucos vão se deteriorando, assim como outros temas como poluição, falta de matérias primas, o decaimento de energias não-renováveis, e como a globalização está aos poucos sobrecarregando a vida das pessoas com incertezas e ansiedades e como a tecnologia tem afetado o modo como se vive socialmente .
Hoje em dia, as redes sociais (networking) fazem parte de como o ser humano se dispõe socialmente como os outros indivíduos o enxergam em seu circulo social, Bauman cita em uma entrevista em como a diferença de 500 amigos na rede social facebook é algo totalmente diferente do conceito que ele tem de amigos, pois a conexão e desconexão dessas amizades feitas na rede são muito mais volúveis do que na vida real, pois basta clicar um botão e a mesma pessoa não se faz mais presente no seu circulo social, e já para ele que tem a definição de amizade diferenciada não conseguiria contar 500 amigos feitos ao longo de seus 86 anos de vida no momento da entrevista. Para relacionar isso como papel da sociologia com a sociedade moderna devemos associar isso também a iserção do induvidualismo que Bauman descreve como essencial para a felicidade.
Na entrevista Bauman cita Socrates como o ideal da felicidade e como que a verdadeira felicidade está na forma individual de cada pessoa e que a felicidade de cada pessoa é feita a partir do ambiente, vivencia e experiencia de cada um, e que a felicidade de cada um é diferente da felicidade do outro. Deste modo a sociologia diz que a globalidade das coisas e como a sociedade as vezes tenta padronizar as formas de felicidade dos dias modernos e que isso acaba por delimitar a concretização da indivualidade de cada pessoa.
A sociologia é descrita como um corpo acumulado de conhecimento, práticas e disciplina( agir de uma certa forma) e que por estar no campo de ciências humanas e sociais a mesma se difere das demais ciências por perguntar diferentes perguntas e analisar as mesmas de diferentes ângulos para a mesma pessoa, e conseguir colocar a ação humana em um quadro de referencia. E no mundo moderno o quadro de referencia gira em torno das percepções dos diferentes ambientes que vivemos e como agimos nesses diferentes ambientes e nos tornamos um inviduo que nos encaixamos em diferentes lugares conforme a necessidade das regras e padrões da mesma.
Para Bauman, hoje nos encontramos em uma sociedade onde dependemos uns dos outros constantemente onde o mundo é como um único país, e que o humano ao longo dos anos abusando de todos os recursos da natureza para que atendesse a sua necessidade de consumir, produzir e avançar tecnologicamente chegou agora ao entendimento da suportabilidade do planeta. E deste modo, os Estados não conseguem mais atender as promessas feitas para a população há 50 anos atrás,pois hoje o Estado não tem mais o mesmo poder que tinha antigamente, e para Bauman a criação de uma democracia global seria uma das alternativas do futuro da sociedade. 
Mas Bauman reforça em outra entrevista para a revista da USP Tempo Social, publicada em junho de 2004 que a sociologia não mudou em sua essência, e que a diferença é que a sociologia já não serve a mais ao governante, serve para o mundo de forma geral, para o individuo, como foi citado acima. 
. Isso envolve transmitir mensagens que se transformam em estímulos, que evocam respostas, que, por sua vez, se transformam em estímulos – em princípio, ad infinitum
MHJ e KT: Você sempre definiu a sociologia como um “diálogo com a experiência humana". Isso sugere duas questões. A primeira delas é: o que você quer dizer com “experiência humana"?
ZB: Para mim isso significa tanto Erfahrungen [experiências] quanto Erlebnisse [vivências]: os dois diferentes fenômenos gerados na interface pessoa/mundo, que os alemães distinguem e separam, mas os falantes de outras línguas, por falta de termos distintos, fundem na noção de “experiência". Erfahrung é o que acontece comigo ao interagir com o mundo; Erlebnis é “o que eu vivencio" no curso desse encontro – o produto conjunto de minha percepção do(s) acontecimento(s) e meu esforço de absorvê-lo e torná-lo inteligível. Erfahrung pode almejar, e de fato almeja, o status de objetividade (supra ou interpersonalidade), enquanto Erlebnis é evidente, aberta e explicitamente subjetiva; e assim, com alguma simplificação, podemos traduzir esses conceitos como, respectivamente, aspectos objetivos e subjetivos da experiência; ou, acrescentando uma pitada de interpretação, a experiência elaborada e a experiência não elaborada pelo ator. A primeira pode ser apresentada como um relato proveniente do mundo externo ao ator. A segunda, como algo vindo “de dentro" do ator e concernente a pensamentos, impressões e emoções privados, só é disponível na forma de um relato feito por ele.
Nos relatos da primeira categoria, ouvimos falar de eventos interpessoalmente verificáveis chamados “fatos"; os conteúdos do segundo tipo de relatos não são interpessoalmente verificáveis – as crenças relatadas pelo ator são, por assim dizer, as definitivas (e únicas) “verdades". O status epistemológico de Erfahrungen e Erlebnisse difere, portanto, enormemente – circunstância responsável por muita confusão na prática da pesquisa sociológica e acima de tudo nas interpretações de suas descobertas. A confiabilidade e a relevância de evidências fornecidas por testemunhas mudam de acordo com o objeto do testemunho – e isso se aplica a ambos os parceiros no permanente “diálogo entre a sociologia e a experiência humana".
MHJ e KT: A segunda questão: em que consiste esse diálogo? De que modo a sociologia nele se envolve e o que faz valer a pena esse envolvimento? Por que ele deveria ser lido por não sociólogos?
ZB: Como em todas as conversas, a sociologia se envolve no diálogo com a doxa laica – o senso comum ou o conhecimento do ator. Isso envolve transmitir mensagens que se transformam em estímulos, que evocam respostas, que, por sua vez, se transformam em estímulos – em princípio, ad infinitum. A transformação de mensagens em estímulos efetivos é mediada pela recepção, seguida pela compreensão, que envolve, como regra, uma interpretação (seletiva). Em sua variedade sociológica, o diálogo visa ao confronto entre Erfahrungen e Erlebnisse, “relativizando" assim esta última, ao mesmo tempo que busca ampliar, em vez de estreitar e limitar, o espectro de escolhas dos participantes do diálogo.
A meu ver, o objetivo crucial desse diálogo permanente é, a longo prazo, a ruptura do hábito generalizado, talvez mesmo quase universal, dos “não sociólogos" (também conhecidos como “pessoas comuns em suas vidas comuns") de fugir da categoria explanatória “a fim de", quando se trata de relatar sua conduta, empregando em vez disso um argumento do tipo “por causa de". Por trás desse hábito se encontra o pressuposto tácito, ocasionalmente articulado, porém sobretudo inconsciente e dificilmente questionado, de

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