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Anamnese Ginecologica e Obstetrica

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pilificação, labios externos e internos, sulcos 
interlabiais, meato uretral, coloração introito 
vaginal, himen, glandulas maiores e menores da 
vagina, manobra de valsalva, perineo 
 
OGI (Observação da genitália interna) - especular: 
paredes vaginais, colo utero, orificio externo, 
conteudo vaginal. 
 
TOQUE: simples- permeabilidade da vagina, 
elasticidade das paredes vaginais, fundos de saco, 
consistência do colo do útero, mobilidade, indolor 
ou não. Combinado- posição do útero, volume, 
superficie, contornos, anexo direito e esquerdo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O que è menstruação? Nem todo sangramento 
é menstruação! Pode ser sangramento de 
fundo de saco, de parede vaginal, de 
carcinoma. Menstruação é um sangramento 
periódico, transitório, proveniente da cavidade 
uterina e do controle neuroendócrino 
(hipotálamo-hipófise-gônada) 
 Caracterização ciclo menstrual eumenorréico: 
(frequência-21/35), duração (1/8dias), 
quantidade(1/80ml) 
28dias/4dias ; 2+/IV ou ppd (28 dias é a 
frequência, 4 dias é a duração e 2+ é a 
quantidade) 
Deprivação é uma “menstruação” de quem toma 
anticoncepcional, mas não é proveniente do eixo 
neuroendócrino. Ao parar de tomar a pílula, vai ter 
deficiência de estrogênio, por isso vai sangrar, por essa 
deprivação de estrogênio. 
Quem toma anticoncepcional não ovula, por isso não 
engravida. 
 
Controle Neuroendócrino do Ciclo Menstrual: 
Composto pelo hipotálamo-adenohipófise-
gônada (ovários). Hipotálamo libera GnRH 
(hormônio liberador de gonadotrofina) e 
Dopamina. 
 
O sistema límbico influencia na regulação do 
ciclo menstrual, já que esse sistema vai ser 
influenciado/ vai captar informações externas. 
Ex: estresse ou algum evento importante/ 
marcante pode desregular o ciclo menstrual. 
 
Adenohipófise, ao ser estimulada pelo GnRH, vai 
liberar FSH e LH. FSH e LH vão até os ovários 
estimular a liberação de estrógeno e 
progesterona. 
O estrógeno possui 3 subtipos: estradiol (mais 
potente, possui função no ciclo menstrual), 
estriol e estrona. 
Ciclo ovariano e endometrial ocorrem simultaneamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CICLO OVARIANO: 
Há a parte medular (central) e periférica (onde ocorre a 
maturação folicular). 
Não temos células-tronco que renovam nossos folículos! 
Folículos vão reduzindo sua quantidade com o tempo. 
A cada mês 1 folículo vai ser escolhido para ovular – o que 
tiver maior número de receptores para FSH será 
escolhido. Ao escolher o folículo, ele vai crescendo e 
amadurecendo. 
Quem dá o comando inicial é o FSH! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
À medida que o folículo vai amadurecendo, FSH vai 
estimular para que o folículo produza estradiol 
(estrógeno). 
Contudo, por feedback negativo, quando o estradiol já 
estiver em uma quantidade muito elevada, o estradiol vai 
mandar mensagem induzindo o FSH a parar de 
aumentar os níveis de estrógeno. Consequentemente, o 
FSH vai reduzindo seus níveis séricos, pois a estimulação 
de estrógeno não precisa mais ser realizada. 
 
Quando FSH reduz e o estradiol está elevado, o estradiol 
vai induzir a produção de LH. Quando chega no pico de 
LH vai ocorrer ovulação (aproximadamente 24h após o 
pico). Esse óvulo sai na fase de prófase meiótica. 
 
Estradiol vai fazer um feedback negativo= impede 
produção de FSH 
Estradiol vai fazer um feedback positivo= estimula 
produção de LH 
 
Já no endométrio, o óvulo vai se transformar em um 
corpo lúteo. O corpo lúteo vai liberar a progesterona – 
níveis elevados de LH vai induzir a produção de 
progesterona pelo corpo lúteo. 
 O abortamento precoce pode ocorrer por uma 
insuficiência do corpo lúteo, pode estar 
produzindo pouca progesterona. 
 O corpo lúteo que manterá a produção de 
progesterona, capaz de estabilizar o endométrio 
enquanto a placenta em formação não se torna 
autossuficiente. O corpo lúteo “segura” a 
gravidez até a 8ª semana. 
Caso não ocorra a fecundação, o corpo lúteo vai involuir. 
Não ocorreu gravidez  LH vai reduzir seus níveis  
Progesterona vai reduzir seus níveis. 
 
 
 
CICLO ENDOMETRIAL: 
O corpo do útero possui duas camadas, endométrio e 
miométrio. 
 ENDOMÉTRIO- Fornece um local adequado 
para a implantação e nutrição do blastocisto. 
 Endométrio possui três camadas: camada 
profunda ou basal (regenerar a camada 
superficial), camada média ou esponjosa (não há 
função), camada superficial ou compacta 
(camada que vai descamar, sofre ação 
hormonal). 
 
Histeroscopia 
Endométrio na Fase Proliferativa: 
 Presença de pontos luminosos 
(orifícios glandulares) 
 Visualização dos óstios tubários 
 
 
 
 
 
 
Endométrio na Fase Secretória: 
 Bem vascularizado 
 Não enxerga óstios tubários 
 
 
 
 
 
 
Endométrio na Fase de Climatério: 
 Rósea pálido, esbranquiçado 
 Não possui uma boa vascularização 
 Enxerga bem os óstios tubários 
 
 
 
 
 
 
SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL 
(hemorragia uterina anormal): pode ser uma 
ausência de sangramento ou um maior 
sangramento. Não necessariamente é 
hemorragia. 
É avaliado pelo NÚMERO DE ABSORVENTES 
POR DIA ou NÚMERO DE CRUZES EM 4. 
A incidência é maior na adolescência e no 
climatério, por motivos distintos. 
Na adolescência, há uma imaturidade do eixo 
hipotálamo-hipófise-gônadas. Podendo ocorrer 
períodos amenorreicos e períodos de duração 
maior do ciclo, por exemplo, devido a essa 
imaturidade. 
No climatério, há uma atrofia ovariana, assim, 
não produzem estrogênio e nem progesterona. 
Portanto, também haver uma desregulação do 
sangramento uterino. 
 Ciclo Espaniomenorreico: ciclo maior 
que o normal. A paciente pode ficar 2 
meses sem menstruar, por exemplo. 
Ocorre na adolescência e no climatério, 
por motivos diferentes. 
Classificação: 
 Causas orgânicas. Afastar causas 
orgânicas do sangramento anormal. 
 Causas hormonais. Podem provocar 
sangramento uterino anormal – 
sangramento uterino disfuncional. É 
normal, ocorre em adolescentes e 
climatéricas. 
Diagnóstico: 
A- Exame físico 
B- Avaliação laboratorial 
C- Ultrassonografia transvaginal 
D- Histeroscopia 
Tratamento: 
CLÍNICO: 
 AINH (anti-inflamatórios não hormonais, como 
ácido mefenâmico e piroxicam) 
 Ácido tranexâmico (agente antifibrinolitico) 
CURETAGEM CLÍNICA: 
Feita em pacientes que nunca tiveram coitarca. 
Paciente está sangrando e não conseguiu ser resolvido 
com a utilização de medicamentos. Então faço a 
curetagem clínica que consiste em utilizar altas 
dosagens de anticoncepcional para interromper o 
sangramento. 
TRATAMENTO CIRURGICO: 
 Curetagem diagnóstica – só pode fazer em 
pacientes que já tiveram coitarca, que possuem 
vida sexual ativa. Vou fazer uma raspagem para 
colher material e enviar para anatomia 
patológica. Ao mesmo tempo, essa raspagem 
vai reduzir o sangramento. Deve ser realizada 
quando a paciente está sangrando muito. 
OBS: mesmo a histeroscopia sendo mais 
específica, não posso fazer na presença de 
sangramento. Então primeiro faço a curetagem 
diagnóstica para reduzir ou parar o 
sangramento. 
 Ablação endometrial – raspagem ou queima o 
endométrio para não recidivar o sangramento. 
 Histerectomia 
TRATAMENTO COMPLEMENTAR: 
 Repouso 
 Transfusão sanguínea 
 Dieta adequada 
 Avaliação emocional e psicoterapia 
OBS: Histeroscopia é uma biópsia dirigida, mas não 
pode fazer quando estiver sangrando, pois a 
visualização não fica adequada. Por isso, geralmente, 
faz a curetagem diagnóstica e depois a histeroscopia. 
Curetagem é “às cegas”, não é dirigida. 
 
Alterações na secreção, no metabolismo ou na 
excreção desses hormônios ou de seus reguladores 
determinam o comportamento do ciclo ovulatório e 
interferem em sua regularidade, bem como no volume 
e na duração dos fluxos menstruais. 
 O hipotálamo libera o hormônio secretor de 
gonadotrofinas (GnRH) 
 Neurotransmissores excitatórios (glutamato, 
neuropeptídeo Y e norepinefrina) e inibitórios 
(endorfinas e dopamina). Também atuam 
nessa regulação fatores ambientais, tais como 
estresse, exercícios

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