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Anamnese Ginecologica e Obstetrica

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dessas células. Essas substâncias terão 
papel importante na nutrição do embrião nos estágios 
iniciais da implantação. 
 
O pico da produção de progesterona pelo corpo lúteo 
ocorre sete dias após a ovulação, ou seja, no meio da 
fase lútea. Nessa etapa, a diferenciação endometrial é 
máxima e é quando se espera que o embrião, 
geralmente fecundado na trompa, estará chegando ao 
útero, ou seja, é o momento em que a chance de 
implantação é máxima. Esse período, chamado de 
“janela de oportunidade”. 
 
Ao adentrar a cavidade endometrial, dois a três dias 
após a ovulação, o trofoblasto embrionário inicia a 
produção de gonadotrofina coriônica humana – hCG. 
 
Por isso, o hCG se liga de maneira cruzada nos 
receptores de LH no ovário e mantém o estímulo sobre o 
corpo lúteo, o que manterá a produção de progesterona, 
capaz de estabilizar o endométrio enquanto a placenta 
em formação não se torna autossuficiente. 
 É um processo simbiótico em que o hCG 
placentário (trofoblasto) mantém o corpo lúteo 
e a progesterona do corpo lúteo mantém o 
endométrio íntegro até que a placenta se 
desenvolva. 
Ao redor das 12 semanas de gestação, quando a 
primeira onda de invasão trofoblástica se completa, a 
produção de hCG pela placenta é reduzida e o corpo 
lúteo degenera gradualmente, mas agora a placenta já 
é autossuficiente na produção dos hormônios que 
manterão a gestação até o final. 
 
Caso a implantação embrionária não ocorra, o corpo 
lúteo, que não receberá novos estímulos de LH, reduzirá 
a produção de progesterona, o que promove a liberação 
de enzimas líticas dos lisossomos e a liberação de 
prostaglandinas pelo endotélio dos vasos endometriais. 
 
Por ação das prostaglandinas, a musculatura lisa 
vascular sofre espasmos repetidos que levam à 
instabilidade do endométrio, isquemia do tecido em 
toda sua extensão e necrose. 
Todo esse processo culmina com a descamação de toda 
a camada funcional do endométrio, que, somando-se 
com um exsudato inflamatório, hemácias e enzimas 
proteolíticas, formará o fluxo menstrual, que marca o 
início de um novo ciclo.

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