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Carcinoma diferenciado de tireoide (resumo)

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no caso de metástases pulmonares I¹³¹ captantes, em geral micronodulares, recomentam-
se doses empíricas de 100 a 150 mCi de I¹³¹. Essa dose pode ser repetida a cada 6 a 12 meses, desde que as lesões 
permaneçam captantes. O exame de rastreamento corporal total realizado após a dose, que indica os sítios de 
captação de iodo, e a Tg sérica fornecem as informações sobre a resposta ao tratamento. Pneumonite actínica 
e fibrose pulmonar são complicações raras do tratamento em doses repetidas de iodo. Recomenda-se, portanto, 
o acompanhamento da função pulmonar nos pacientes com doença pulmonar volumosa. Para as macrolesões 
pulmonares não iodocaptantes, podem ser consideradas a exérese cirúrgica e a radioterapia externa paliativa. 
 
Metástase óssea: quando a metástase óssea é isolada, a ressecção cirúrgica completa da lesão é a alternativa 
terapêutica mais indicada. A radioterapia externa é uma opção a ser considerada, principalmente nos casos de 
metástase óssea dolorosa em que há contraindicação à ressecção. 
 
SNC: metástases n SNC são complicações raras do CDT, acontecendo em cerca de 1% dos pacientes. Estes 
pacientes apresentam sobrevida bastante reduzida (em geral, menor que 1 ano). O tratamento pode ser cirúrgico 
ou com radioterapia externa, sendo que estudos observacionais sugerem que o tratamento cirúrgico, quando 
possível, apresenta melhores resultados, devendo ser a primeira escolha. 
 
Novas terapias 
A ativação descontrolada dos receptores tirosina-cinases corresponde a um dos principais mecanismos envolvidos 
no desenvolvimento e na progressão de câncer. O fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) é uma molécula 
que exerce funções críticas na angiogênese fisiológica e patológica e na linfangiogênese. A inibição do VEGF via 
bloqueio de seus receptores representa um novo enfoque de terapia contra o câncer. Além do VEGF, a patogênese 
do CDT envolve também a presença de mutações somáticas de genes via MAPK, como B-RAF e o RAS. 
 
Acompanhamento 
O CDT é considerado uma neoplasia de comportamento indolente, com baixas taxas de morbidade e mortalidade. 
A sobrevida média em 10 anos é de 93 a 98%, caracterizando o CDT como uma das neoplasias com maior chance de 
cura. No entanto, uma pequena parcela destes pacientes apresenta curso clínico mais agressivo, caracterizado por 
persistência e recorrência que levam à morbidade e mortalidade. O grande desafio no manejo do CDT é a 
identificação desta parcela de pacientes. 
 
Na tentativa de melhorar a predição do prognóstico dos pacientes com CDT, diversos sistemas de estadiamento 
combinando fatores citados foram propostos. Em comum, todos têm como objetivo estimar o risco de mortalidade 
e/ou recorrência, guiar o tratamento e o seguimento, garantir uma comunicação efetiva entre os diferentes 
profissionais, permitindo comparação de dados. A maioria dos sistemas inclui idade ao diagnóstico, tamanho do 
tumor, invasão extratireoideana e presença de metástases à distância.