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QUALIDADE-EM-SERVIÇOS-DE-SAÚDE-6 (1)

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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO	3
SISTEMA DE SAÚDE NO BRASIL	4
CENÁRIO HISTÓRICO DA SAÚDE	8
Cenário Nacional da APS	10
QUALIDADE DOS SERVIÇOS DE SAÚDE	12
Gestão de qualidade em saúde	14
Os clientes internos e externos dos serviços de saúde	16
GESTÃO DA QUALIDADE DAS AÇÕES DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA NO CONTEXTO DO SISTEMA DE SAÚDE	18
QUALIDADE NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE	22
ESTRUTURA PARA A QUALIDADE EM UM SISTEMA DE SAÚDE	26
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE	39
Avaliação da qualidade em serviços de saúde	41
GESTÃO DE QUALIDADE EM SAÚDE NA ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR	42
Avaliação do Serviço de Qualidade na Gestão Hospitalar	47
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	50
 (
33
)
1 INTRODUÇÃO
Prezado aluno!
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em tempo hábil.
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que lhe convier para isso.
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser seguida e prazos definidos para as atividades.
Bons estudos!
2 SISTEMA DE SAÚDE NO BRASIL
Fonte: jeonline.com
A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma conquista do movimento da reforma sanitária brasileira e representa o mais importante avanço no campo da saúde pública do país, constituindo-se em um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. Ele abrange desde o atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito a toda população do país (BARBOSA, 2018).
Na organização do SUS, a Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada do sistema de saúde. Segundo o autor, a APS é o nível que fornece atenção a todas as condições, exceto as muito incomuns e raras, e coordena e integra a atenção ofertada em outro lugar ou por terceiros, tendo como atribuições a organização, resolutividade e responsabilidade por uma população territorializada. Ainda segundo o autor, os atributos essenciais da APS são: Primeiro Contato, Longitudinalidade, Integralidade, Coordenação da atenção.
O primeiro contato refere-se ao acesso, a aceitabilidade, disponibilidade e comodidade deste serviço junto aos seus usuários. A longitudinalidade está relacionada ao vínculo entre profissionais e usuários, onde a atenção à saúde se dá ao longo dos anos diante das transformações e mudanças da população. A
Integralidade da atenção está associada a resolutividade da necessidade, independentemente do nível de atenção onde o usuário se encontre. A coordenação da atenção pressupõe a APS como ordenadora das demandas em saúde num sistema em rede de Saúde. É um processo harmônico de ação ou esforço comum entre a APS e demais componentes da rede, sendo que para sua execução o profissional da APS tem de estar ciente das ações realizadas sob sua responsabilidade tanto na APS quanto nos demais pontos da rede de saúde (BARBOSA, 2018).
Segundo o autor, um alto nível de alcance das qualidades exclusivas e fundamentais da APS resulta em aspectos adicionais denominados aspectos derivativos. Eles são a orientação familiar, a competência cultural e a orientação comunitária para a construção de serviços em acordo com as realidades locais.
Segundo a Política Nacional da Atenção Básica (BRASIL, 2012) apud BARBOSA (2018), para o alcance da qualidade e serviços resolutivos faz se necessária a observação das diretrizes e fundamentos propostos para a Atenção Primária à Saúde, que se apresentam por meio da adscrição do território, do acesso universal e contínuo aos serviços de saúde com qualidade, acolhendo os usuários e promovendo a vinculação e correspondência pela atenção às suas necessidades de saúde, garantindo continuidade e longitudinalidade do cuidado.
Diante dos constantes avanços na saúde pública e contínuo processo de estruturação do SUS, no ano de 1991 foi criado o Programa de Agentes comunitários (PACS), com o intuito de reduzir a mortalidade infantil e materna, principalmente, nas regiões norte e nordeste do Brasil. A partir do êxito do PACS, foi proposto pelo Ministério da Saúde, um novo modelo de Atenção em Saúde com foco na família e não mais no indivíduo e com a necessidade de se incorporar mais profissionais para oferta de cuidados em saúde no território. Neste contexto, foi criado o Programa Saúde da Família (PSF), mais tarde consolidado como Estratégia Saúde da Família (ESF). Cabe ressaltar, também, que esse movimento de “olhar a família” se deu em muitos países, com o desenvolvimento anterior de modelos de assistência à família no Canadá, Cuba, Suécia e Inglaterra que serviram de referência para a formulação do programa brasileiro (BARBOSA, 2018).
Segundo o autor, a gestão do sistema de saúde brasileiro apresenta-se como um desafio para as três esferas de poder, com a responsabilidade de coordenar e auxiliar na construção de um SUS resolutivo e de qualidade. Essa complexidade é maior quando se considera a dimensão e heterogeneidade do país, tanto populacionais, geográficas, culturais quanto econômicas. Com o objetivo de promover inovações nos processos e instrumentos de gestão, em 2006, foi aprovado e pactuado, entre as três esferas de gestão (União, Estados e Municípios), o Pacto Pela Saúde - Consolidação do SUS.
O Pacto pela Saúde redefine as responsabilidades de cada gestor em função das necessidades de saúde da população e na busca da equidade social. O Pacto de Gestão é um dos eixos do pacto pela saúde e estabelece: As responsabilidades claras de cada ente federado de forma a diminuir as competências concorrentes e a tornar mais claro quem deve fazer o quê, contribuindo, assim, para o fortalecimento da gestão compartilhada e solidária do SUS (BRASIL, 2006, p.76 apud BARBOSA, 2018).
De acordo com Barbosa (2018), o Pacto de Gestão foi proposto buscando a consolidação e qualificação da gestão, e apresenta as seguintes diretrizes: Responsabilidade Sanitária – de governo, de gestão e de respostas dos sistemas e serviços de saúde e da organização da atenção; Regionalização solidária – cooperativa; Planejamento e Programação; Regulação, Controle, Avaliação e Auditoria; Trabalho e Educação em Saúde; Participação Social e Controle Público do Sistema.
A gerência configurada como ferramenta/instrumento do processo do “cuidar” pode ser entendida como um processo de trabalho específico e assim, decomposto em seus elementos constituintes como o objeto de trabalho (recursos humanos e organização do trabalho), tendo como finalidade recursos humanos qualificados e trabalho organizado para assim, obter as condições adequadas de assistência e de trabalho, buscando desenvolver a “atenção à saúde”. Desse modo, os objetos de trabalho do gestor no processo de trabalho gerencial são a organização do trabalho e os recursos humanos. Os meios/instrumentos são: recursos físicos, financeiros, materiais e os saberes administrativos que utilizam ferramentas específicas para serem operacionalizados. Esses instrumentos/ferramentas específicas
compreendem o planejamento, a coordenação, a direção e o controle (BARBOSA, 2018).
Ainda segundo o autor, o processo de gestão em saúde exige medidas de planejamento, alocação de recursos escassos, avaliação de desempenho e outras atividades básicas de administração, além de reuniões de equipe, padronização de procedimentos, coordenação, direção e controle. O modelo de gestão proposto pelo Pacto de Gestão exige gestores capazes de implantar políticas e novos modelos de atenção, com capacidade

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