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Psicopatologia - Entrevista com o paciente

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 É feita principalmente por meio da entrevista, 
juntamente com a observação cuidadosa do indivíduo. 
 
 A entrevista psicopatológica permite a realização 
dos dois principais aspectos da avaliação: 
 
1. Anamnese: consiste em saber o histórico dos 
sinais e sintomas apresentados pelo indivíduo 
ao longo da vida, os antecedentes pessoais, 
familiares e meio social. 
2. Exame psíquico (exame do estado mental 
atual). 
 
 
 A dinâmica da entrevista dependerá: 
 
 ↪ Paciente, personalidade e estado mental; 
 ↪ Contexto institucional; 
 ↪ Os objetivos na entrevista; 
 ↪ Personalidade do entrevistador. 
 
 Cuidados que o entrevistador deve ter: 
 
↪ Evitar postura rígida; 
↪ Atitude excessivamente fria; 
↪ Reações emotivas exageradas; 
↪ Julgamentos; 
↪ Reações emocionais intensas de pena ou 
compaixão; 
↪ Responder com hostilidade ou agressão; 
↪ Entrevistas demasiadamente prolixas; 
↪ Fazer muitas anotações durante a 
entrevista. 
 
 
 
 
 No início da entrevista, é conveniente que o 
profissional se apresente ao paciente. 
 
 A confidencialidade, a privacidade e o sigilo 
poderão ser garantidos caso o paciente se mostre 
tímido ou desconfiado durante a entrevista. 
 
 A medida do decorrer da obtenção dos dados, o 
entrevistador desenvolve seu “roteiro”. 
 
 No primeiro contato, o profissional deve colher 
informações sociodemográficas básicas, para situar 
quem é o paciente. 
 
 Deve-se solicitar que o paciente fale sobre a 
queixa, sofrimento, dificuldade ou conflito que o fez 
procurar ajuda. 
 
 O primeiro relato deve ocorrer de forma livre, 
deixando que o paciente expresse espontaneamente 
seus sintomas e sinais. 
 
 De acordo com Sullivan (1983), os dados essenciais 
da clínica psicopatológica surgem de uma observação 
participativa, na interação intensa entre o paciente e 
profissional. 
 
Jéssica Alves - Psicologia 
 
 
 O entrevistador deve evitar pausas e silêncios 
prolongados, que possam deixar a entrevista tensa e 
improdutiva. 
 
 Alguns procedimentos podem facilitar a entrevista 
no momento em que o entrevistador lida com o 
silêncio do paciente (Dalgalarrondo, 2019). 
 
1. O profissional deve fazer perguntas e colocações 
breves que assinalem sua presença efetiva e mostrem 
ao paciente que ele está atento e tranquilo para ouvi-
lo. 
 
2. O entrevistador deve evitar perguntas muito 
direcionadas, fechadas, que possam ser respondidas 
com um sim ou um não categóricos; também 
deve evitar perguntas muito longas e complexas, 
difíceis de serem compreendidas pelo paciente. 
 
3. É sempre melhor fazer intervenções do tipo “Como 
foi isso?”, “Explique melhor”, “Conte um pouco mais 
sobre isso”, do que questões como “Por quê?” ou 
“Qual a causa?”. Estas últimas estimulam o paciente 
a fechar e encerrar sua fala. 
 
4. O entrevistador deve buscar para cada paciente em 
particular o tipo de intervenção que facilite a 
continuidade de sua fala. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências 
Dalgalarrondo, P. (2019). Psicopatologia e Semiologia 
dos Transtornos Mentais. Porto Alegre : Artmed, 
2019.