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DISTÚRBIOS CIRCULATÓRIOS

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Patologia 
 
 
 DISTÚRBIOS CIRCULATÓRIOS 
 Priscila Maria Rodrigues Araújo/3° Período 
Para o bom funcionamento circulatório a 
hemostasia é necessária, sendo essa um 
conjunto de processo regulados que possuem 
diversas funções como: 
 - Manter o sangue livre de coágulos 
 - Induzir um coágulo hemostático se 
necessário (como em casos de pequenas 
hemorragias, para evitar perda sanguínea) 
Por conta disso, a hemostasia permite o 
controle de sangramentos em caso de lesão 
vascular, dessa maneira, uma hemostasia 
inadequada está relacionada a hemorragias, 
as quais podem ser seguidas de hipotensão, 
choque e óbito. 
Dessa forma, os distúrbios hemodinâmicos 
causados por déficits na hemostasia, vão ser 
caracterizados pela alteração da perfusão, 
resultando em danos. 
 Isquemia 
É caracterizada pela redução (hipóxia) ou 
completa parada (anóxia) de suprimento 
sanguíneo de um tecido ou órgão – 
geralmente está associada a obstrução de 
pelo menos 70% da luz vascular. 
As causas relacionadas a isquemia podem 
ser: 
 Obstrução vascular – trombose; 
embolia; 
 Compressão vascular – tumor; 
abscessos; 
 Espessamento da parede vascular – 
aterosclerose; 
 Espasmo vascular – vasoconstricção 
após ruptura de um vaso 
 
 
 
 
 
Umas das consequências da isquemia é a 
redução da fosforilação oxidativa, pela 
redução do oxigênio Com a fosforilação 
reduzida acontecem várias disfunções são 
elas: 
 A quantidade de ATP é diminuída, 
afetando de maneira negativa a bomba 
de sódio e potássio 
 Aumento do influxo de cálcio e água 
 Tumefação do retículo endoplasmático 
 Alterações na produção de proteínas. 
Como o processo aeróbio está reduzido, 
ocorre o aumento da glicólise anaeróbia, 
reduzindo glicogênio e elevando o ácido 
láctico (redução do ph) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Hiperemia 
É o aumento da quantidade de sangue no 
interior de um órgão ou território orgânico, 
podendo ser ativa, causado pela dilatação 
arteriolar, ou passiva, resultada do 
comprometimento do efluxo sanguíneo, e 
assim, o retorno do sangue. 
 Hiperemia ativa 
Pode ser fisiológica – durante exercícios; 
mucosa intestinal na digestão- ou patológica – 
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inflamações agudas, agressões térmicas e 
traumatismos. 
Tem como consequência edemas e 
hemorragias, apresentando vermelhidão, 
aumento de volume e da temperatura. 
 
 
 
 Hiperemia passiva 
Provoca a cianose, onde a região acometida 
adquire coloração azulada em decorrência da 
alta concentração de hemoglobina 
desoxigenada. 
Possui como causas: insuficiência cardíaca 
congestiva (ICC); oclusão da luz venosa; 
compressão venosa, entre outras. 
 
 
 
 
 Edema 
É o acúmulo de líquido nos espaços intersticial 
e/ou em cavidades do corpo, reduzindo a 
velocidade de circulação e, 
consequentemente, prejudicando a nutrição 
dos tecidos. 
Nos processos inflamatórios algumas 
alterações no fluxo e no calibre vascular 
podem acontecer como: 
 Transudato – o aumento da pressão 
hidrostática, causada, nesse caso, pela 
obstrução do fluxo venoso provoca o 
extravasamento de líquido pobre em 
proteínas. 
 Exsudato – extravasamento de líquido 
rico em proteínas por uma 
vasodilatação do vaso. 
 
 Para lembrar 
Sinal de Cacifo ou Sinal de Godet: avaliado 
por meio da pressão digital sobre a pele, por 
pelo menos 5 segundos, considerado positivo 
se a depressão (cacifo) formada não se 
desfizer imediatamente após a 
descompressão. 
Os mecanismos que levam a formação de 
edema podem ser: 
 Aumento da pressão hidrostática - ICC 
 Redução da pressão osmótica do 
plasma – síndrome nefrótica; doenças 
hepáticas 
 Aumento da permeabilidade vascular; - 
inflamação 
 Obstrução linfática – infecções 
parasitárias; câncer de mama 
Quanto a localização o edema pode ser 
localizado ou generalizado. No caso do 
edema local, o acúmulo de líquidos é em 
regiões determinadas, já no generalizado, o 
líquido se acumula em vários ou todos os 
tecidos (ex: insuf. Cardíaca ou renal; cirrose; 
desnutrição) 
 Hemorragia 
Causadas por alterações na integridade da 
parede vascular, pelo enfraquecimento da 
parede vascular e por alterações na 
coagulação sanguínea, podendo ser 
classificada em externa ou interna. 
Externa: sangue vai para o exterior do corpo. 
Interna: o sangue não se exterioriza, podendo 
penetrar em órgãos e tecidos. 
 
Tipos de hemorragias 
 Petéquias: hemorragias diminutas de 1 
a 2mm - trombocitopenia. 
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 Púrpuras: hemorragias ligeiramente 
maiores de 5 mm - vasculite. 
 Equimose: rompimento de capilares –
hemácias extravasadas vão ser 
fagocitadas. 
 Hematoma: acúmulo de sangue em 
órgão ou tecido pela ruptura do vaso. 
As principais consequências da hemorragia 
são: 
 Choque hipovolêmico – perda de 20% 
do volume de sangue 
 Anemia – perda crônica de ferro. 
 Tamponamento cardíaco – sangue 
ocupando o pericárdio 
 Asfixia – em caso de hemorragia 
pulmonar 
 Hemorragia intracraniana – decorrente 
de avc, aneurisma... 
 Trombose 
A trombose é caracterizada pela solidificação 
do sangue dentro dos vasos ou do coração, 
podendo se fixar nas paredes dos vasos, além 
de que alguns podem iniciar um processo de 
migração e afetar outras áreas do organismos 
(êmbolos). 
Tipos de trombose venosa: 
 Trombose venosa profunda – em veias 
de grosso calibre da perna ou acima do 
joelho (nas veias femorais e ilíacas) 
 Trombose da veia porta 
 Trombose da veia renal 
(Entre outras) 
 
 
 
 
 
 
Tipos de trombose arterial: 
 Acidente vascular cerebral (AVC 
isquêmico – o coágulo bloqueia o fluxo 
de sangue em uma área cerebral) 
 Infarto do miocárdio – trombo na 
coronária pode ser um exemplo 
 Embolia 
Formação de êmbolos que são sólidos, 
líquidos ou gasosos, os quais são 
transportados pelo sangue e podem obstruir 
vasos (geralmente onde ocorre o 
estreitamento do vaso). 
 
A Etiopatogenese da embolia está associada 
a: 
 Trombos – em 90% dos casos 
 Metástase de células neoplásicas 
 Gordura 
 Gás – bolhas de nitrogênio formadas 
em pressões elevadas, por exemplo. 
 Líquido amniótico – pela ruptura da 
membrana da placenta (muito rara) 
 Infarto 
Lesão tecidual causada por isquemia 
prolongada em razão de uma obstrução 
arterial ou venosa, provocando a falta de 
oxigênio e consequente consumo das 
reservas energéticas e necrose celular. 
 
 
 
 
 
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As causas mais comuns associadas ao infarto 
são: 
 Trombos e êmbolos 
 Ateroma 
 Compressão de um vaso – por um 
tumor por exemplo. 
O infarto pode ser classificado em branco e 
vermelho 
Branco (anêmico): é uma obstrução arterial 
em órgãos sólidos com circulação terminal – 
coração, rins, etc. 
Vermelho (hemorrágico): obstrução arterial 
ou venosa em órgãos frouxos, que possuem 
intensa irrigação colateral – pulmão, intestino 
delgado, etc. 
 Choque 
É caracterizado por uma falência circulatória 
devido a uma queda bruta da pressão arterial, 
causando uma redução da perfusão de 
maneira generalizada em tecidos e órgãos, e 
consequente hipóxia celular, gerando danos 
irreversíveis aos tecidos. 
Os choques podem ser classificados em: 
 Choque séptico – falência 
dos órgãos por uma 
infecção generalizada 
 Choque anafilático – 
reação exagerada a 
substâncias, causando 
inflamação, queda da 
pressão arterial e edema 
periférico 
 Choque cardiogênico – 
quando o coração é 
incapaz de bombear o 
sangue de maneira 
adequada. 
 Choque hipovolêmico – 
perda rápida de grande 
quantidade de líquidos 
(como em hemorragias e 
queimaduras) 
Sendo ainda dividido em estágios que 
são: 
1. Estágio compensatório – 
tentativa de