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Pré-prova filosofia I

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Com o desenvolvimento da filosofia, de Atenas como potência naval e com as reivindicações sociais e mobilizações houve a passagem da sociedade arcaida para a sociedade democrática. O uso do Lógos, no lugar do que antes se dava por meio da instrumentalização do mito, foi o fator determinante do surgimento da democracia. Na sociedade arcaica, a justiça e o direito se confundiam. Eles se davam por meio de força e arbitrariedade daqueles que que detenham o poder. Eis que os que detiam o poder eram os poucos e os mais fortes, os quais justificavam o seu poder por meio de sentidos míticos e religiosos. Dessa forma, mulheres, crianças e estrangeiros não tinham lugar para que pudessem participar no âmbito político e social. O estabelecimento das normas se dava muitas vezes por meio de violência e de maneira opressora, defendendo os interesses daqueles poucos e mais fortes. O direito e a justiça não estão ligados ao bem comum.
Já na sociedade democrática, ocorreu uma extensão da cidadania para uma maior parte da sociedade e o uso do Lógos fez com que o exercício do poder passasse a ser justificado por meio da razão e da linguagem, sendo que quem detinha o poder de fato fosse o melhor para tal, deixando que suas ações se afastasse de arbitrariedades e passasse a visar o bem comum. Na pólis democrática ocorreu também a especilização de funções, onde podemos ver indicios da separação dos poderes e normas muito mais bem elaboradas para que ocorresse o controle da sociedade. Houve de fato a divisão do âmbito político e religioso. Foi também o período em que desenvolveu-se técnicas para aprimorar os discursos e os argumentos, exemplos como: oratória, retórica e dialética. 
Com o desenvolvimento da democrácia se fez necessário o aperfeiçoamento dos discursos, para que se alcançasse as massas. Eis que se desenvolvem 3 técnicas de argumentação, são elas: Oratória, retórica e dialética. A oratória tem como função expor ideias e propostas diante dos outros. A retórica tem como função expor ideias de modo que consiga fazer a persuação perante os outros, convence-los de tais ideias, evocando sentidos e sentimentos (expectativas, temores, etc). Já a dialética é dividida em duas, mas sua principal função é o questionamento em cadeia. A dialética pura procura questionar em prol da descoberta da verdade, já a dialética herística procura questionar porém de forma de oculte a verdade, a técnica de dialética é presente em casos como numa audiência, em como o advogado abordará as perguntas a seu favor.
Relaciona-se a emergência do discurso e das “artes das palavras” como instrumentos de participação política efetiva no contexto social pois os sofistas utilizavam tais discursos para proporcionar a afirmação da democracia de como a buscar um conhecimento lógico, tendo como bases o antropocentrismo, o humaninsmo, o racionalismo, a apropriação de fato dos sentidos. Entretanto, essa escola tem o caráter positivo e o carater negativo. O seu caráter positivo se dá por meio da vertente crítica, que favorecia a emancipação e o desenvolvimento dos sentidos e do conhecimento. Entretanto, há também a verdade radical, seu caráter negativo e esse se dá por suas defesas ao relativismo, a descrença com a verdade e a falta de comprometimento ético.
Tento em vista que o Império Romano passava por crises militares, econômicas, políticas e religiosas, o Cristianismo se fez como uma forma de tentar reverter tal situação, já que era a religião mais próxima da religião tradicional Romana (o alicerce do império romano desde a antiguidade) e sendo assim, Justiniano resolveu adotar o Cristianismo como religião oficial para a reconquista de Roma e o combatimento de outros pensamentos (paganismo e ocultismo). Após a queda do império Romano a Igreja Cristã conseguiu se manter como instituição social e também política. Passou a exercer seu papel fortemente sobre os âmbitos políticos e sociais. Justificava a necessidade de leis divinas e de que o poder político fosse subordinado ao poder divino. Vinculava o estado a tal poder, sendo o estado o meio para a realização divina. Atuou no sentido que de a razão era subordinada da fé e que para uma salvação, uma vida digna, era necessária a fé. 
Os epicuristas defendiam que o prazer era a finalidade do agiar humano. O homem buscava a felicidade, o prazer e isso tudo com base empirista. Era necessário que o homem se libertasse dos seus medos para que pudesse viver uma vida boa, mas isso não impedia-o de que muitas vezes ele também tivesse como experiência a dor. O sábio na concepção epicurista era aquele que prolongava o prazer, reduzia e suportava a dor e que também proporcionasse ao próximo o prazer. Para que isso ocorresse, eles alegavam que era necessário o uso do lógos e que houvesse assim um conhecimento, um discernimento para que as ações fossem tomadas de forma equilibrada. Era necessária uma consciência por parte de cada indivíduo para que julgassem e pudessem fazer suas escolhas em prol de sua felicidade. 
Já os estoicistas afastavam radicalmente desses pensamentos, pois defendiam que o homem deveria se afastar das emoções e dos vícios, devendo estar ligado somente a virtude. Isso tudo porque consideravam as emoções e paixões como irracionais, não fazendo sentido o homem segui-las. A purificação total do homem se dava por utilizar da razão, porém em suas concepções a razão desempenhava tanto o papel de meio como de final. A ação do homem deve ser plenamente com base racional. Há duas distinções da razão nesse contexto: A razão superior e a razão inferior. 
É por isso que esses dois movimentos atuam em contraposiçao. Um defende que o homem deve buscar o prazer, tendo base racional para isso, já o outro defende que não há como isso ocorrer por meio da razão, pois essa só preza pelas virtudes. 
O pensamento filosófico de Platão pode ser interpretado como uma consequência de uma visão negativa da realidade social democrática pois nunca superou a condenação de Sócrates e dessa forma acabou por se afastar de seus pressupostos. Passou a sustentar que a democracia não era o ideal, pois seria uma ignorância em massa. Platão era elitista quanto a democracia, pois entendia que não haveria como todos terem conhecimentos suficientes para que pudessem exercer poder ou mesmo escolher quem o deveria exercer. Platão defendia que eram os melhores que devem governar e estes então seriam aqueles que se destinguem pelo conhecimento, toda via poucos os seriam ideais para governar.
Podemos vincular o pensamento da patrística ao pensamento de Platão pois os dois defendiam uma divisão de mundo em dois. Platão dizia que era divido em mundo real e mundo ideal. A patrística então absorve tal pensamento, entretanto com algumas mudanças. Para a ser dividido em duas cidades: Cidade dos Homens e Cidade de Deus. De certa forma, os dois pensamentos (da patrística e de Platão) vinculavam-se a uma visão negativa da realidade, pois os dois trazem uma concepção de mundo perfeito, o qual defendem que os homens dificilmente o alcançará de fato. Isso porque o homem se afasta muito da virtude e de aquilo que se considera perfeito e divino para tal.