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MODELO DE SENTENÇA

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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ
2ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Londrina
Autos n.º XXXXXXXXXXXXXXXXXX
Ação Indenização por morte
Autor Mauro da Silva
Réu Estado do Paraná
SENTENÇA
I – RELATÓRIO
Vistos etc, 
Trata-se de uma Ação Indenizatória por morte ajuizada por Mauro da Silva, devidamente qualificado e através de advogado legalmente constituído, em face do Estado do Paraná, igualmente qualificado, objetivando a condenação do réu ao pagamento de indenização por morte no valor de R$ 99.800,00 (noventa e nove mil e oitocentos reais).
A parte autora alegou que sua esposa Maria da Silva foi presa na Unidade Prisional de Londrina – PR, por flagrante delito na data de XX/XX/XXXX. 
Na data de XX/XX/XXXX, foi informado que Maria da Silva entrou em óbito dentro da Unidade Prisional, devido a espancamento por parte das detentas que dividiam a mesma cela com a vítima.
II – FUNDAMENTAÇÃO
Depois de analisado o relatório, cumpre destacar que a Unidade Prisional de Londrina é Pública, de propriedade do Estado do Paraná, e como citado na Inicial, previsto no artigo 37, §6º da Constituição Federal, configura a Teoria de Risco Criado ou Suscitado,
Art. 37 A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
 Ou seja, o Estado é impossibilitado de apresentar qualquer excludente de responsabilidade, já que foi assumida inicialmente essa situação potencialmente perigosa. A obrigação de indenização à família fica a cargo dos artigos 186 e 927 do Código Civil, que dispõe sobre a responsabilidade e consequentemente à reparação do dano,
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
III – DISPOSITIVO
No que tange os danos morais, não há como negar sua ocorrência.
Com relação ao promovido, julgo PROCEDENTE o pedido deduzido na inicial, CONDENANDO-O ao pagamento de indenização pelas ações sofridas e suas consequências na vida do Autor, no valor de R$ 99.800 (noventa e nove mil e oitocentos reais) correspondente à cem salários mínimos. Consequentemente, também será de sua responsabilidade os Honorários de Sucumbência, devendo pagar ao advogado do autor 20%, tendo como base de cálculo o valor total da indenização, fundamentado legalmente no art. 20, § 3º e 4º do Código de Processo Civil.
Condeno ainda o promovido à liberação do laudo detalhado realizado pelo Instituto Médico Legal do de cujus e o inquérito policial que está na posse da Polícia Civil, nos próximos 5 dias subsequentes à sua intimação, fundamentado legalmente nos artigos 396 e 398 do Código de Processo Civil.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
LOCAL, DATA de ANO.
NOME
Juíza de Direito