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Aula 5 - Módulo tumor - Introdução

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Módulo tumor – Introdução aos 
tumores ósseos 
 
As etapas da abordagem são o 
estadiamento por imagem, diagnóstico 
anatomopatológico e o tratamento. 
 
Clínica e diagnóstico 
Sem correlação com trauma, alguns 
tumores possuem correlação com 
história familiar. A dor é a queixa mais 
comum e inicialmente pode ser 
relacionada a atividade, a dor ao repouso 
ou dor noturna fala muito a favor dos 
tumores ósseos, possui alta 
especificidade, mas baixa sensibilidade. 
Exame físico 
Observar a presença de massas, 
localização, forma, consistência, 
mobilidade, presença de dor, 
temperatura e vascularização assim 
como presença de atrofia, manchas, 
sinais de Sd. associadas, entre outros. 
Anatomopatológico 
Na maioria das vezes é o que confirma o 
diagnóstico e a escolha da terapêutica. 
Exames de imagem 
O Rx é o exame mais útil na investigação 
de tumores ósseos. É preciso avaliar o 
local da lesão, zona de transição, reação 
ao organismo e aspectos da lesão. 
As lesões benignas possuem 
demarcações distintas, podendo haver 
área de esclerose ao redor, já as lesões 
malignas a tendência é observar limites 
mal definidos. 
A reação cortical não representa a lesão 
tumoral em si, mas área de transição 
entre a lesão tumoral e o osso sadio. 
Outros exames de imagem 
A USG ajuda a diferenciar o tecido 
cístico de sólido; 
A TC é útil na ossificação heterotópica, 
ajuda a avaliar a integridade cortical e 
mtx; 
A cintilografia é útil na avaliação das 
mtx, lembrando que pode ser negativa 
em alguns tumores como o granuloma 
eosinofílico, mieloma múltiplo, CA e 
céls renais e sarcomas intensamente 
anaplásicos; 
A RM é importante para observar o 
estadiamento local, delimitando o 
tamanho, extensão e a relação com partes 
moles melhor que TC. 
Exames laboratoriais 
Alterações no HMG, aumento de VHS e 
PCR, nos levam a pensar em leucemia, 
linfoma, histiocitose. 
Lembrar que o sarcoma de Ewing se 
parece muito com a osteomielite. 
 
Estadiamento 
Pode ser classificado pelo padrão de 
comportamento GTM e a classificação 
de Enneking. 
Classificação GTM: 
 
Localização anatômica (T): T1 
intracompartimental e T2 
extracompartimental 
Metástases (M). 
Classificação de Enneking para 
benignos: 
B1 latente: Intracapsular, assintomático, 
achado incidental. No rx a imagem é bem 
definida com esclerose ao redor e sem 
erosão ou destruição cortical. Não requer 
tto. 
B2 ativo: Intracapsular, crescimento 
ativo, podem ter sintomas. No rx as 
magens são bem definidas e pode ser 
expansivo, geralmente a cortical é fina e 
tto consiste em curetagem. 
B3 agressivo: Extracapsular, agressivo, 
normalmente ultrapassam a cortical e o 
tto se dá por meio de curetagem extensa 
ou ressecção. Possui alta recidiva. 
Podem ocorrer mtx. 
Classificação de Enneking para 
malignos 
 
Grau 1 Maligno baixo grau: 
Apresentam baixo risco de mtx, massas 
indolores e de crescimento lento, o 
crescimento ocorre mais por erosão que 
por destruição. No rx as lesões podem ser 
similares e até menos agressivas que 
alguns B3. Há halo de esclerose. 
Grau 2 Maligno alto grau: Possuem 
lesões destrutivas e sintomáticas, 
frequentemente associadas a fraturas 
patológicas, estimulam a formação de 
grandes quantidades de osso reativo e 
crescem rapidamente, logo se tornam 
extracompartimentais e envolvem feixe 
vásculo-nervoso. No rx apresentam 
margens indefinidas, destruição cortical 
importante, invasão de tecidos moles. Na 
cintilo possuem concentração além das 
margens (skip metastasis). 
Grau 3 Metástase: Maligno + 
metástase. 
 
Tratamento 
Quanto as margens cirúrgicas: Podem 
ser intralesional, marginal, ampla ou 
radical. 
Radioterapia: A maioria dos tumores 
ósseos são radiorresistentes com exceção 
o tumor de céls. da medula ( mieloma, 
linfoma, sarcoma de Ewing).Redução do 
tumor primário com terapia 
neoadjuvante. 
Quimioterapia: Utilizada nas lesões de 
alto grau com elevado índice de mitose ( 
osteossarcoma de alto grau, 
fibrohistiocitoma maligno, 
rabdomiossarcoma). Não é útil em lesões 
cartilaginosas e malignas de baixo grau. 
Terapia neoadjuvante para reduzir o 
tumor primário.