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Relação de Emprego e Relação de Trabalho AVA2 UVA ADM Larissa Frota

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Universidade Veiga de Almeida 
Larissa Antunes da Frota Gomes Pinto
Trabalho da Disciplina [AVA1]
Direito Aplicado à Gestão
Leia, atentamente, os casos apresentados a seguir:
 Caso 1:
Uma empresa contrata um motoboy para retirar e protocolar documentos de seus clientes. Ele comparece ao escritório de segunda a sexta-feira, onde recebe do gerente administrativo-financeiro instruções sobre as atividades que deve realizar. Suas entradas e saídas, inclusive para o almoço, são marcadas em folha de ponto. Todo mês, ele recebe também um contracheque, indicando a quantia que foi depositada em sua conta-salário.
 
Caso 2 :
Uma organização contrata os serviços de uma empresa de motoboys para retirar e protocolar documentos de seus clientes. Sempre que precisa desses serviços, o gerente administrativo-financeiro entra em contato com a empresa, que envia um motoboy de sua equipe que esteja disponível naquele momento. O motoboy recebe o documento a ser entregue, ou o pedido de retirada de documento, realiza a tarefa, reporta-se ao gerente administrativo-financeiro da organização e depois retorna à empresa de motoboys para a qual trabalha. 
Podemos afirmar que existe relação de emprego em ambos os casos apresentados? Justifique seu posicionamento apontando os pressupostos utilizados para embasar sua opinião, bem como apresentando outros exemplos.
A relação de trabalho é um elemento fundamental na legislação trabalhista brasileira e todos usam esse termo com naturalidade. Mas ter que definir uma palavra tão simples tende a ser muito difícil. Para definir claramente “relação de trabalho” é necessário analisar suas variáveis no que diz respeito ao seu amplo campo de atuação, isso significa, questionar o que caracteriza especificamente uma relação de trabalho. 
Em primeiro lugar, deve-se observar que uma relação de trabalho sempre afeta duas partes: o empregador e o empregado. Existe uma relação jurídica entre os dois, mais precisamente, uma obrigação pessoal continuada, que normalmente está expressa no contrato de trabalho. – Com a assinatura do contrato de trabalho, a relação de trabalho é estabelecida. No entanto, isso já pode ocorrer pela mera entrada do empregado na empresa ou pelo efetivo início do trabalho – o cumprimento factual dos serviços pactuados. Assim, inicialmente também pode existir uma relação de trabalho sem contrato. 
A relação de trabalho costuma ser usada como sinônimo de relação de emprego, mas tem sua origem mais no direito social e descreve uma relação bilateral em que o empregado é pessoal e economicamente dependente do empregador. Isso, por sua vez, exerce o poder de disposição sobre a força de trabalho do funcionário. 
Conforme referido, a relação de trabalho muitas vezes já existe com o mero início da atividade, mesmo sem vínculo laboral. Mas, via de regra, é celebrado pelo menos um contrato oral que estabeleça a relação de trabalho. 
De acordo com a CLT – Consolidação das Leis trabalhistas, criada mediante Decreto nº.: 5,452 no dia primeiro de março de 1943, em seu Art. 2º: “Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço”. Ou seja, o empregador é a empresa que, independente de sua composição individual ou coletiva, admite empregados, direciona a atividade produtiva e toma a responsabilidade do empreendimento sem que quaiquer riscos sejam transferidos aos empregados como está expresso no artigo 449 da CLT 1943. (GRANCONATO, Márcio Mendes. CLT INTERPRETADA. Pag 3, Manole 2017)
Sabemos que emprego é o trabalho assalariado, especialmente em uma relação de trabalho. Em uma análise, existem algumas relações de trabalho que não estão sujeitas à legislação trabalhista, como funcionários públicos e juízes, bem como a relação de trabalho de soldados. Mas também do ponto de vista jurídico, as relações de trabalho assumem várias formas. 
Entretanto, relação de trabalho é tida como um gênero, ou seja, todo vínculo jurídico por meio do qual uma pessoa física assume o compromisso de prestar serviços em prol de outrem. Tendo que, a relação de emprego possui como requisitos instrumentais e caracterizadores do vínculo de trabalho: a subordinação, habitualidade ou não eventualidade, a onerosidade, a pessoalidade e a pessoa física. Onde subordinação representa a sujeição do empregado em relação ao empregador quanto ao modo de realização da tafera; Habitualidade corresponde ao caráter de permanência ou continuidade; Onerosidade sugere a remuneração pelas atividades exercidas pelo empregado; e a pessoalidade que indica que o empregado é admitido para prestar serviços pessoalmente podendo ser substituído apenas por aprovação do empregador e em situações excepcionais. 
A relação de trabalho entre as organizações e as empresas terceirizadas ocorre pelo deslumbramento da diminuição de custos, mas não exclusivamente. As empresas terceirizadas podem ser úteis em várias vertentes para as organizações, bem como, para realização/prestação de serviços 
· Isso pode incluir:
· Para representar um funcionário (por exemplo, devido a licença parental, dentre outras);
· Relação de emprego Recursos Humanos (por exemplo, para verificar as qualificações do funcionário);
· Necessidade adicional temporária de funcionários (por exemplo, durante uma alta temporada);
· Necessidade de segurança de uma empresa pública ou privada;
· Realização de serviços essenciais como alimentação e limpeza; 
· Dentre outros serviços hodiernamente mais necessários para as novas empresas virtuais como entregas de produtos ou serviços em casa.
Ademais, a aplicação da terceirização nas empresas brasileiras, não vem intrinsecamente como um fator redutor de custos, não apenas como uma conotação positiva nas organizações pelo mais fácil, ou, mais simples. 
A terceirização aqui descrita não é necessariamente ou mesmo tipicamente usual ou eventual. A terceirização aplicada no atual momento é o fator economia de tempo e de obrigações, não obstante que atualmente as empresas terceirizadas existem para suprir a necessidade das empresas necessitadas de seus serviços sem que estas tenham que ter todo o trabalho da formalização burocrática. Através deste ponto de vista, pode-se observar que a relação de trabalho e de emprego se diferenciam em dois pontos, respectivamente: o primeiro pela necessidade burocrática formal e estabelecimento das obrigatoriedades de acordo com a legislação vigente; e o segundo pela formalidade de trabalho, atentando para a obrigação do empregado com a empresa terceirizada para o qual ele trabalha e vice versa, onde sua atividade exercida está ligada à empresa que o empregou. Atentanto que a relação de trabalho, não está excepcionalemente ligada à uma empresa privada com fins lucrativos, podendo ser corporação com fins lucrativos, organização sem fins lucrativos, cooperativas ou qualquer outra entidade que empregue um indivíduo.
Sendo assim, no primeiro caso onde a empresa contrata um motoboy para retirar e protocolar documentos de seus clientes. Sendo funcionário empregado por esta empresa com todos seus direitos e garantias fornecidos por essa empresa. Trata-se se uma relação de emprego: (ele comparece ao escritório de segunda a sexta-feira, onde recebe do gerente administrativo-financeiro instruções sobre as atividades que deve realizar. Suas entradas e saídas, inclusive para o almoço, são marcadas em folha de ponto. Todo mês, ele recebe também um contracheque, indicando a quantia que foi depositada em sua conta-salário).
No segundo caso, onde uma organização contrata os serviços de uma empresa de motoboys para retirar e protocolar documentos de seus clientes, trata-se de uma relação de trabalho: sempre que precisa desses serviços, o gerente administrativo-financeiro entra em contato com a empresa, que envia um motoboy de sua equipe que esteja disponível naquele momento. O motoboy recebe o documento a ser entregue, ou o pedido de retirada de documento, realiza a tarefa, reporta-se ao gerente administrativo-financeiro