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Patologia do Sistema Hepatobiliar e Pâncreas

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 Sistema Hepatobiliar e Pâncreas  
Fígado  
É o maior órgão interno do corpo,  
ocupando a maior parte do  
abdômen cranial.  
Macroscopicamente o fígado é  
dividido em lóbulos que formam  
uma aparência geométrica  
(pentágono ou hexágono) com  
estruturas vasculares (veias centro  
lobular) e na periferia encontra  
tríade portal (veia, ducto biliar,  
artéria e vasos linfáticos) por onde  
chega o sangue e aquilo que  
necessita ser metabolizado vai ser  
encaminhado para a região centro  
lobular (região que mais sofre em  
caso de hipóxia), os hepatófagos  
que estão próximos à região centro  
lobular são mais ricos em citocromo  
P450 (realizam metabolismo das  
drogas ingeridas por esse animal).   
 
Histologia normal do fígado   
De maneira geral os hepatócitos  
que possui formas poligonais, elas  
vão formando um cordão que dá  
origem o parênquima hepático,  
algumas doenças possuem a  
capacidade de destruir esse cordão.   
Macroscopicamente deve possuir a  
cor avermelhado acastanhado,  
podendo variar de acordo com a  
luz, com uma consistência friável  
(aperta o dedo e consegue e rompe  
o parênquima).    
 
Fígado com alteração post-mortem  
vai possuir aspecto acinzentado ou  
esverdeado, podendo ter a  
formação de várias bolhas de gás  
na superfície e ao manipular o  
órgão fácilmente pode  
despedaçá-lo ou “quebrá-lo”.   
Os achados incidentais não  
possuem ligação com autólise e  
putrefação, foram gerados  
enquanto o animal estava vivo com  
pouco significado clínico.   
Classificação morfológica da doença  
hepatobiliar  
- Hepatite aguda: independente do  
agente.   
- Hepatite crônica: quando existe  
um componente inflamatório  
crônico, mediado por macrofágos  
ou é notória a presença de tecido  
conjuntivo fibroso.   
- Colangite: quando restrita a  
vesícula biliar   
- Colângio-hepatite: quando a  
inflamação se expande para o  
tecido hepático adjacente.   
Padrões de degeneração e necrose  
hepatocelular  
- Aleatória: não consegue definir  
uma região específica para essa  
necrose.    
- Zonal: consegue definir uma zona  
específica do lóbulo que está  
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atingido pela necrose. Associada a  
eventos tóxicos e falta de oxigênio.  
 ↪ Necrose zonal centrolobular - ao  
redor da veia centrolobular.   
 ↪ Necrose mediozonal: fica no  
meio do lóbulo  
 ↪ Necrose periportal/periacinar: ao  
redor da tríade.  
- Maciça: todo lóbulo está afetado.   
Resposta do fígado à agressão  
- Regeneração: os hepatócitos  
viáveis dão origem a novos  
hepatócitos.  
- Fibrose: ocorre quando os  
hepatócitos perdem a sua  
capacidade de regeneração,  
formando nódulos de regeneração.  
Podendo levar a cirrose.  
 ↪ Cirrose: fígado fica diminuído  
com aspecto rugoso e opaco.  
 
Doenças do fígado   
Doenças metabólicas  
Possui relação de acúmulo de  
alguma substância (gordura,  
glicogênio ou amiloide) no  
hepatócito.  
↪ Lipidose hepática  
É o acúmulo de gordura no  
hepatócito. Normalmente causada  
pela necessidade energética  
aumentada, sobrecarregando o  
hepatócito.   
 ↪ Toxemia da prenhez  
 ↪ Cetose   
 ↪ Lipidose felina   
Nos achados na microscopia o  
fígado fica pálido a amarelo,  
brilhoso e friável, aspecto untuoso.  
 
Na microscopia observa vacúolos  
dentro do citoplasma do hepatócito  
empurrando o núcleo para periferia.   
↪ Acúmulo de Glicogênio  
Irá acontecer o acúmulo caso ocorra  
um hiperadrenocorticismo -  
glicocorticoide gerado pela  
quantidade excessiva de  
glicocorticóide ou por diabetes  
mellitus por uma hiperglicemia (faz  
com que os hepatócitos pegam a  
glicose para armazenar como  
glicogênio).   
Na macroscopia fígado fica com um  
tom acastanhado e na microscopia  
os vacúolos de glicogênio são pouco  
definidos, podendo dar um aspecto  
rendilhado.  
 
Doenças infecciosas e parasitárias  
Podemos encontrar no fígado  
agentes virais, bacterianos, fungos,  
protozoários, helmintos que podem  
chegar no fígado por via  
hematógena, ascendente (ducto  
biliar ou pancreático) ou extensão  
(trauma penetrantes).  
↪ Hepatite viral  
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É comum observar em hepatites  
virais uma alteração aleatória de  
uma necrose.   
- Hepatite infecciosa canina : doença  
induzido pelo adenovírus canino-1 ,  
sendo mais letal a filhotes  
possuindo como patogenia um  
tropismo pelos hepatócitos e  
células endoteliais (faz com que  
seja uma doença sistêmica,  
podendo ter um curso hiperagudo).  
Sinais clínicos: apatia, vômito,  
diarreia sanguinolenta, icterícia,  
hematúria, convulsão e olho azul  
(uveíte). Na necropsia vamos  
observar que o fígado está mais  
pálido com acentuação do padrão  
lobular, edema de vesícula biliar,  
hemorragias.   
 
Na microscopia irá notar as áreas  
de necrose, núcleo está com  
cariorrexe, presença de corpúsculo  
de inclusão (núcleo empurra a  
cromatina para periferia).   
- Hepatite por herpesvírus :  
relacionado pela infecção por  
herpes e são bastante diversificado  
de acordo com a espécie.   
↪ Hepatite bacteriana e fúngica  
Esses agentes produzem alguns  
padrões morfológicos: hepatite  
necrótica aleatória, abscessos  
(bactérias), granulomas, infartos  
extensivos e necrose massiva.   
- Hepatites necróticas aleatórias :  
possui ligação com salmonelose e  
comunicação do umbigo com o  
fígado, atingindo principalmente  
fetos e neonatos, podendo  
desenvolver nódulo paratifóide.  
Quando essas infecções bacterianas  
formam abscessos (acúmulo de pus,  
envolvendo os neutrófilos), podem  
ter algumas associações: animais  
de produção é comum a formação  
do abscesso como reação  
secundária de acidose.   
 ↪ Fusobacterium necrophorum   
 ↪ Listeria monocytogenes  
 ↪ Arcanobacterium pyogenes   
 ↪ Streptococcus sp. ou  
Staphylococcus sp.   
 ↪ Rhodococcus equi  
 
- Hepatites granulomatosa : o  
potencial de formação de  
granuloma se dá por bactérias  
resistentes ( Mycobacterium -  
Tuberculose) que a resposta imune  
dos neutrófilos não conseguem  
eliminar. Os fungos ( Blastomyces  
spp. e Histoplasma spp ) que  
induzem micose sistêmica também  
são descritos com a inflamação  
crônica atraindo macrofágos.  
 
- Infartos hepáticos :  
hemoglobinúria bacilar causada  
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pela bactéria Clostridium  
haemolyticum , atingindo os  
ruminantes através da ingestão oral  
da bactéria presente no ambiente,  
alojando seus esporos no fígado,  
possuindo