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Patologia do Sistema Respiratório

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O sistema respiratório é dividido em 
três segmentos: o ​sistema condutor 
(cavidade nasal até os brônquios - 
responsável por levar o ar até o 
pulmão), ​sistema transicional 
(brônquios e mudança de epitélio para 
ocorrer a troca gasosa) e ​sistema de 
trocas gasosas​ (alvéolo). 
 ​Sistema condutor​ - revestido por um 
epitélio pseudo estratificado colunar 
que possui vários cílios no topo possui 
também células caliciformes 
produtoras de muco adicionado 
glândulas serosas. O sistema tem essa 
conformação para poder funcionar 
como um filtro.  
 
 ​Sistema transicional​ - existe a 
migração de um epitélio ciliado para 
um não ciliado continuando colunar 
cilíndrico e não possui células 
secretoras.  
 
 ​Sistema de troca gasosa​ - epitélio de 
revestimento do alvéolo é achatado e 
ao seu lado possui um capilar para 
realizar a troca gasosa. Doenças que 
induzem inflamação na região vão 
induzir um espessamento da parede 
alveolar deixando o animal com 
dificuldade na troca gasosa. 
 
Os ​mecanismos de defesa​ são: filtração 
(epitélio ciliado), limpeza mucociliar, 
fagocitose (acontece pelos macrofagos 
que ficam na região alveolar) e 
imunidade inata e adquirida.  
Cavidade nasal  
 ​Anomalias​: ​fenda palatina 
(palatosquise) - falha no fechamento 
da fenda do palato duro, ou seja, vai 
ocorrer uma comunicação entre os 
processos palatinos com o seio nasal 
fazendo com que o animal tenha 
dificuldades para mamar, permitir que 
alimento vá para o trato respiratório e 
como consequência observa uma 
pneumonia aspirativa. 
 
Condrodisplasia​ - alteração da 
cartilagem endocondral propiciando o 
crescimento ósseo. O animal irá 
apresentar membros curtos, alterações 
encefálicas (desenvolvimento 
incompleto do encéfalo), o globo 
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ocular pode ser protuído da órbita, 
focinho achatado. Essas alterações 
possuem associação a um erro 
genético que passa de pais para filhos. 
Os animais dificilmente vão sobreviver.  
Alteração mais grave - tipo bulldog - 
animal nasce com eventração (vísceras 
abdominais para fora do abdômen e 
ainda presas na pele). 
 
 
 ​Rinite atrófica dos suínos​: inflamação 
da cavidade nasal com atrofia, sendo 
uma doença bacteriana (​Bordetella 
bronchiseptica ​- libera fatores/toxinas 
que vão induzir uma dermonecrose das 
conchas nasais - + ​Pasteurella 
multocida​ tipo D e A) que acomete 
suínos em fase de creche e terminação.  
 
Os ​sinais clínicos​ são: conteúdo nasal 
purulento podendo aparecer como 
hemorrágico, deformidade da região 
nasal (tanto abaulamento ou focinho 
torto) e observa a obstrução do ducto 
nasolacrimal e uma secreção escura no 
canto do olho.  
Durante a ​necrópsia​ é necessário fazer 
uma serragem/ um corte transversal 
do focinho entre o primeiro e o 
segundo dente pré molar que fica no 
final da comissura labial permitindo a 
visualização das conchas nasais.  
 
 ​Rinite com corpúsculo de inclusão​: 
causada por um herpesvírus - 
citomegalovírus - acomete suínos na 
fase de creche, apesar dela infectar 
muitos animais e possuir alta 
morbidade ela apresenta baixa 
mortalidade, apresentando ​sinais 
clínicos​ de espirros, secreção nasal e 
lacrimejamento.  
 
Na ​histopatologia​ observa-se 
destruição do epitélio ciliado e 
corpúsculo de inclusão intranuclear, 
podendo abrir portas para bactérias. 
 ​Febre catarral maligna​: doença 
infecciosa de bovinos causada por 
herpesvírus ovino tipo 2 (Brasil), o 
rebanho ovino (no período de parição) 
que transmite o vírus para o bovino e o 
bovino não transmite para outro 
bovino. Observa ​lesões e sinais clínicos 
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relacionados ao sistema nervoso 
central, trato gastrointestinal, nefrite, 
cistite, linfadenopatia, pois os vírus 
possuem tropismo por células 
endoteliais (todos os órgãos possuem 
vasos) produzindo lesões associadas à 
necrose vascular (estomatites 
ulcerativas sendo perceptíveis na 
cavidade nasal se estendendo a região 
de laringe e traquéia) com exsudato 
fibrinoso. 
 
O gânglio de gasser estrutura fixa ao 
assoalho do crânio sendo composto 
por prolongamentos do trigêmeo, 
hipófise e rete mirabile (rede de vasos) 
por isso possui grande importância na 
FCM.   
 
O vírus causa a necrose fibrinóide da 
parede dos vasos acompanhada de 
reação inflamatória secundária a isso 
observa a deposição de fibrina. 
 
 ​Rinotraqueíte infecciosa dos bovinos 
(IBR)​: é um herpesvírus bovino tipo 1 
apresentando ​clinicamente​ abortos, 
vulvovaginite, balanopostite, encefalite 
(bezerros - pouco comum) e sinais 
respiratórios. A doença vai ocorrer 
principalmente em bovinos jovens 
confinados por conta da proximidade 
que os animais têm por um período 
curto de tempo. A partir do momento 
que o herpesvírus entra em contato 
com a cavidade nasal faz com que 
comece um processo inflamatório da 
mesma fazendo com que ocorra uma 
hiperemia do plano nasal (red nose). 
 
Toda inflamação da cavidade nasal se 
estende pelos seios nasais, faringe e 
traqueia fazendo uma destruição do 
epitélio ciliar respiratório induzindo 
aberturas para bactérias (mais comum 
Pasteurella multocida​), com isso 
observa a deposição de um material 
fibrinoso oriundo da necrose 
classificando a infecção pelo 
herpesvírus tipo 1 como rinite e 
traqueíte fibras necróticas. 
 
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 ​Complexo respiratório felino​: animais 
jovens ou imunodeprimidos podem se 
infectar com herpesvírus felino tipo 1, 
calicivírus felino e ​Chlamydophila felis​, 
induzindo uma rinite catarral a 
mucapurulenta (reação inflamatória 
com destruição do epitélio ciliado 
induzindo um exsudato catarral 
purulento quando possui a presença 
da bactéria -​Chlamydophila felis​-), 
conjuntivite e estomatite. Os ​sinais 
clínicos​ secreção ao redor do globo 
ocular, exsudato mucoso a seroso na 
cavidade nasal. 
 
 ​Cryptococcus neoformans​: 
rinite/sinusite granulomatosa micótica 
causada por um fungo chamado 
Cryptococcus neoformans var. 
neoformans​ que não possui alta taxa 
de transmissão (eliminado por fezes de 
pombos) porém os animais 
imunodeprimidos (animais domésticos 
e silvestres e seres humanos) 
infectados apresentam doença grave. 
Podendo gerar lesões de pele com 
ulceração da pele com o fungo 
necrosando todos os tecidos ao redor. 
 
Lesões dentro da cavidade nasal, 
facilitando a entrada para o sistema 
nervoso central.  
 
Diagnóstico​ é realizado pela citologia, 
encosta a lâmina na ferida e a cora 
depois observar microscopicamente as 
leveduras que possui um alo clara em 
sua volta rico em polissacarídeos 
fazendo com que macroscopicamente a 
ferida tenha aspecto 
gelatinoso/brilhoso. No pulmão essas 
leveduras costumam formar nódulos 
únicos com a cápsula gelatinosa.  
Na ​histologia​ é notório a reação 
inflamatória e as leveduras.  
 
Caso que ocorre no seio nasal com 
obstrução da cavidade.  
 
 ​Conidiobolomicose em ovinos​: 
ocasionado pelo fungo ​Conidiobolus 
spp. encontrado em regiões de áreas 
alagadas. A infecção possui duas 
formas: rinofacial (cavidade nasal e 
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região da pele ao redor do nariz) e 
nasofaríngea (trato respiratório mais 
baixo), durante a época das chuvas 
encontrar mais animais manifestando 
a doença. Os sinais clínicos são 
dispnéia, secreção serossanguinolenta, 
aumento do volume nasal no plano 
dorsal causado pela inflamação.  
 
Na forma nasofaríngea vai apresentar 
secreção nasal, dispneia e protusão 
ocular.  
 
O ​diagnóstico​ é realizado através de 
um corte sagital do crânio (parte o 
crânio ao meio) observando na porção 
nasal mais posterior na faringe massas 
granulosas, úmidas e amareladas.  
 
Quando as lesões são da parte mais 
posterior permitindo que o fungo 
invada uma porção do frontal do 
encéfalo induzindo inflamação.  
 
O principal diagnóstico diferencial que 
se deve levar em consideração é a 
pitiose facial​ (​Pythium insidiosum​) que 
é um agente etiológico semelhante ao 
Conidiobolus​ spp. porém