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FPM - Reumato 9 - Osteoporose

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de prótons).
· É uma reação rara na população geral, mais comum em pacientes que usam bifosfonatos orais a longo prazo. O risco de fratura de fêmur atípica é muito menor do que fratura de quadril se ele não tratar.
· Nesses casos na biópsia óssea encontra-se baixo turnover, ausência de dupla marcação com tetraciclina, ausência de osteoclastos.
· Na fratura de fêmur atípica o tratamento é parar o bifosfonato, adequar cálcio e vitamina D, teriparatida (hormônio recombinante que irá estimular a recombinação óssea), fixação intramedular profilática.
Outro efeito colateral muito temido é a osteonecrose de mandíbula – área de osso exposta na região maxilofacial, características:
· Evolui sem cicatrização, período de 8 semanas ou mais
· Sintomática ou assintomática
· Uso de bifosfonato EV ou denosumabe
· Evitar manipulação dentária
· É muito raro
Outros sintomas colaterais diversos dos bifosfonatos:
· Sintomas gripais (principalmente os EV): febre, mialgia, artralgia, náuseas; geralmente orienta-se o uso de paracetamol.
Outras medicações anti-reabsortivas:
· Raloxifeno: dose de 60 mg/dia via oral; reduz risco de fraturas vertebrais; como efeitos colaterais: fogacho, náusea, câimbras, tromboembolismo e previne câncer de mama; indicado para prevenção e tratamento
· Estrógeno (conjugado equino): dose de 0,3-1,25 mg/dia via oral; reduz risco de fratura vertebral, não vertebral, de quadril (0,625 mg); como efeitos colaterais: câncer de mama, doença cardiovascular, tromboembolismo e melhora dos sintomas do climatério; usado na prevenção.
· Calcitonina: dose de 100-200 U subcutâneo ou nasal; reduz risco de fratura vertebral; como efeitos colaterais: congestão nasal, náusea e melhora dor; usado no tratamento.
Fármacos pró-formadores:
· Teriparatina (PTH 1-34): dose de 20 U/dia subcutâneo; reduz risco de fratura vertebral e não-vertebral; como efeitos colaterais tem a hipercalcemia, náusea e câimbras; indicado para tratamento de pacientes com osteoporose grave (T-score < -3), múltiplas fraturas vertebrais, resposta inadequada com bifosfonatos, OPIG grave e fratura atípica.
· Ranelato de Estrâncio: saiu do mercado em janeiro, por ter aumentado o risco de infarto; era uma boa opção para pacientes com artrose/osteoartrite de joelho.
A duração da terapia:
· Terapia hormonal: usar menor tempo possível, para obter menor efeito colateral
· Raloxifeno: dados de eficácia de tratamento – 5 anos
· Bifosfonatos (5-10 anos): questionamento – supressão excessiva do turnover ósseo; antigamente usava-se por dez anos e fazia-se uma pausa e depois de um tempo recomeçava-se o tratamento, porque o uso de bifosfonato a longo prazo deixa o osso estagnado, a pausa seria para o osso “respirar”. Atualmente, para os bifosfonatos EV, recomenda-se a administração por 3 anos consecutivos e então faz-se uma reavaliação; caso tenha um risco de fratura alto continua-se com o fármaco; se o risco de fratura estiver reduzido faz-se uma pausa do remédio e depois d 2 anos reavalia-se novamente. Quando o bifosfonato utilizado é o via oral, seu uso é feito por 5 anos consecutivos e reavalia-se o paciente, interrompe o uso do fármaco por 2 anos e reavalia-se, se o risco de fratura for muito alto não interrompe o tratamento.
· Denosumabe: 5 anos (8 anos).
· Teraparatida: 18 a 24 meses, após esse período inicio com o bifosfonato.
Seguimento
Anualmente acompanha-se os fatores de risco (fratura, quedas); a parte laboratorial do metabolismo ósseo –cálcio, fosfato, vitaminaD, PTH, Falc- e calciúria se hipercalciúria; mede-se altura; densitometria (se estável/osteopenia- sem mudança na medicação- a cada dois anos) ; raio-x de coluna torácica e lomba e raio-x de quadril (principalmente nos pacientes com queixa).