A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
16 pág.
APS 2021-3 Transmissão do SARS-CoV-2

Pré-visualização | Página 2 de 3

outro indivíduo. Outra maneira de transmissão é quando estes vírus 
eliminados se depositam em superfícies e levando as mãos aos olhos, nariz, 
boca, pode haver inoculação do vírus. 
Dados sugerem que a transmissão pode ocorrer mesmo sem o aparecimento 
de sinais e sintomas. Por conta disso, é necessário se atentar a determinados locais 
que aumentam as chances de transmissão do vírus e sempre incluir os cuidados 
diários. 
3. POSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO DO SARS-COV-2 POR UMA PESSOA 
INFECTADA E ASSINTOMÁTICA E SUAS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS 
De acordo com estudos feitos em alguns países até o presente momento, existe 
uma possibilidade do indivíduo assintomático transmitir o Sars-Cov-2, porém essa 
possibilidade é baixa comparada com um indivíduo sintomático. Os primeiros dados 
que surgiram na China foram que pessoas sem sintomas poderiam infectar outras 
pessoas, porem a extensão da infecção assintomática ainda é desconhecida. 
A proporção de pessoas assintomáticas varia provavelmente por conta da idade 
devido ao crescimento da prevalência de doenças de base em pessoas mais velhas. 
Estudos realizados nos Estados Unidos e na China relataram que muitos casos eram 
assintomáticos, com base na ausência de sintomas no momento do teste; contudo, 
75% a 100% dessas pessoas desenvolveram sintomas mais tarde. Uma revisão 
sistemática recente estimou que a proporção de casos verdadeiramente 
assintomáticos varia de 6% a 41%, com uma estimativa conjunta de 16%. 
Outro estudo recente realizado na China, que definiu de forma clara e 
apropriada o que seriam infecções assintomáticas, sugere que a proporção de 
pessoas infectadas que nunca desenvolveram sintomas foi de 23%. Diversos estudos 
mostraram que as pessoas transmitem o vírus antes de ficarem doentes, o que é 
sustentado pelos dados sobre excreção viral disponíveis. 
Quatro estudos de Brunei, de Guanzhou, na China, de Taiwan e da República 
da Coreia constataram que entre 0% e 2,2% das pessoas com infecção assintomática 
infectaram outras pessoas, comparado a 0,8% a 15,4% das pessoas com sintomas. 
A consequência seria que o indivíduo estaria contaminando outras pessoas 
sem ter o devido conhecimento (pois a ausência de sintomas não levaria o sujeito 
chegar ao diagnóstico), por isso eles alertam e reforçam a importância de se ficar em 
casa (quarentena), evitando contaminação própria e transmissão de um doente para 
um saudável. 
 
4. ORIENTAÇÕES DIVULGADAS PELA OMS EM SEUS CANAIS DE 
COMUNICAÇÃO A RESPEITO DE EPIs E EPIs CONSIDERADOS 
ESSENCIAIS PARA UMA CONVIÊNCIA SEGURA EM UM AMBIENTE 
COMUNITÁRIO COMO UMA ESCOLA, POR EXEMPLO. 
Os canais de comunicação orientam as seguintes formas para se utilizar os 
EPIs corretamente, a máscara deve cobrir nariz, boca e queixo, o indivíduo deve 
observar se as laterais estão bem ajustadas no rosto e nunca posiciona-la no pescoço. 
E é valido fazer o teste de posicionamento para conferir se o uso está correto: inspire 
e expire para checar se há escape de ar. 
Alguns tipos de máscaras (N95, PFF2 ou equivalente) podem ser reutilizadas 
desde que estejam limpas, secas e íntegras. No caso de reúso, acondicione-a em 
saco ou envelope e deixe os elásticos para fora para facilitar a retirada. Máscaras de 
pano devem ter tiras ou elásticos para amarrar em cima das orelhas e abaixo da nuca. 
Para ser eficiente, a máscara caseira precisa ter, pelo menos, duas camadas 
de pano. Os tecidos devem ser de algodão ou tricoline, podendo ser usada pela 
população em geral e é recomendada como uma forma de barreira mecânica. 
Utilizadas por cerca de duas horas, elas devem ser trocadas por outra máscara limpa, 
retirando-a pelo elástico e higienizando adequadamente com água sanitária a 
deixando de molho por cerca de 10 minutos após cada uso. 
O face shield tem que ser posicionado de baixo para cima e o amarre 
deve ser feito na altura da testa. Para a retirada do protetor facial, segure 
pelas hastes e logo depois separe-o para higienização (sua limpeza e 
desinfecção deve ser feita de acordo com as instruções do fabricante). 
As luvas tem que se ajustar ao tamanho das mãos e recobrir as mangas. Após vestilas, 
evite colocar as mãos na face, tocar em outros EPIs e sempre limite as superfícies em 
que toca. Se ocorrer o rasgo, retire-as, higienize as mãos e coloque outro par. 
Podemos citar também o álcool em gel 70%, para a higienização das mãos. 
No caso da volta às aulas, além de utilizar os equipamentos de proteção 
individual corretamente, é necessário evitar todas as atividades que gerem 
aglomerações, com a sugestão de fazer escalas para que os alunos entrem em 
horários diferentes, reduzir a quantidade de alunos, para aumentar espaçamento entre 
um aluno e outro e realizar treinamento de todos os funcionários (administrativos, 
professores, pessoal de limpeza) para a implementação de práticas de higiene e 
distanciamento físico para que não ocorra a contaminação. 
Monitorar a saúde de funcionários e alunos, fornecendo orientações claras 
sobre como proceder em caso de alguém apresentar alguns dos sintomas listados em 
relação a quem é contaminado pelo vírus, criando espaço para a separação 
temporária de pessoas, sem criar qualquer tipo de estigma. Fornecer orientações 
claras de quem não deve ir a instituição de ensino, entre alunos e grupos de risco. 
Dar ênfase à lavagem das mãos e à etiqueta respiratória (cobrir a boca e o nariz 
ao espirrar ou tossir) e evitar toca-los. 
Higienizar diariamente a unidade educacional com água sanitária diluída (1 
colher de sopa por litro de água), antes da chegada das pessoas envolvidas nas 
atividades presenciais. Disponibilizar álcool gel 70% em todos os espaços, 
especialmente nas salas de aula. Orientar que todos higienizem as mãos ao chegar à 
escola e promover demarcação de espaços físicos, de forma a aprimorar o 
distanciamento social. 
Além de utilizar essas medidas nesta ocasião, é importante relembrar que elas 
também são cabíveis a outros estabelecimentos, como salões de beleza, 
supermercados, clínicas médicas e estéticas, estabelecimentos comerciais e culturais 
e academias. 
 
REFERÊNCIAS 
 
AFP. Gotículas, contato e possivelmente o ar transmitem o coronavírus. Correio do 
Povo. Disponível em: 
<https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/got%C3%ADculascontato
-e-possivelmente-o-ar-transmitem-o-coronav%C3%ADrus-1.449510>. Acesso em: 
18/04/2021. 
 
CAMILO ROCHA. O baixo risco de transmissão da covid-19 por superfícies. Nexo 
Jornal. Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/expresso/2021/04/09/O-
baixorisco-de-transmiss%C3%A3o-da-covid-19-por-superf%C3%ADcies>. Acesso 
em: 
15/04/2021. 
 
CDC. Coronavirus Disease 2019 (COVID-19). Centers for Disease Control and 
Prevention. Disponível em: 
<https://www.cdc.gov/coronavirus/2019ncov/more/science-and-research/surface-
transmission.html#ref9>. Acesso em: 
15/04/2021. 
 
Coronavírus. Butantan.gov.br. Disponível em: 
<https://coronavirus.butantan.gov.br/index.php>. Acesso em: 18/04/2021. 
 
Coronavírus: o que você precisa saber e como prevenir o contágio. Coronavírus. 
Disponível em: <https://coronavirus.saude.gov.br/>. Acesso em: 18/04/2021. 
 
DUARTE, Rafael. Coronavírus: como é a transmissão do SARS-CoV-2 por aerossol e 
fômites? - PEBMED. PEBMED. Disponível em: 
<https://pebmed.com.br/coronaviruscomo-e-a-transmissao-do-sars-cov-2-por-
aerossol-e-fomites/>. Acesso em: 
15/04/2021. 
 
KLASSMANN, Bruna. OMS divulga recomendações para prevenir o coronavírus no 
ambiente de trabalho - Revista Proteção. Revista Proteção. Disponível em: 
<https://protecao.com.br/geral/oms-divulga-recomendacoes-para-prevenir-
ocoronavirus-no-ambiente-de-trabalho/>. Acesso em: 18/04/2021. 
 
TADEU, Ricardo. Assintomáticos e covid-19: existem infectados sem 
sintomas? Mg.gov.br. Disponível em: 
<https://coronavirus.saude.mg.gov.br/blog/50assintomaticos-e-covid-19>.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.