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Teorias da origem da vida. Abiogênese e Biogênese.

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INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS – IFAL 
CAMPUS MÁCEIO – COORDENADORIA DE ELETRÔNICA 
 
 
 
 
 
 
MYRELLA DOS SANTOS PINHEIRO 
 
 
 
 
 
TEORIAS DA ORIGEM DA VIDA 
Abiogênese e Biogênese 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MACEIÓ-AL 
 
2021 
 
 
 
 
 
 
MYRELLA DOS SANTOS PINHEIRO 
 
 
 
 
 
 
 TEORIAS DA ORIGEM DA VIDA 
Abiogênese e Biogênese 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MACEIÓ-AL 
 
2021 
 
Pesquisa concluída a disciplina de Biologia do 
Curso Técnico Integrado em Eletrônica, do 
Instituto Federal de Alagoas – IFAL, com o 
intuito parcial a avalição. 
Professor: Emanuel Messias 
 
 
 
 
 
Sumário 
1. PANSPERMIA CÓSMICA .............................................................................. 4 
2. EXPERIMENTO DE REDI .............................................................................. 5 
3. EXPERIMENTO DE LOUIS PASTEUR ......................................................... 6 
4. EXPERIMENTO DE NEEDHAM .................................................................... 7 
5. EXPERIMENTO DE SPALLANZANI.............................................................. 8 
6. EXPERIMENTO DE MILLER-UREY .............................................................. 9 
7. REFERÊNCIAS ............................................................................................ 10 
 
 
 
1. PANSPERMIA CÓSMICA 
A panspermia é uma teoria que busca explicar a origem da vida. 
Acredita-se que essa hipótese tenha sido proposta inicialmente no século V a.C., 
na Grécia, por Anaxágoras. Segundo ela, os seres vivos se originaram em outros 
planetas ou corpos celestes; que se procriaram por meteoritos e poeira cósmica 
até a Terra. 
A teoria foi novamente posta em discussão por volta de 1879 pelos 
trabalhos de Hermann von Helmholtz e William Thomson, que afirmava a 
possibilidade de meteoros servirem de meio de transporte para as formas de 
vidas encontradas no espaço. Svante Arrhenius também contribuiu muito para a 
teoria. Ele sugeriu que os esporos poderiam ser transportados no espaço pela 
pressão da radiação emitida por estrelas. 
Fred Hoyle, ao estudar as galáxias, verificou que seria possível que 
bactérias viajassem pelo universo. Ele observou que na poeira espacial havia 
compostos de carbono e água, sendo que esta refletia determinado espectro de 
luz, que era coincidentemente o mesmo que as bactérias refletiam. 
Diversos trabalhos continuaram tentando confirmar a teoria da 
Panspermia. Dentre eles, o de Orguiel, os de Murchison e de Allend, que 
verificaram aminoácidos em porões de meteoritos. Esses aminoácidos poderiam 
ter sido trazidos à Terra e terem se tornado componentes dos oceanos primitivos 
após sua liberação. Acredita-se que esses meteoros chocavam-se com a água 
e liberavam aminoácidos no processo de hidrólise. 
Não se sabe, no entanto, se a quantidade de aminoácidos vinda de 
fora da Terra teria sido suficiente para possibilitar a origem da vida, e, por isso, 
a proposta da panspermia não traz todas as respostas. 
 
Ilustração: 
https://koutroularis.files.wordpress.com/2018/11/549b284d-a50b-4e71-a623-df723b52e15a.jpeg?w=616 
2. EXPERIMENTO DE REDI 
Francesco Redi, biólogo italiano, foi um dos estudiosos que se 
dedicaram a provar que a abiogênese estava errada. Ele realizou um 
experimento relativamente simples que colaborou para a compreensão de que 
um ser vivo não pode surgir a partir de matéria sem vida. Redi usou três frascos 
para reproduzir esse experimento: 
1.No primeiro, ele colocou um pedaço de carne e deixou o frasco 
aberto. Não demorou muito para aparecer larvas que se transformaram em 
insetos. 
2. No segundo, ele colocou outro pedaço de carne e fechou bem com 
a tampa de vidro. Não surgiram nem larvas, nem houve formação de novos 
insetos. 
3. No terceiro frasco, ele colocou um pedaço de carne e cobriu com 
uma gaze muito fina. Pousaram muitos insetos na gaze atraídos pelo cheiro da 
carne, como não conseguiram entrar, eles botaram os ovos na gaze. Logo depois 
surgiram larvas que tentaram penetrar a gaze. 
Com esse experimento, Redi conseguiu provar que só se formariam 
novas larvas e insetos se houvesse o depósito de ovos por insetos adultos. 
Portanto, a vida só surge de uma vida pré-existente. Confirmando então a teoria 
da biogênese. 
 
Ilustração: 
 
teoria+de+Redi.png (1354×632) (bp.blogspot.com) 
 
 
https://4.bp.blogspot.com/-aoUuAqSVRng/T1F9RIBY36I/AAAAAAAAAB4/qbiPDE8evEU/s1600/teoria+de+Redi.png
3. EXPERIMENTO DE LOUIS PASTEUR 
Louis Pasteur em 1861, através de um experimento conseguiu 
demonstrar a impossibilidade da geração espontânea de uma vida. 
No experimento, foi utilizado quatro frascos com formato diferenciado, 
os de pescoço de cisne. O caldo foi fervido até chegar em uma temperatura 
estéril (sem a possibilidade de existência de microrganismos) e saísse vapor dos 
gargalos. Os frascos ferviam, mas mantinham o contato com o ar. 
Pasteur deixou o caldo em repouso durante alguns dias. Ele notou 
que mesmo passado dias, não havia microrganismos no caldo. Isso se deve ao 
fato de que a 
água que evaporou do líquido ficou retida nas paredes do gargalo 
criando uma espécie de filtro de ar com as gotículas que surgiram no 
resfriamento. Os microrganismos não podiam entrar em contato com o caldo, 
pois ficavam pelo caminho, nesse filtro de ar. 
Para finalizar seu experimento, Pasteur quebrou o gargalo, expondo 
o caldo inerte aos microrganismos suspensos no ar, favorecendo condições 
adequadas para a proliferação de germes. 
O experimento demonstrou que o surgimento de microrganismos em 
caldo nutritivos se dá pela contaminação por germes provenientes do ambiente 
externo, e não por geração espontânea. 
 
Ilustração: 
 
https://blog.cmog.org/wp-content/uploads/2016/07/1_6.png 
 
 
4. EXPERIMENTO DE NEEDHAM 
Em 1745 o religioso John Needham elaborou um experimento que 
poderia comprovar as ideias da geração espontânea. Ele pegou vários caldos 
nutritivos, como extrato de carne, sucos de frutas e colocou em tubos de ensaios 
e aqueceu durante um tempo, em seguida estes tubos foram selados. Ao 
aquecer, o cientista queria matar os microrganismos presentes no caldo. 
Porém passados alguns dias Needham examinou os tubos através do 
microscópio e percebeu que as soluções apresentavam-se turvas e cheios de 
microrganismos. Isso aconteceu porque somente o aquecimento não foi o 
suficiente para matar os microrganismos e, como não sabia disso, a abiogênese 
foi erroneamente confirmada como teoria que explicava a origem da vida. 
 
Ilustração: 
 
 
https://s3.amazonaws.com/s3.timetoast.com/public/uploads/photos/6066155/needham.2.jpg?1477223026 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. EXPERIMENTO DE SPALLANZANI 
O Italiano Lazzaro Spallanzani repetiu os experimentos de Needham 
com algumas modificações e obteve resultados diferentes. Ele preparou oito 
frascos com caldos nutritivos previamente fervidos e destruiu os microrganismos 
ali presentes. Manteve alguns frascos fechados, e outros abertos. Além disso, 
os frascos foram fervidos durante um longo tempo. Após alguns dias, 
microrganismos haviam surgido nos frascos arrolhados com cortiça, mas não 
nos frascos cujos gargalo tinham sido totalmente fechados. Spallanzani concluiu 
que a vedação ou o tempo curto de fervura utilizados por Needham, ou ambos, 
haviam sido incapazes de impedir a contaminação do caldo. 
 
Ilustração: 
 
https://i.ytimg.com/vi/b2oEQmnY_gY/maxresdefault.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. EXPERIMENTO DE MILLER-UREY 
Em 1953, por meio de um balão de vidro, o químico Miller-Urey 
simulou as condições da terra primitiva. 
Nesse simulador, formado por tubos e balões de vidro interligados, 
Miller colocou uma mistura de metano (CH4), Amônia (NH3), hidrogênio (H2) e 
vapor d'água (H2O), gases que, se supunha na época, constituíam a atmosfera