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Resumo Imunologia - parte 9

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IMUNOLOGIA (Abbas – capítulo 16) Gabriela Chioli Boer – T9 
IMUNOLOGIA – IMUNIDADE AOS 
MICRORGANISMOS 
VISÃO GERAL DAS RESPOSTAS IMUNES AOS 
MICRORGANISMOS 
Os principais eventos que ocorrem durante a invasão 
dos tecidos por patógenos são: 
I. Entrada do microrganismo 
II. Invasão e colonização dos tecidos do 
hospedeiro 
III. Evasão de imunidade do hospedeiro 
IV. Lesão tecidual ou dano funcional 
Microrganismos produzem doença diretamente através 
da morte de células d hospedeiro ou liberando toxinas 
que podem causar dano tecidual e distúrbios funcionais 
nas células vizinhas de tecidos distantes que não estão 
infectadas; também causam doenças indiretamente por 
estimulação da resposta imunológica que prejudica 
tanto os tecidos infectados quanto os normais 
A defesa é mediada pelos mecanismos efetores da 
imunidade inata (defesa inicial) e adaptativa (resposta 
mais forte e sustentada, com células efetoras e 
anticorpos para eliminar o microrganismo e células de 
memória que protegem contra infecções posteriores) 
Há organismos que evoluíram para serem resistentes à 
imunidade inata 
Diferentes microrganismos requerem diferentes formas 
de eliminação 
A sobrevivência e patogenicidade dos microrganismos 
em um hospedeiro são criticamente influenciadas pela 
capacidade dos microrganismos para evadir-se ou 
resistir aos mecanismos efetores da imunidade 
Muitos microrganismos estabelecem infecções latentes 
ou persistentes, nas quais a resposta imune controla, 
mas não elimina o microrganismo e o microrganismo 
sobrevive sem propagar a infecção. 
Em muitas infecções, as lesões teciduais e doenças 
podem ser causadas pela resposta do hospedeiro ao 
microrganismo mais do que pelo próprio 
microrganismo 
Defeitos hereditários e adquiridos na imunidade inata e 
adaptativa são importantes causas de susceptibilidade 
a infecções (ex AIDS) 
 
IMUNIDADE A BACTÉRIAS 
EXTRACELULARES 
IMUNIDADE INATA A BACTÉRIAS 
EXTRACELULARES 
Sistema complemento: 
Ativação pela via alternativa (LPS nas bactérias gram - 
/ peptideoglicanos nas bactérias gram +) e ativação pela 
via da lectina (manose) → aumento da opsonização e 
fagocitose dessas bactérias, formação de MAC (que 
causa lise, principalmente em Neisseria – meningite), e 
os subprodutos do complemento estimulam respostas 
inflamatórias (recrutamento e ativação de leucócitos) 
Atividade de fagócitos e inflamação: 
Fagócitos usam receptores de superfície (de manose, 
scavenger) para reconhecer bactérias extracelulares, e 
receptores Fc e de complemento para reconhecer 
bactérias opsonizadas e proteínas do complemento. 
Produtos microbianos ativam receptores do tipo Toll 
(TLRs) e diversos sensores presentes em fagócitos e 
outras células. Esses receptores atuam promovendo 
fagocitose e estimulando atividades microbicidas dos 
fagócitos 
Além disso, DCs e fagócitos ativados secretam citocinas 
que induzem infiltração de leucócitos em sítios de 
infecção (inflamação). Esses leucócitos recrutados 
ingerem e destroem bactérias (killing) 
 
IMUNIDADE ADAPTATIVA A BACTÉRIAS 
EXTRACELULARES 
Produção de anticorpos (imunidade humoral): 
Tanto para microrganismos quanto para toxinas; 
realizam neutralização das toxinas, ativação do 
complemento (pela via clássica) e opsonização para 
fagocitose 
A imunidade humoral é a principal defesa contra 
bactérias encapsuladas em polissacarídeo! 
 
Células TCD4+: 
Produtoras de IFN-γ, que estimula função dos fagócitos 
(aumenta a secreção de citocinas inflamatórias e IL-12; 
aumenta a produção de EROs, NO, enzimas 
lisossomais; aumenta a expressão dos coestimuladores 
e MHC) 
As respostas Th17 recrutam neutrófilos e monócitos, 
promovendo inflamação local 
 
Neutralização → IgM, IgG, IgA 
Opsonização → IgG 
Ativação do complemento → IgM e IgG 
 
IMUNOLOGIA (Abbas – capítulo 16) Gabriela Chioli Boer – T9 
EFEITOS LESIVOS DAS RESPOSTAS IMUNES 
A BACTÉRIAS EXTRACELULARES 
Inflamação pode causar danos ao tecido do hospedeiro. 
Ela geralmente é autolimitada e controlada 
Sepse é uma consequência patológica de infecção grave 
causada por bactérias (gram – e +) e fungos, em que 
microrganismos viáveis ou produtos microbianos estão 
presentes no sangue, causando distúrbios sistêmicos de 
perfusão tecidual, coagulação, metabolismo e função 
orgânica. Ela leva à produção de TNF, IL-1, IL-6, IL-12, 
IFN-γ 
A fase inicial da sepse é causada pela tempestade de 
citocinas liberadas pelos macrófagos ativados pelo PLS 
e peptideoglicanos 
A fase final é o choque séptico, que geralmente lava a 
óbito 
 
SUPERANTÍGENOS 
Toxinas bacterianas que estimulam todas as células T 
que expressam membros de uma família particular de 
genes do receptor TCR 
Sua importância reside em sua habilidade de ativar 
muitas células T, com subsequente produção de 
grandes quantidades de citocinas que também podem 
causar síndrome inflamatória sistêmica 
IMUNOEVASÃO POR BACTÉRIAS 
EXTRACELULARES 
Bactérias com capsulas ricas em polissacarídeos 
resistem a fagocitose, portanto são mais virulentas. 
Capsulas de muitas bactérias gram + e – contêm 
resíduos de ácido siálico, que inibem a ativação do 
complemento pela via alternativa 
Variação de antígenos de superfície, como na pili 
(estruturas responsáveis pela adesão bacteriana às 
células do hospedeiro), ajudando na evasão das 
bactérias ao ataque por anticorpos específicos para 
pilina 
IMUNIDADE A BACTÉRIAS 
INTRACELULARES 
Bactérias intracelulares sobrevivem e se replicam 
dentro dos fagócitos 
IMUNIDADE INATA A BACTÉRIAS 
INTRACELULATES 
Mediada principalmente por fagócitos e células NK. 
Interações entre eles são mediadas por citocinas (IL-12 
e IFN-γ 
Reconhecem as bactérias por meio de receptores Toll e 
NLR 
O DNA bacteriano no citosol estimula as respostas IFN-
I através da via STING 
 
IMUNIDADE ADAPTATIVA A BACTÉRIAS 
INTRACELULARES 
Recrutamento e ativação de fagócitos mediados pela 
célula T (imunidade celular) 
IMUNOLOGIA (Abbas – capítulo 16) Gabriela Chioli Boer – T9 
Células TCD4+ se diferenciam em Th1, sob influência 
de IL-12. Essas células são responsáveis pela produção 
de IFN-γ e coestimulação CD40 → estimular funções 
dos fagócitos e das CTLs, resultando no killing de 
microrganismos ingeridos que sobrevivem dentro dos 
fagolisossomos dos fagócitos e destruição de células 
infectadas 
Se os antígenos atingirem o citosol e forem 
apresentados via MHC I, as células TCD8+ atuam 
realizando morte de células infectadas 
A ativação dos macrófagos, que ocorre em resposta aos 
microrganismos intracelulares, é capaz de causar lesão 
tecidual, resultado de reações de hipersensibilidade 
tardia (DTH) aos antígenos de proteína microbiana. 
Devido a essas bactérias resistirem à destruição dentro 
dos fagócitos, causando estimulação antigênica crônica 
e ativação das células T e de macrófagos, o que pode 
resultar na formação de granulomas em torno dos 
microrganismos (inflamação granulomatosa) 
Esse tipo de reação pode servir para localizar e impedir 
a propagação dos microrganismos, mas está também 
associada ao comprometimento funcional grave 
causado pela necrose do tecido e fibrose 
 
IMUNOEVASÃO POR BACTÉRIAS 
INTRACELULARES 
Inibição da formação do fagolisossomos, inativação de 
ERRO e NO, ruptura da membrana do fagolisossomos 
tendo escape para o citosol (evasão do fagolisossomo) 
 
IMUNIDADE AOS FUNGOS 
Infecção fúngica = micose 
Fungos são oportunistas, principalmente em 
indivíduos imunodeficientes 
 
IMUNIDADE INATA E ADAPTATIVA AOS 
FUNGOS 
Os principais mediadores da imunidade inata são os 
neutrófilos, macrófagos e ILCs. Macrófagos e DCs 
percebem os organismos fúngicos através dos TLRs e 
receptores do tipo lectina (dectinas) que reconhecem β-
glucanas na superfície dos fungos; essas células liberam 
citocinas que recrutam e ativam neutrófilos diretamente 
ou via ativação de ILCs residentes teciduais