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Resumo Imunologia - parte 13

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extracelular. A 
IMUNOLOGIA (Abbas – capítulo 19) Gabriela Chioli Boer – T9 
doença é sistêmica, pois há DNA em todo o corpo e 
geração de corpos apoptóticos em todo o corpo. 
Os complexos formados com o DNA são depositados 
em vasos, glomérulos e articulações. O DNA também 
pode ser reconhecido por receptores de reconhecimento 
de padrões, induzindo a secreção de IFN-I (como se 
fosse DNA viral). Esse intérferon também pode atuar 
aumentando a diferenciação de Th1 e, com isso, geração 
de IgG específicos a DNA 
Além do componente genético, há o fator ambiental, 
como a radiação UV que promove apoptose das células 
e remoção defeituosa de corpos apoptóticos, 
concentrando antígenos nucleares no meio extracelular. 
Assim, há secreção de IgG (através de IFN-I) que 
opsoniza esses antígenos, além da secreção de 
intérferon e formar imunocomplexos. 
Doença do soro: soros antiofídicos estimulam nosso 
organismo a produzir anticorpos contra os anticorpos 
injetados, o que forma imunocomplexos. 
À medida que mais complexos mais complexos 
antígeno-anticorpo são formados, alguns deles são 
depositados em leitos vasculares. Nesses tecidos, os 
complexos induzem inflamação rica em neutrófilos pela 
ativação da via clássica do complemento e pelo 
acoplamento a receptores de Fc em leucócitos. Como os 
complexos são frequentemente depositados em 
pequenas artérias, glomérulos renais e sinovial das 
articulações, as manifestações clínicas e patológicas 
mais comuns são vasculite, nefrite e artrite. Os sintomas 
clínicos geralmente são de curta duração, e as lesões se 
curam a menos que o antígeno seja novamente injetado. 
Esse tipo de doença é um exemplo de doença do soro 
aguda. Uma doença mais indolente e mais prolongada, 
denominada doença do soro crônica, é produzida por 
meio de múltiplas injeções de antígeno, o que leva à 
formação de complexos menores que são depositados, 
na maioria das vezes, nos rins, artérias e nos pulmões. 
Poliarterite nodosa: anticorpos do hospedeiro formam 
imunocomplexos com o vírus da hepatite B, gerando 
imunocomplexos que se depositam em pequenos vasos 
e causam vasculite 
Glomerulonefrite pós estreptococos: ocasionada pela 
formação de imunocomplexos com proteínas da 
membrana da bactéria, sendo que esses 
imunocomplexos podem se depositar na membrana 
basal dos glomérulos. Além disso, por reação cruzada 
os anticorpos podem se ligar a proteínas da membrana 
basal dos glomérulos, causando inflamação no local. 
Após a infecção anticorpos se depositam na membrana 
dos glomérulos 
 
REAÇOES DE HIPERSENSIBILIDADE TIPO IV 
CÉLULAS ENVOLVIDAS 
Os linfócitos T danificam os tecidos pelo 
desencadeamento de inflamação ou por matar 
diretamente as células-alvo 
Células T (Th1, Th17 e TCD8) 
Nas reações inflamatórias mediadas por citocinas, as 
células TCD4+ (e, às vezes, as TCD8+) respondem aos 
antígenos dos tecidos secretando citocinas que 
estimulam a inflamação e ativam os fagócitos, 
produzindo lesão tecidual 
Em algumas doenças, as CTLs CD8+ matam 
diretamente as células dos tecidos 
Na inflamação imunomediadas, as células Th1 e Th17 
secretam citocinas que recrutam e ativam leucócitos. A 
IL-17, produzida por células Th17, promove o 
recrutamento de neutrófilos; IFN-γ, produzido por Th1 
ativa macrófagos; TNF e as quimiocinas, produzidas 
pelos linfócitos T e outras células, estão envolvidas no 
recrutamento e ativação de muitos tipos de leucócitos 
A lesão tecidual resulta de produtos dos neutrófilos e 
macrófagos recrutados e ativados, tais como enzimas 
lisossomais, espécies reativas de oxigênio, óxido nítrico 
e citocinas pró-inflamatórias 
 
MECANISMOS QUE CAUSAM LESÃO 
TECIDUAL 
As células T podem causar lesões teciduais de três 
maneiras basicamente: 
I. Células T autorreativas: inclui muitas doenças 
autoimunes (esclerose múltipla, diabetes tipo I 
e artrite reumatóide; doença de Crohn e Colicite 
ulcerativa) 
II. Células T contra microrganismos: tuberculose 
→ inflamação crônica e fibrose 
III. Sensibilidade de contato: ocorrem por 
inflamações desencadeadas por neoantígenos 
formados pela ligação dos produtos químicos a 
proteínas próprias. Tanto TCD4 quanto TCD8 
pode ser fonte de citocinas na sensibilidade de 
contato. Exemplos: erupções cutâneas 
induzidas por hera venenosa e veneno de 
carvalho 
Os mecanismos gerais da lesão, independente da causa, 
envolvem: 
IMUNOLOGIA (Abbas – capítulo 19) Gabriela Chioli Boer – T9 
As células Th1 e Th17 secretam citocinas que recrutam 
e ativam leucócitos. A IL-17, produzida por células 
Th17, promove o recrutamento de neutrófilos; o IFN-γ, 
produzido por células Th1, ativa macrófagos; e o TNF e 
as quimiocinas, produzidos pelos linfócitos T e outras 
células, estão envolvidos no recrutamento e ativação de 
muitos tipos de leucócitos 
A lesão tecidual resulta de produtos dos neutrófilos e 
macrófagos recrutados e ativados, tais como enzimas 
lisossomais, EROs, NO e citocinas pró-inflamatórias 
Devido às lesões, as células do endotélio vascular 
aumentam a expressão de suas moléculas de superfície 
e moléculas do MHC II, reguladas por citocinas. A 
inflamação normalmente mediada por células T é 
crônica, podendo haver aguda junto. 
As reações inflamatórias crônicas produzem fibrose 
como resultado da secreção de citocinas e de fatores de 
crescimento por macrófagos e células T 
Estas lesões também podem ser acompanhadas de forte 
reação imunológica a microrganismos persistentes, em 
especial os intracelulares, que resistem à erradicações 
por fagócitos e aos anticorpos 
 
DOENÇAS 
Tuberculose: a Mycobacterium, ao ser fagocitada pelos 
macrófagos pulmonares, liberam proteínas que 
impedem a fissão do endossomo com o lisossomo. 
Assim, os macrófagos se unem formando células 
gigantes e os linfócitos Th1 formam uma coroa em 
volta, liberando o IFN. Depois de um tempo, o 
macrófago para de liberar toxinas que lesam o tecido, e 
estimula a fibrose, formando o granuloma 
Reação de DTH: hipersensibilidade do tipo tardio 
▪ Na pele, ocorre pelo teste da tuberculina 
(derivado proteico purificado da bactéria). Ela 
é injetada para garantir o efeito da vacina BCG 
ou para identificar quem foi exposto ao 
patógeno. Assi, se tiver memoria imune, ocorre 
o recrutamento de TCD4 no local da aplicação, 
formando uma induração e eritema pela 
vasodilatação mediada por citocinas 
inflamatórias e presença de células 
inflamatórias. É uma reação tardia e se a 
induração maior que 5mm, o teste é positivo 
Sensibilidade ou dermatite de contato: componentes 
químicos ligados a proteínas próprias do organismo 
desencadeiam uma reação inflamatória com liberação 
de citocinas, lesão tecidual e participação de TCD4 e 
TCD8. Pode aparecer bolhas na pele, como no rash 
cutâneo pela hera venosa; eritema com o níquel, látex 
ou borracha, medicamentos, anestésicos tópicos, 
cosméticos e outros 
 
REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE DO TIPO 
TARDIO (DTH) 
É uma reação inflamatória prejudicial mediada por 
citocinas resultantes da ativação de células T, 
particularmente das TCD4+. A reação é chamada tardia 
porque se desenvolve tipicamente 24 a 48 horas após o 
desafio com o antígeno, em contraste com as reações de 
hipersensibilidade imediata (alérgicas), que se 
desenvolvem em minutos 
Os seres humanos podem ser sensibilizados a uma DHT 
por meio de infecções microbianas, sensibilização e 
contato com substâncias químicas e antígenos 
ambientais ou injeção subcutânea/intradérmica de 
antígenos proteicos. A exposição subsequente ao 
mesmo antígeno desencadeia a DHT, que é uma reação 
inflamatória prejudicial mediada por citocinas 
resultantes da ativação de células TCD4+. A reação é 
chama tardia porque se desenvolve 24-48h depois da 
exposição ao antígeno. 
A cada 4h depois da injeção do antígeno em um 
indivíduo sensibilizado, os neutrófilos se acumulam em 
torno das vênulas pós-capilares