A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO + PRINCÍPIOS

Pré-visualização | Página 1 de 2

DIREITO COLETIVO DO TRABALHO
· Equilíbrio das partes;
· Brigam em pé de igualdade;
· Autonomia das partes, infinitamente superior que comparado as relações individuais.
Conflito Coletivo
1. De natureza jurídica Dizem respeito as divergências de interpretação, sobre regras e princípios já existentes.
Encrustadas em uma norma / lei, e assim há uma discussão quanto a sua interpretação.
2. De natureza econômica Tratam de divergências, acerca de condições objetivas, que envolvem o ambiente de trabalho (ao contrato de trabalho), com repercussão econômica.
Tentativa de se obter melhores condições de trabalho e econômica.
Não depende de uma simples interpretação, são circunstancias objetivas, não estando na lei, pode ter impacto de fundo material para o trabalhador.
PRINCÍPIOS
Princípio da liberdade sindical:
Ligado ao princípio da liberdade associativa – Direito de se reunir – Direito de formar uma associação. Liberdade dada aos trabalhadores de se reunir e formar uma entidade sindical. 
Direito que vai além de se reunir para criar, como de se filiar a já existentes, ou de simplesmente não se associar a nenhum sindicato.
· Entra agora, sobre a ótica do sindicato, como proteção dele, permissão para se unir a entidades maiores, e que o estado não pode interferir. 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente;
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;
Existem duas dimensões a serem analisadas 
· Não só direitos aos trabalhadores como aos sindicatos
1. Dimensão individual:
A) Constituição de sindicatos;
B) Associação (filiação) e manutenção; 
C) Não filiação e desfiliação;
D) Participação.
2. Dimensão coletiva:
A) Auto organização; -- O próprio sindicato toma as suas decisões internas sobre comando, entre outras coisas, como redigir o conteúdo de seus estatutos, dispor sobre o número de seus diretores.
B) Filiação ou não;
C) Livre exercício. – Garantia do direito decorrente dessa liberdade que permite reunir com os membros, não sofrer qualquer tipo de fiscalização em suas contas // Direito de não serem fiscalizadas por auditorias externas, do estado.
sindicatos se juntam para formar federações, as quais se juntam pra formar confederações.
· Cláusulas de sindicalização forçada:
 Closed Shop (Contratação fechada): Pode constar em convenção/acordo coletivo em que a empresa se obriga a contratar apenas trabalhadores filhados a um sindicato
 Union Shop: Manter na empresa apenas empregados que após um prazo no local, ele se compromete a filiar ao sindicato específico. 
 Maintenance of Membership (Manutenção de filiados): Temos uma cláusula contratual, que obriga o empregado a manter-se filhado durante o vínculo empregatício.
 Preferencial Shop: Favorece uma contratação preferencial de trabalhadores filiados Havendo uma disputa pelo emprego, entre filiados e não filiados, é dado preferência ao sindicalizado.
(ART.544, CLT) NÃO FOI RECEPCIONADO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Viola e vulnera o princípio da liberdade sindical. (OJ 20 da SDC do TST)
· Condutas antissindicais:
 Company Unions (Sindicatos pelegos): Sindicatos representativos de trabalhadores, que de alguma forma sofrem influência dos empregadores (empresa), sofrem as ingerências desses empregadores.
 Yellow dogs contracts (Contrato de cachorro pálido): Contratos em que há uma clausula que veda / impede / dificulta a filiação dos empregados.
 Listas Negras (Black lists): Divulgação de listas de trabalhadores com forte atuação sindical
ANÁLISE DOS PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO (CONTINUANDO)
 PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO OBRIGATÓRIA DOS SINDICATOS
ART. 8º, VI, CF:
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;
· A Convenção Coletiva, é o resultado da negociação do sindicato dos trabalhadores e o sindicato dos empregadores.
 Já quando estabilizado aqui, mediante negociação coletiva, não será criada cláusulas contratuais e sim normas jurídicas, as quais poderão futuramente ser suprimidas.
· O ACT, resultado da negociação entre sindicato dos empregados com uma ou mais empresas individualizadas.
 É válido lembrar que se o empregador ceder, atendendo ao que for solicitado pelos trabalhadores, em negociação direta, não poderá o trabalhador voltar atrás futuramente de sua decisão, tentando por exemplo retirar os benefícios que foram dados. Foram alteradas cláusulas contratuais, as quais alteram os contratos, de forma individual.
OBS.: Em situações excepcionais, em que o sindicato apresente uma injustificada recusa em participar da negociação, haveria aí, a possibilidade de negociação direta. Próprio TST entende, artigo 617, §1º, CLT Nesse caso não gera cláusula. 
· PRINCÍPIO DA EQUIVALÊNCIA ENTRE OS NEGOCIANTES
Não existe aqui uma hipossuficiência de um sindicato em relação ao outro sindicato.
Logo, havendo equivalência, as partes negociam com maior autonomia.
No direito do trabalho há uma certa disparidade, mas aqui no direito coletivo podemos falar desse princípio. 
· PRINCÍPIO DA AUTONOMIA COLETIVA // OU PRINCÍPIO DO PODER DE AUTOREGULAMENTAÇÃO
Denominado por delgado, como princípio da criatividade jurídica da negociação coletiva.
· Poder de criar normas jurídicas = LEI 
· Geral, abstrata, imperativa, aplica a todos (impessoais), características de uma norma. 
· Alteram direitos, criam e suprimem direitos.
Normas jurídicas x Cláusulas contratuais
· Normas vão estar dispostas nas leis, podem ser alteradas e suprimidas 
· Cláusulas são componentes dos contratos, não são flexíveis pois são regidas por princípios do direito individual do trabalho.
· PRINCÍPIO DO LIMITE DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA
Princípio da negociação setorial Mauricio Godinho delgado
· Limites impostos em negociações coletivas.
· As normas jurídicas, negociação coletiva, somente poderiam criar, normas / regras, que aumentassem/ elevassem, o padrão das normas existentes Só pode existir se for pra melhorar.
· Ou transacionar, direitos de indisponibilidade relativa
· Se o direito for de indisponibilidade absoluta, não há possibilidade de ser pauta em negociação coletiva, somente se para aumentar.
INDISPONIBILIDADE ABSOLUTA:
1. Normas constitucionais em gerais, ressalvadas as hipóteses expressamente feitas pela própria constituição.
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;   
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;
2. Os tratados e convenções internacionais, vigorantes no