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Essa nova tecnologia trouxe maiores 
taxas de transferência e a capacidade de operar com placas de vídeo mais mo-
dernas e capazes de atender às demandas do mercado. Observe, na tabela que 
segue, comparações entre as taxas dos diversos padrões de barramentos.
Tabela 3 - Taxas de velocidades dos barramentos
barrameNto clock Número De BiTS DaDos PorPulso
taxa De 
traNsF.
PCI 33 MHz 32 1 133 MB/s
PCI 66 MHz 32 1 266 MB/s
PCI 33 MHz 64 1 266 MB/s
PCI 66 MHz 64 1 533 MB/s
AGPX1 66 MHz 32 1 266 MB/s
AGPX2 66 MHz 32 2 532 MB/s
AGPX4 66 MHz 32 4 1.064 MB/s
AGPX8 66 MHz 32 8 2.128 MB/s
PCI-X 1X 66 MHz 64 1 533 MB/s
PCI-X 4X 133 MHz 64 1 1.066
PCI-X 8X 133 MHz 64 2 2.132 MB/s
PCI-X 16X 133 MHz 64 4 4.266 MB/s
Fonte: Adaptado de Clube do Hardware (2009)
 Bru
no
 L
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on
i (
20
12
)
Figura 31 - Slots PCI-e 16X (superior) e 1X (inferior)
3 ArquiteturA de ComputAdores 51
Além dos barramentos que você conheceu, ainda existiram outros. Esse será o 
assunto que você verá na próxima etapa!
Podemos seguir? Vamos aos barramentos USB. Acompanhe!
3.3.5 bArrAmento usb
Atualmente, os técnicos que necessitam instalar uma impressora ou qualquer 
outro dispositivo USB, muitas vezes, não sabem que até certo tempo atrás essa 
tarefa era encarada com uma dificuldade razoável, reservada apenas a técnicos 
ou pessoas com mais experiência. E você sabe por quê? Essa dificuldade se devia 
ao fato de que cada periférico tinha sua porta ou conector específico. 
Assim, uma impressora ou um scanner deveriam utilizar a porta paralela (co-
nector DB 25) ou, em alguns casos, a porta SCSI. No caso do mouse, usava- se a 
porta serial (conector DB 9), isso sem contar o teclado, que usava a porta DIN ou 
PS-2 (conector Mini-DIN). Enfim, tudo funcionava sem uma padronização. Para re-
solver esse problema, em 1995 foi criado o USB Implementers Fórum, uma aliança 
promovida por várias empresas (como NEC, Intel e Microsoft) com o intuito de 
desenvolver uma tecnologia que permitisse o uso de um tipo de conexão comum 
entre computador e periféricos.
Desse fórum surgiu o padrão Universal Serial Bus (USB) que, em português, 
significa Barramento Serial Universal, ou seja, uma tecnologia que tornou mais 
simples e fácil a conexão de diversos tipos de dispositivos, como câmeras digi-
tais, pendrives, modems, mouse, teclado etc. Essa facilidade se deve ao fato de que 
o USB é um barramento totalmente plug and play, que reconhece qualquer dis-
positivo conectado à sua interface. Além disso, trata-se de um barramento hot 
plugging, ou seja, que permite conectar e desconectar qualquer dispositivo com 
o computador ligado, sem que este sofra danos. Além disso, não é necessário 
reiniciar o computador para que o aparelho instalado possa ser usado. Basta co-
nectá-lo devidamente e ele estará pronto para o uso. O barramento USB permite 
a conexão de até 127 dispositivos. Ocorre que, normalmente, o computador dis-
ponibiliza um número pequeno de conectores (quatro atrás e dois na frente). É 
preciso utilizar hubs USB, que são aparelhos que usam uma porta USB do compu-
tador e disponibilizam mais quatro ou oito outras portas. É preciso, contudo, usar 
esse dispositivo com critério, pois conectar vários periféricos em uma única porta 
certamente vai gerar um ”gargalo” que comprometerá a velocidade de comuni-
cação dos equipamentos em questão.
ConeCTores UsB
Dependendo do fabricante e da utilidade de um dispositivo USB, podem ser 
adotados quatro tipos criados para interfaces USB. Vamos saber quais são.
Manutenção de CoMputadores52
4 3 2 1
Type A
4 3
Type B
1 2
5 4 3 2 1
Mini-A
54321
Micro-A
54321
Micro-B
5 4 3 2 1
Mini-B
 Den
is
 P
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r (
20
12
)
Figura 32 - Conectores USB encontrados no mercado 
a) Conector tipo A: conector mais comum USB, normalmente usado nos pen-
drives.
b) Conector tipo B: normalmente usado para conectar um dispositivo, como 
uma impressora ou scanner, a um computador. Na extremidade do cabo co-
nectado ao computador, usa-se o conector tipo A; e o tipo B é utilizado na 
outra extremidade, ligado à impressora ou ao scanner.
c) Conectores tipo mini-A e mini-B: normalmente usados em dispositivos pe-
quenos como câmeras digitais, filmadoras ou dispositivos de áudio portátil. 
Na extremidade do cabo conectado ao computador usa-se o conector tipo 
A; e o tipo mini-A ou mini-B é conectado ao dispositivo portátil.
É indispensável que você conheça outra importante característica do USB: o 
cabo de comunicação leva consigo, além dos dados, a alimentação para o dis-
positivo conectado à porta. Com isso, é possível alimentar equipamentos que 
consomem pouca energia, como: mouse, teclado, pendrive etc. No caso de equi-
pamentos maiores, como impressoras, por exemplo, é preciso usar fonte própria.
Acompanhe na tabela a seguir, as versões e taxas de transferência de dados 
do USB.
Tabela 4 - Taxas de transferência USB
taxas De traNsFerêNcia Do barrameNto usb
Versão do USB 1.0 1.1 2.0 3.0
Taxa de transferência 1,5 Mbps 12 Mbps 480 Mbps 4,8 Gbps
Ano de lançamento 1996 1998 2000 2009
Fonte: Adaptado de Clube do Hardware (2009)
3 ArquiteturA de ComputAdores 53
3.4 PAdrão ATX de gABineTes e fonTes
Mesmo tendo existido outros padrões para gabinete, fonte e placa-mãe, o 
“sobrevivente” e que domina quase 100% do mercado é o padrão ATX. Outros 
padrões já saíram de linha, como o XT e o AT. Existe também o padrão BTX, que 
acabou não “vingando”, ao menos por enquanto.
Com o surgimento da arquitetura Pentium II e o consequente aumento de 
clock dos processadores, houve um aumento da temperatura no interior do ga-
binete. As características do antigo padrão AT prejudicavam a ventilação interna, 
o que dificultava o arrefecimento. Para resolver problemas dessa natureza, foi 
criado, em 1997, o padrão Advanced Tecnology Extended (ATX), que proporcionou 
uma redistribuição interna dos itens de um PC, melhorando a ventilação. 
3.4.1 plAcA-mãe Atx 
A placa-mãe desse padrão passou a trazer as portas “serial” e “paralela” embu-
tidas. Isso dispensou a utilização dos espelhos com flat cables, o que melhorou o 
aspecto interno, bem como a ventilação. Foi possível, também, incluir uma série 
de placas de expansão on-board, como placas de som e rede. Outra mudança foi 
a utilização dos conectores PS2 para teclado e mouse. Enfim, uma série de mudan-
ças que fizeram que o padrão fosse rapidamente adotado e utilizado até hoje. A 
seguir, visualize a figura com uma placa-mãe ATX.
 Dre
am
st
im
e 
(2
01
2)
Figura 33 - Placa-mãe ATX
Manutenção de CoMputadores54
3.4.2 Fonte Atx
A fonte do modelo ATX possui apenas um conector para alimentar a placa-
-mãe, que pode ser de 20 ou 24 pinos. Mais tarde, com o passar dos anos, o lança-
mento de processadores mais poderosos passou a exigir mais corrente da fonte, 
havendo necessidade de mais um conector de quatro pinos. Outra característica 
importante da fonte ATX é que ela pode operar em modo standby, fornecendo 
tensão à placa-mãe mesmo quando o PC está efetivamente desligado. Isso gera 
a possibilidade de utilizar o recurso WOL, sigla de Wakeup on Lan ou Wakeup on 
Modem, que permite ligar o PC por meio de um comando oriundo da rede ou da 
placa de fax modem. As figuras a seguir ilustram bem esse modelo. Observe!
 Dre
am
st
im
e 
(2
01
2)
Figura 34 - Conector da fonte ATX e reforço de corrente
1 13
+3.3VDC
+3.3VDC
COM
+5VDC
+5VDC
+5VSB
+12V1 DC
+12V1 DC
+3.3VDC
COM
COM
PWR_OK
+3.3VDC
-12VDC
COM
PS_ON#
COM
+5VDC
+5VDC
+5VDC
COM
COM
COM
N/C
12 24
VerdePreto
 Kar
in
a 
Si
lv
ei
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 (2
01
2)
Figura 35 - Ligação direta e tensões da fonte ATX
3 ArquiteturA

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