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de ComputAdores 55
Como a fonte ATX é ligada diretamente pela placa-mãe, é possível que o técni-
co encontre dificuldades para saber onde está o defeito, caso o micro não esteja 
ligando. Pode ser que a fonte esteja sem problemas e a causa do “não ligamento” 
seja a própria placa-mãe. Nesse caso, é preciso garantir que a fonte esteja ligando 
e funcionando corretamente. Para isso, você deve usar um procedimento bem 
simples: faça um curto-circuito entre os fios do conector (o verde e um dos pre-
tos). Pronto, a fonte deverá ligar! Então basta medir a tensão nos pinos do co-
nector para constatar seu correto funcionamento. O referido curto-circuito e os 
valores de tensão encontrados no conector da fonte podem ser visualizados nas 
figuras anteriores.
3.4.3 gAbinete Atx
Além de permitir uma melhor ventilação, o gabinete ATX passou a explorar o 
design como característica principal. Assim como na linha automotiva é comum 
vermos carros “tunados”, ou seja, com personalizações – as mais diferentes possí-
veis –, é comum encontrarmos gabinetes ATX com formatos e cores variadas, o que 
é o diferencial desse padrão. Para entender melhor, observe as próximas figuras.
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Figura 36 - Gabinete ATX
No exemplo a seguir, note que, ao calcular a potência da fonte, considerando 
os dispositivos instalados e a existência de dois discos rígidos, chega-se à con-
clusão de que ela deverá ter, no mínimo, 305 W para suprir a demanda. É reco-
mendável usar uma fonte com potência sempre superior ao calculado, para obter 
certa folga. Ou seja, o ideal seria utilizar uma fonte de 500 W.
Manutenção de CoMputadores56
Tabela 5 - Potência dos dispositivos
athloN 64 Fx 100 w (valor estimaDo)
HD (cada) 25 + 25 W (valor estimado)
Drive de CD 25 W (valor estimado)
Drive de DVD 25 W (valor estimado)
Placa de vídeo 3D 80 W (valor estimado)
Mouse óptico 25 W (valor estimado)
Total 305 W 
Fonte: Adaptado de Infowester (2009)
Uma das principais dúvidas dos técnicos é sobre qual potência a fonte deve ter 
para cada tipo de microcomputador. Bem, a resposta é simples: vai depender do 
tipo das placas, do processador e da quantidade de dispositivos que se conectam 
ao computador.
Agora você já sabe quais foram as mudanças trazidas pelo padrão ATX, não é 
mesmo? Mas o aprendizado não para por aqui. Ainda tem muita coisa importante 
aguardando por você!
3.5 memóriAs
A partir de agora, o objetivo será estudar as memórias e seus detalhes técnicos. 
As memórias são as responsáveis pelo armazenamento de dados nos computa-
dores. Para que o processador possa executar suas tarefas, ele busca na memória 
todas as informações necessárias ao processamento. Existem dois tipos básicos 
de memória: ROM e RAM, com diversos tipos de encapsulamentos, como vere-
mos neste item. 
E então, ficou curioso para conhecer as diferenças das memórias? Siga moti-
vado para conhecer mais sobre esses componentes que estão presentes no seu 
dia a dia! 
3.5.1 tipos de encApsulAmentos
O encapsulamento está ligado à parte física, ou seja, ao modo como o chip é 
“embalado”. De acordo com essa característica, ele recebe um nome – geralmen-
te um acrônimo em inglês – relacionado à sua característica. Que tal agora conhe-
cer os tipos de encapsulamentos de memórias mais usados nos PCs? Acompanhe!
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a) Single in-line Memory Module (SIMM): o encapsulamento SIMM foi o primei-
ro a utilizar um conector de encaixe, conhecido por slot, para sua conexão 
à placa-mãe, abandonando de vez os pinos. Nesse caso, não se justificava 
mais o apelido popular de “pente de memória”, passando a ser chamado de 
módulo de memória.
Saiba que havia dois tipos de módulos, o SIMM 30 e SIMM 72, em que o 30 e o 
72 se referem à quantidade de “vias” ou “pinos” – ou, ainda, “contatos” – que cada 
módulo de memória possuía.
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Figura 37 - Memória SIMM 30 vias
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Figura 38 - Memória SIMM 72 vias
É importante lembrar que, na contagem dos pinos (ou contatos), deve-se con-
siderar apenas um lado da memória, por isso o encapsulamento tem o termo sin-
gle no nome.
O padrão SIMM já não é utilizado há muitos anos. Vamos passar aos modelos 
mais atuais?
b) Dual in-line Memory Module (DIMM): este é o padrão de encapsulamento que 
surgiu para substituir o tipo SIMM. Ao contrário do que você pode pensar, 
ele não está ligado unicamente aos módulos de memória SDRAM, utilizados 
em placas-mãe equipadas com processadores Pentium II, Pentium III e em 
alguns modelos de Pentium IV. 
Mas qual é a origem do nome DIMM? Na verdade, DIMM vem do fato de que 
são módulos destinados a desktops, sendo considerados os dois lados da memó-
Manutenção de CoMputadores58
ria na contagem dos pinos, por isso a palavra dual no nome. Assim, um módulo 
DIMM de 168 pinos tem, na verdade, 84 pinos/vias de cada lado. 
Existem três variedades desse encapsulamento: o DIMM 168, usado em memó-
rias SDRAM SDR PC100, por exemplo; o DIMM 184, usado em memórias SDRAM 
DDR; e o DIMM 240, usado em memórias SDRAM DDR2 e DDR3. Observe que os 
módulos DIMM 168 possuem dois chanfros, justamente para que não sejam en-
caixados nos slots destinados aos módulos DIMM 184 e DIMM 240. A figura a se-
guir ilustram um exemplo de cada módulo DIMM. Confira!
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Figura 39 - Memórias DIMM 168 vias
c) Small Outline Dual in-Line Memory Module (SODIMM): ainda sobre encapsula-
mentos, é importante que você saiba que existem os módulos SODIMM, des-
tinados a notebooks. Para Morimoto (2009), eles são basicamente versões 
miniaturizadas dos módulos destinados a desktops. Existem dois modelos 
desse tipo de memória: os módulos SODIMM SDR (que possuem 144 pinos) 
e os SODIMM DDR, DDR2 e DDR3. A variação entre os pinos não permite que 
o encaixe seja feito incorretamente, já que os dois tipos são incompatíveis.
3 ArquiteturA de ComputAdores 59
SO-DIMM DDR
SO-DIMM DDR 2
SO-DIMM DDR 3
80 pin
26 pin
0 1 2 3 4 5 6
6.762.401.61.5
66 pin
20 pin
20 pin
80 pin
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Figura 40 - Tipos de memória SODIMM
Agora que você já conhece alguns tipos de encapsulamento, saiba mais sobre 
a memória ROM.
3.5.2 memóriA rom
ROM é a sigla para Read Only Memory (memória somente de leitura). Como o 
próprio nome diz, trata-se de uma memória que só permite leitura, ou seja, suas 
informações são gravadas pelo fabricante uma única vez e, depois, não podem 
ser alteradas ou apagadas, somente acessadas, tendo seu conteúdo gravado per-
manentemente. Essas memórias são chamadas de “não voláteis”, pois não ne-
cessitam de alimentação elétrica para manter seus dados. Sua função principal é 
armazenar o firmware chamado BIOS, responsável pela inicialização do computa-
dor, cujas características já estudamos anteriormente.
Manutenção de CoMputadores60
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Figura 41 - Memória ROM
Afinal, o que é firmware? Trata-se do conjunto de instruções operacionais pro-
gramadas diretamente no hardware de um equipamento eletrônico. É armaze-
nado permanentemente num circuito integrado (chip) de memória de hardware, 
como uma ROM, no momento da fabricação do componente. A programação de 
um firmware em princípio é não volátil (não perde seu conteúdo com o desliga-
mento da eletricidade).
Agora ficou mais fácil entender, certo? E nosso próximo assunto será a memó-
ria RAM. Bons estudos!
3.5.3 memóriA rAm
RAM é a sigla para Random Access Memory (memória de acesso aleatório). 
Trata-se de uma memória “volátil”, ou seja, um tipo de chip que permite tanto a 
leitura quanto a gravação dos dados, mas que exige uma alimentação constante, 
sob pena de perder os dados armazenados. Em outras palavras,

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