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as memórias do 
tipo RAM perdem seus dados quando o computador é desligado. Existem dois 
tipos básicos de memória RAM. Vamos conhecer cada um deles? Confira a seguir, 
alguns conceitos. 
a) Dynamic Random Access Memory (DRAM): são as memórias do tipo dinâmi-
co e geralmente são armazenadas em cápsulas Complementary Metal-Oxide-
-Semiconductor (CMOS). Memórias desse tipo possuem alta capacidade, isto 
é, podem comportar grandes quantidades de dados. No entanto, o acesso a 
essas informações costuma ser mais lento que o acesso a memórias estáti-
cas. As memórias do tipo DRAM costumam ter preços bem menores que as 
memórias do tipo estático, pois sua estruturação é menos complexa, ou seja, 
utiliza tecnologia mais simples, porém viável.
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b) Static Random Access Memory (SRAM): são memórias do tipo estático. São 
muito mais rápidas que as memórias DRAM, porém, de capacidade bem in-
ferior (de 1 MB a 16 MB, em média), armazenam menos dados e possuem 
preço elevado se for comparado o custo por megabyte. As memórias SRAM 
costumam ser usadas em chips de cache, atualmente localizados dentro do 
processador (denominamos cache interna, por estar dentro do processador). 
A memória SRAM ou cache faz grande diferença no custo e no desempenho 
de um processador.
Sempre que necessitarmos saber qual a quantidade de memória RAM neces-
sária para executar um programa de forma satisfatória, devemos verificar a espe-
cificação do produto que usamos. Os fabricantes de software sempre informam os 
requisitos mínimos e recomendáveis de hardware necessários para executar seus 
programas. Portanto, sempre tome como referência o recomendado! 
3.5.4 memóriA sdrAm sdr
Visando uma maior integração entre os componentes, foram criados módulos 
de memória que atuam com 64 bits simultaneamente, ideais para barramentos 
de processadores Pentium ou superiores. Os primeiros módulos de 64 bits eram 
chamados de DIMM 168 (Dual in-line Module Memory com 168 pinos, sendo 84 
de cada lado do módulo). E por ser mais rápida, ela passou a ser chamada de 
Synchronous Dynamic Random Access Memory (SDRAM). É uma memória síncrona 
que opera em frequências de 66 MHz, 100 MHz e 133 MHz. Essa memória utiliza 
o encapsulamento DIMM e é conhecida como PC66, PC100 e PC133. Costuma ser 
chamada apenas de memória SDRAM ou, ainda, de memória DIMM, mas o correto 
é SDRAM SDR.
3.5.5 memóriA sdrAm ddr
A memória Double Data Rate (DDR) é um tipo baseado na tecnologia SDRAM, 
natural substituta das memórias DIMM de 168 pinos. Também chamada de 
SDRAM–II, atinge altas taxas de transferência de dados, podendo chegar a 3,2 GB 
por segundo. 
Na época em que os PCs operavam com processadores Pentium III era comum 
(e suficiente) que se trabalhasse com memórias com frequência de 133 MHz, pois 
esse era o valor do FSB dos processadores. Caso você não lembre, a frequência 
do FSB é a “velocidade” na qual o processador troca dados com a memória (na 
verdade, atualmente essa troca se dá entre o chipset e o processador). Nesse caso, 
não havia problema, pois as frequências da memória e do FSB eram iguais. Com 
Manutenção de CoMputadores62
o lançamento do Pentium IV, esse equilíbrio se desfez, gerando a necessidade de 
se procurar memórias mais eficientes.
A primeira tentativa foi com a utilização de memórias RAMBUS, do fabricante 
de mesmo nome. O problema é que essa era uma memória proprietária, que não 
se tornou padrão de mercado, isso porque esquentava demais, era muito cara e, 
além de tudo, só funcionava com processadores Intel. A AMD, que foi preterida 
nessa história, procurou o seu caminho investindo nas memórias DDR. Era um 
modelo novo, também SDRAM, pois era uma memória síncrona, dinâmica e, so-
bretudo, RAM. Ela também é considerada uma memória DIMM, pois usa esse tipo 
de encapsulamento (no caso, uma DIMM 184, com 92 pinos de cada lado). A AMD 
levou a melhor, pois esse tipo de memória acabou se tornando padrão, desban-
cando as RAMBUS em pouco tempo.
Mas o que diferencia a memória Double Data Rate da memória SDR? É a possi-
bilidade de realizar duas operações por pulso de clock (daí o nome – Doube Data 
Rate). Outra característica é a tensão de alimentação que caiu dos 3,3 V das SDR 
para 2,5 V (o que diminuiu a temperatura). Esses fatores mostraram uma vanta-
gem e tanto para a época, visto que uma memória trabalhando a 133 MHz podia 
ser compatível com um processador com 266 MHz de FSB. Vale destacar que a 
frequência REAL da memória continua sendo 133 MHz, mas devido à taxa dupla 
de operações por ciclo de clock, ela se comporta como se trabalhasse a 266 MHz.
Também é importante frisar que as memórias DIMM 168 usavam uma nomen-
clatura baseada na sua frequência de operação. Nas memórias DDR (ou DIMM 
184) isso não ocorre. Observe o exemplo: numa memória SDRAM PC133, o nú-
mero “133” significa que a memória trabalha a 133 MHz. Mas quando se encontra 
uma memória DDR266 PC2100, não significa que ela trabalhe a 2.100 MHz. Nesse 
caso, é possível calcular a taxa de transferência de dados (em MB/s – megabytes 
por segundo) utilizando a seguinte fórmula:
Para fazer o cálculo, observe que a frequência de operação é 266 MHz, pois 
é uma DDR266, e que a memória trabalha com palavras de dados de 64 bits. A 
memória que você estudou é conhecida como PC2100, pois atinge uma taxa de 
transferência de 2.100 MB/s. Assim, o número que vem depois do “PC” refere-se à 
taxa de transferência, diferentemente do que ocorria nas memórias SDRAM SDR. 
Dessa forma, é possível concluir por que as memórias DDR200, DDR333 e DDR400 
são chamadas, respectivamente, de PC1600, PC2700 e PC3200.
Taxa de Transferência = Frequência Nominal x Palavra de Dados
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E então, percebeu que essa memória é mais complexa e mais detalhada do 
que as outras? É isso mesmo! Observe um exemplo.
Tabela 6 - Taxa de transferência
Taxa de Transf. = Freq. Nominal x Palavra de Dados
Taxa de Transf. = 266 MHz x 64 bits / 8
Taxa de Transf. = 266 MHz x 8 Bytes
Taxa de Transf. = 2.128 MB/s, ou seja ≡ 2.100 MB/s
O modo Dual Channel das memórias DDR tem como principal objetivo utilizar 
dois controladores de memória da placa-mãe simultaneamente, a fim de dobrar a 
taxa de transferência de dados. Isso ocorre, pois para efeito de cálculo, as memó-
rias poderiam trabalhar com palavras de dados de 128 bits por vez. No exemplo 
anterior, a taxa de transferência de dois módulos de memória DDR266, operando 
em Dual Channel, seria de 4.200 MB/s em vez de 2.100 MB/s, pois Tx = 266 MHz 
x 128 bits/8. Assim, o resultado dessa operação é aproximadamente 4.200 MB/s. 
É importante salientar que para que isso funcione, é preciso que a placa-mãe es-
teja preparada para operar em Dual Channel. Sabe-se que as placas mais antigas 
não operavam desse modo. Outro fato importante é que as memórias devem ser 
iguais, ou seja, de mesmo tamanho, modelo, frequência, tipo e, inclusive, do mes-
mo fabricante. Na verdade, essas memórias são vendidas em kits (contendo duas, 
é claro) para evitar incompatibilidades.
Por fim, é importante que você saiba que o fato de uma placa-mãe não reco-
nhecer duas memórias em Dual Channel não significa que ela não reconhecerá 
suas capacidades totais. O único prejuízo seria na taxa de transferência, mas não 
no volume de memória reconhecido. 
3.5.6 memóriA ddr2
A memória DDR2 (Double Data Rate 2) é mais uma prova de que na informática 
a única constante é a mudança (ou evolução). Sim, a memória DDR2 é, obviamen-
te, uma evolução da DDR, mantendo algumas características, como a possibili-
dade de executar mais de uma operação por vez e o encapsulamento DIMM. Na 
verdade, a DDR2 pode executar quatro operações por pulso de clock e utiliza o 
encapsulamento com 240 pinos (DIMM 240). A tensão de operação também caiu 
dos 2,5 V da DDR para 1,8 V. Como a tensão é diferente,

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