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não deve haver a possibi-
lidade de utilizar uma memória no lugar da outra. Para evitar que isso aconteça, 
houve uma mudança no corte (ou chanfro) da memória. 
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Outra diferença é que as memórias DDR trabalhavam com frequências de 266 
MHz, 333 MHz e 400 MHz, já as DDR2 são encontradas nas versões de 400 MHz, 
533 MHz, 667 MHz e 800 MHz. Como você já estudou anteriormente, a DDR2 pode 
executar quatro operações por pulso de clock. Isso faz que a nomenclatura seja 
alterada. Assim, uma DDR2 800, na verdade, trabalha com frequência real de 200 
Mhz, pois os valores reais correspondem a 1⁄4 do valor nominal. Assim, os valores 
mostrados na tabela a seguir referem-se à frequência nominal e não à real.
Tabela 7 - Nomenclatura e taxa de transferência
FrequêNcia NomeNclatura
400 MHz DDR2 - 400 ou PC2- 3200
533 MHz DDR2 - 533 ou PC2- 4300
677 MHz DDR2 - 677 ou PC2- 5300
800 MHz DDR2 - 800 ou PC2- 6400
Quantos tipos de memórias diferentes você já conheceu até aqui! Agora, saiba 
mais sobre a memória DDR3.
3.5.7 memóriA ddr3
É fabricada com tecnologia de 90 nanômetros, o que permite operar com uma 
tensão relativamente baixa (1,5 V). Essa memória surgiu com o propósito de re-
duzir em 40% o consumo de energia em relação à DDR2. Vale lembrar que as me-
mórias DDR2 operavam com tensões que variavam de 1,8 V a 2,1 V e que as DDR 
tinham valor ainda superior, ou seja, 2,5 V. Essa diferença de tensão em relação 
às demais fez que novamente o chanfro fosse modificado, alterando sua posição 
para evitar o encaixe de um modelo de memória no slot do outro. Isso fica bem 
evidenciado na Figura 42.
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Figura 42 - Posição dos chanfros
Em assistências técnicas e lojas de informática é comum os técnicos dividirem 
as memórias em dois grandes grupos: memórias DIMM, referindo-se às memó-
rias para Pentium III e afins, e memórias DDR. Em termos técnicos, essa divisão 
é totalmente incorreta. Na verdade, DIMM é o tipo de encapsulamento, logo, 
tanto as SDRAM antigas como as DDR, DDR2 e DDR3 são DIMM. O certo, nesse 
caso, é referir-se às memórias antigas como SDRAM SDR e às novas, como SDRAM 
DDR, SDRAM DDR2, SDRAM DDR3 (no caso das DDRs pode-se até omitir o termo 
SDRAM). Saber a nomenclatura correta e usar termos técnicos quando for preciso 
é fundamental para transmitir confiança ao cliente que procura um técnico para 
dar manutenção em um equipamento. Pense nisso!
O baixo consumo de energia permite a operação em altas frequências sem 
superaquecimento, daí o fato de ser possível encontrar memórias operando de 
800 MHz a 1.333 MHz. Por evolução natural da tecnologia, as memórias DDR3 re-
alizam oito acessos por ciclo de clock contra quatro realizados pelas DDR2. Assim 
como na tecnologia anterior, os acessos são realizados a endereços subjacentes, 
de forma que não existe a necessidade de aumentar a frequência real das células 
de memória. Inicialmente, os módulos DDR3 foram lançados em versão DDR3-
1066 (133 MHz x 8), DDR3-1333 (166 MHz x 8) e DDR3-1600 (200 MHz x 8). Os 
três padrões são também chamados, respectivamente, de PC3-8500, PC3-10667 
e PC3-12800, dando ênfase à taxa de transferência teórica.
Para concluir o estudo sobre as memórias, verifique as tabelas a seguir. Você 
terá algumas nomenclaturas e características das memórias.
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Tabela 8 - Taxa de transferência das memórias
memória Freq. NomiNal Freq. base ou real taxa
SDRAM PC-66 66 Mhz 66 Mhz 528 MB/s
SDRAM PC-100 100 Mhz 100 Mhz 800 MB/s
SDRAM PC-133 133 Mhz 133 Mhz 1.064 MB/s
DDR-200 OU PC-1600 200 Mhz 100 Mhz 1.600 MB/s
DDR-266 OU PC-2100 266 Mhz 133 Mhz 2.100 MB/s
DDR-333 OU PC-2700 333 Mhz 166 Mhz 2.700 MB/s
DDR-400 OU PC-3200 400 Mhz 200 Mhz 3.200 MB/s
DDR2-800 OU PC2-64OO 800 Mhz 100 Mhz 6.400 MB/s
DDR3-1600 OU PC3-12800 1600 Mhz 200 Mhz 12.800 MB/s
Você já conhecia todos esses tipos de memória? Saiba que conhecer a diferen-
ça entre elas é muito importante para o técnico em informática.
3.6 UnidAdes de disCo mAgnéTiCo
Você sabia que o disco rígido é o dispositivo responsável por armazenar as 
informações que ficam gravadas permanentemente nos computadores? Trata-
-se de uma memória de massa, referenciada por sua sigla em Inglês: HD, de Hard 
Disk. Sabe-se também que no passado este dispositivo era conhecido como Win-
chester, mas esse nome não é comumente usado nos dias atuais. É no HD que 
ficam armazenados todos os programas, jogos, arquivos, fotos e músicas. Com 
isso, você já pode perceber a importância do seu estudo para o entendimento do 
funcionamento do computador. Questões como capacidade de armazenamento, 
número de pratos (ou discos), interface de comunicação, número de rotações por 
minuto e outros itens são fundamentais. Aperte os cintos e embarque nessa tra-
jetória sobre as unidades de discos magnéticos. 
3.6.1 A históriA do hd
A IBM foi a responsável pelo lançamento do HD, quando criou (em 1956) o 
305 Random Access Method of Accounting and Control (RAMAC), o primeiro dis-
positivo de armazenamento de dados por meio magnético, com capacidade de 
5 MB. Com custo e dimensões gigantescos para os padrões atuais, ele media 14 
x 8 polegadas e custava 35 mil dólares. Na verdade, esse dispositivo não era um 
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HD propriamente dito, pois esse só foi lançado em 1973, também pela IBM. Já em 
1980, a empresa lançou o IBM 3340, um HD com um pouco mais de 5 polegadas, 
existente em duas versões, com capacidades de armazenamento de 5 MB e 10 
MB. Ao ler esses valores, percebe-se que isso não representa quase nada na atu-
alidade. No entanto, quando foi criado, quando os sistemas de armazenamento 
eram baseados em fitas, foi muito representativo.
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Figura 43 - HD
Um detalhe curioso que merece destaque pode ser extraído de Infowester 
(2009): trata-se do fato de que o HD 3340 foi lançado em uma versão com capaci-
dade de 60 MB, sendo que 30 MB eram fixos e os outros 30 MB eram removíveis. 
Essa característica fez esse HD ganhar o apelido de “30-30”. Na época existia um 
rifle chamado Winchester 30-30 e logo a comparação entre os dois foi inevitável. 
Como consequência, o HD passou a ser chamado também de Winchester, nome 
que é usado até hoje por algumas pessoas que não fazem ideia de que esse nome 
veio de uma arma.
Agora que você conheceu um pouco da história dos HDs, saiba quais são as 
partes que o compõem.
3.6.2 As pArtes principAis de um hd
A partir de agora, você conhecerá os componentes do HD: discos ou pratos 
(onde os dados são efetivamente armazenados); motor; cabeçote de leitura e gra-
vação; atuador e controladora. Todos esses componentes localizam-se dentro de 
uma “caixa metálica”, como essa que você pode observar na figura a seguir.
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Figura 44 - HD 80 Seagate
 É comum ouvir que um HD tem 7.500 RPM, 10.000 RPM ou 15.000 RPM. Trata-
-se da velocidade do motor, onde RPM significa rotações por minuto. E saiba que, 
quanto maior for a velocidade do motor, maior será o desempenho do HD.
Agora que você já conhece a estrutura interna do HD, uma pergunta: você 
sabe como fazer a manutenção nos dados que estão gravados em um HD? Eis a 
resposta: para fazer esse tipo de manutenção você deve utilizar, com frequência, 
alguma ferramenta de correção de arquivos corrompidos e recuperação de blo-
cos danificados (os famosos bad blocks). Um exemplo desse tipo de ferramenta é 
o scandisk do Windows. Outra maneira de tornar o acesso aos dados mais seguro 
e rápido é utilizando uma ferramenta desfragmentadora. Ela faz que os pedaços 
de arquivos que estão espalhados pelo HD sejam realocados e armazenados em 
espaços contínuos do disco, permitindo que esses arquivos sejam lidos mais ra-