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pidamente.
Como você pôde ver, os discos rígidos são dispositivos que trabalham de for-
ma semelhante a um toca-discos, porém, com tecnologia magnética. Por ele pos-
suir um disco e um braço, é preciso ter cuidado, especialmente para evitar cho-
ques físicos nesse dispositivo. Caso o braço toque o prato, os dados gravados na 
região que foi tocada serão perdidos, e essa área provavelmente será inutilizada. 
Mas como verificar problemas físicos no disco? Para verificar se possuímos 
problemas físicos no disco, basta usar a ferramenta do Windows chamada “Ve-
rificação de erros”, ou scandisk, encontrada nas propriedades do disco rígido. Há 
também a possibilidade de fazermos o download da própria ferramenta de diag-
nóstico do fabricante, chamada de Disc Manager.
3.6.3 pAdrão ide
IDE, sigla para integrated Drive Electronic (em português, Unidade Eletrônica In-
tegrada). Com esse padrão é possível conectar dois dispositivos no mesmo cabo, 
3 ArquiteturA de ComputAdores 69
um cabo paralelo, chamado de cabo flat (flat cable), que pode ser de 40 ou de 
80 vias, sendo o de 80 vias mais rápido e mais atual. Os HDs atuais de padrão IDE 
podem chegar a 133 MB/s de taxa de transferência de dados.
3.6.4 pAdrão sAtA
Como você pôde acompanhar anteriormente, os HDs de padrão IDE trocam 
dados com a placa-mãe por meio de um cabo flat paralelo (os bits passam um ao 
lado do outro). Essa característica limita a taxa de transferência de dados em 133 
MB/s. Isso ocorre, pois ao aumentar a frequência, a corrente elétrica que circula 
em cada fio (lado a lado) faz que um campo magnético surja em sua volta. Esse 
campo gera interferência e, como consequência, há perda de dados. Para resol-
ver o problema, surgiu o padrão Serial Advanced Technology Attachment (padrão 
SATA) ou Serial ATA, que faz que o HD conecte-se à placa-mãe por meio de um 
cabo serial.
Com a informação trafegando por um único fio, serialmente, não há proble-
mas de geração de campo magnético. A frequência pode, portanto, aumentar. 
Isso fica evidenciado quando se compara a maior taxa de transferência do IDE 
(133 MB/s) com a menor taxa do SATA, que já começa em 150 MB/s, sem contar 
o SATA II, que pode operar a 300 MB/s e, ainda, o SATA III, que chega a 600 MB/s.
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Figura 45 - Cabo IDE de 80 vias e cabo SATA
É importante que você fique atento para o fato de o cabo serial ser muito me-
nor que o cabo paralelo, pois utiliza somente quatro fios. Esse cabo é todo blin-
dado para evitar ruídos externos e apresenta uma vantagem muito clara: como é 
menor, proporciona maior espaço livre dentro do gabinete, o que permite maior 
ventilação, um fator sempre importante nos computadores.
Ainda em comparação aos discos IDE, em que é possível a conexão de dois dispo-
sitivos no mesmo cabo, no padrão SATA cada cabo suporta apenas um dispositivo. 
Outra característica importante é que o padrão permite o uso da técnica hot-swap, 
Manutenção de CoMputadores70
que torna possível a troca de um dispositivo Serial ATA com o computador ligado. Por 
exemplo, é possível trocar um HD sem a necessidade de desligar a máquina, desde 
que ele não seja o HD que contém o sistema operacional do micro.
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)
Figura 46 - Conectores SATA e IDE
Diante disso, é possível elencar uma série de vantagens do padrão SATA em 
relação ao IDE, o que pode ser resumido da seguinte maneira: 
a) possui maior taxa de transferência de dados;
b) permite maior ventilação interna no gabinete;
c) permite a troca de HDs com o micro ligado.
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Figura 47 - Conector SATA
Foi lançado recentemente um novo padrão de discos rígidos que não usam 
mais pratos magnéticos para armazenar dados, e sim chips de memória. Esse novo 
padrão é chamado SSD (Solid State Drive). Os SSDs possuem maior desempenho 
que os discos rígidos convencionais, inclusive os mais rápidos, de 15.000 RPM. 
Eles foram criados para ser usados em laptops, com o intuito de maior desempe-
nho e, especialmente, maior autonomia de bateria. Esses dispositivos consomem 
muito menos energia que os discos rígidos.
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3.6.5 tecnologiA rAid
A tecnologia RAID surgiu no final dos anos 1980 como resultado do trabalho 
de pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos. 
RAID é a sigla para Redundant Array of Independent (ou Inexpensive) Disks. Sua 
definição em português seria Matriz Redundante de Discos Independentes. De 
um modo simplificado, é uma técnica responsável por combinar vários HDs de 
modo que eles sejam “vistos” pelo sistema operacional como se fossem um só (ou 
um volume lógico). Existem alguns tipos de RAID que provêm tolerância a falhas. 
Em outros tipos, o fator mais beneficiado é o desempenho. A seguir, você poderá 
estudar os diversos níveis de RAID. De imediato, já se pode saber que para montar 
um RAID serão necessários no mínimo dois discos. Com relação ao número máxi-
mo, vai depender do nível de RAID e do modelo da controladora.
Foi muito interessante o estudo sobre as unidades de discos magnéticos, você 
concorda? Em caso de dúvidas, lembre-se de reler os conteúdos e buscar outras 
fontes de pesquisa. 
3.7 UnidAdes de disCos óPTiCos
Unidades de discos ópticos são os drives que recebem mídias com caracte-
rísticas bastante específicas. Nessas mídias, a gravação ou leitura de dados não 
ocorre por meio magnético, como nos HDs e disquetes, mas sim por meio de 
feixes de laser. Essas mídias são leitores de compact discs (CDs) ou digital video 
discs (DVDs), dispositivos nos quais o processo de funcionamento e a parte física 
são bastante semelhantes.
3.7.1 unidAdes de cd
Nas unidades ópticas, o processo de funcionamento pode ser resumido da se-
guinte maneira: dados digitais são esculpidos no CD como pequenas elevações 
ou pontos de depressão. Como o laser brilha no movimento entre um tipo de 
meio e outro, um sensor detecta essa mudança na reflexão, quando a luz se en-
contra na fase de transição do ponto mais baixo para o mais alto. Cada transição é 
entendida como bit 1. Já a falta de transições é entendida como bit 0 (nível lógico 
baixo). O funcionamento da leitura e escrita em uma mídia óptica pode ser obser-
vado na próxima figura. 
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Sentido
Alumínio
laser laser
sensor sensor
Plástico
Transparente
LAND LAND
PIT
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0
Etiqueta
Camada de
Alumínio
Camada de
Policarbonato
 Thi
ag
o 
Ro
ch
a 
(2
01
2)
Figura 48 - CD-ROM
os TiPos de Cd
a) CD-ROM: discos de dados com capacidade para 700 MB ou 80 minutos de 
música. Essa mídia é utilizada normalmente para áudio (CDs de música). Para 
acessar esse disco é necessário apenas um dispositivo leitor de CD.
b) CD-R (Compact Disc Recordable): nesta mídia é possível gravar dados uma 
única vez, de tal modo que não é possível alterar ou apagar as informações, 
pois o material usado no CD-R sofre uma transformação quando atingido pelo 
laser do gravador de CD, deixando a mídia como um CD-ROM comum. Para 
gravar nesse dispositivo é necessário, no mínimo, um dispositivo CD-RW.
c) CD-RW (Compact Disc Recordable Rewritable): essa mídia permite gravar 
dados várias vezes, sendo possível, inclusive, apagar aquelas informações 
gravadas anteriormente. Isso ocorre porque, nesse caso, o material usado 
sofre uma “transformação” quando atingido pelo laser do gravador de CD, 
mas depois pode, ainda, sofrer outra ação para voltar ao estado original, o 
que vai permitir o apagamento dos dados e, consequentemente, novas gra-
vações. Para gravar nesse dispositivo é necessário, no mínimo, um disposi-
tivo CD-RW.
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3.7.2 unidAdes de dvd
O DVD é uma mídia de armazenamento com capacidade de 4,7 GB (no míni-
mo), valor