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todas as operações da máquina, como acesso a discos rígidos e 
memórias, cálculos etc. Pois saiba que quem realiza essa atividade é o processa-
dor, o componente principal de um computador, popularmente conhecido como 
o “cérebro da máquina”.
 VOCÊ 
 SABIA?
Todas as tarefas de um computador têm a participação 
do processador como, por exemplo, a execução de jo-
gos, músicas, acesso à internet e aos mais variados pro-
gramas. Enfim, tudo passa por ele. 
Em outra classificação, o processador também recebe o nome de CPU (Central 
Processing Unit – Unidade Central de Processamento). Trata-se de um chip respon-
sável por buscar e executar instruções presentes na memória do computador. Es-
sas instruções (processos) consistem em operações matemáticas e lógicas, além 
de operações de busca, leitura e gravação de dados. Para reforçar esses conceitos, 
vale conhecer o que Brain (2000) apresenta como uma representação de uma 
CPU. Veja:
 Bea
tr
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 C
as
ca
es
 (2
01
2)
Figura 6 - Representação de uma CPU
O primeiro microprocessador utilizado em um computador pessoal foi o Intel 
8080, lançado em 1974, capaz de executar instruções de 8 bits. Mesmo sendo o 
3 ArquiteturA de ComputAdores 25
primeiro, o 8080 não foi muito popular na época, fator reservado ao Intel 8088, 
lançado em 1979 e incorporado a um PC IBM – comercializado a partir de 1981. 
A partir do lançamento do IBM-PC, o computador pessoal ficou bastante conhe-
cido e desejado por muitos consumidores. A Intel, de olho nesse mercado, não 
parou de pesquisar e evoluir, lançando (em espaços de tempo cada vez menores) 
processadores mais modernos e velozes. Com isso, surgiram o 80286, depois o 
80386, 80486, Pentium, Pentium II, Pentium III e Pentium IV, Celeron, Xeon, Ita-
nium, Core, Core Duo, Core 2 Duo, Core Quad, Core 2 Quad, i3, i5 e i7. Todos foram 
produzidos pela Intel e são melhorias do design básico do 8088. Isso tratando 
apenas de Intel. Seu principal concorrente, a AMD, evoluiu paralelamente, com os 
286, 386, 486, 586, K5, K6, K6-2, K6-3, Athlon, Duron, Athlon XP, Sempron, Athlon 
64, Athlon 64 x2, Phenom, Phenom x3, Phenom x4, Phenom II x2, Phenom II x3, 
Phenom II x4, Phenom II x6 e Turion.
A evolução dos processadores foi prevista por Gordon Moore, fundador da In-
tel, que em abril de 1965 publicou um artigo científico na Electronic Magazine, 
dizendo que o poder de processamento dos chips teria um aumento de 100% a 
cada período de 18 meses. Essa previsão ficou conhecida como Lei de Moore. 
Mas não existe uma maneira absoluta para determinar a capacidade de um 
processador. É necessário avaliar uma série de fatores, como sua arquitetura in-
terna, o número de núcleos, a velocidade de operação (clock interno e externo), a 
capacidade de armazenamento da sua memória cache, o número de bits internos 
e externos, o tamanho dos barramentos de dados e endereços. Enfim, é preciso 
conhecer completamente as suas especificações técnicas. Para tornar essa tarefa 
mais fácil, a partir de agora você estudará alguns dos fatores capazes de mensurar 
a capacidade (e o preço) de um processador.
3.1.1 ArquiteturA dos processAdores e bArrAmentos
Na atualidade, é muito comum encontrar computadores na maioria das ca-
sas. Com essa popularização, é natural que pessoas que não conhecem a fundo a 
tecnologia cometam alguns erros. Por exemplo: é comum chamar de CPU a parte 
que fica embaixo do monitor, onde você conecta todos os periféricos.
E, então, essa nomenclatura é certa ou errada? O que você acha? É errada. Ape-
sar de ser bastante popular, essa nomenclatura não é a correta, visto que CPU é a 
abreviatura em inglês para Unidade Central de Processamento – ou seja, o “pro-
cessador”, conforme você estudou anteriormente. Nesse caso, você deve chamar 
a referida parte de gabinete. Sim, esse é o nome correto!
Entre outras partes, a CPU é composta internamente por duas subunidades 
principais: a ALU (Arithmetic Logic Unit – Unidade Lógica e Aritmética), respon-
sável pela execução das operações lógicas e aritméticas e tomadas de decisão; e 
Manutenção de CoMputadores26
pela CU (Control Unit – Unidade de Controle), responsável pelos sinais de controle 
do computador. Além das duas unidades básicas, a CPU é composta também por 
barramento interno, registradores, unidade de decodificação e pelas caches de 
instruções e de dados. Para compor essas unidades, os processadores são pro-
duzidos sobre uma pastilha de silício. Essa pastilha é composta por várias “micro-
chaves”, chamadas de transistores. Você já ouviu falar neles? Pois saiba que são os 
responsáveis por permitir a lógica de execução das instruções. 
 FIQUE 
 ALERTA
Quanto mais transistores houver na pastilha, maior será a 
capacidade de processamento da CPU.
Além da CPU, existem outros componentes necessários ao funcionamento 
pleno do computador, que são os periféricos de entrada e saída (em inglês, uti-
liza-se a sigla I/O, de input/output). Como exemplos de dispositivos de entrada, 
podem-se citar: teclado, mouse, scanner etc. Já os dispositivos de saída podem 
ser: placa de vídeo, de som, monitor etc.
Esses dispositivos utilizam barramentos para se comunicar com a CPU. Assim, 
quando for necessário gravar um arquivo no disco rígido ou ler as informações 
vindas do teclado, é por meio dos barramentos que os dados chegarão ao proces-
sador para serem tratados. 
 SEN
A
I (
20
12
)
Figura 7 - Barramento
Todas essas informações trafegam por um barramento rápido e eficiente, liga-
do diretamente ao processador, chamado de barramento local. Este barramento 
também é chamado de Front Side Bus (FSB) que, em uma tradução literal, significa 
barramento frontal, por situar-se diretamente à frente do processador. O FSB é o 
barramento que faz a ligação entre processador e memórias RAM. Um diagrama 
3 ArquiteturA de ComputAdores 27
em blocos da arquitetura de um PC é mostrado na figura a seguir. O barramento 
local, por sua vez, é dividido em três partes distintas. Acompanhe, a seguir, os 
barramentos e as suas funções específicas.
CPU RAM
Dispositivo E/S
externos
RAM
Cache
Barramento E/SInterface
Barramento local
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ag
o 
Ro
ch
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(2
01
2)
Figura 8 - Barramentos do computador 1
a) Barramento de dados: o barramento de dados é o mais importante dos três, 
pois é por ele que as informações propriamente ditas trafegam, em forma de 
sinais digitais, lidos pelo software como bits. Os processadores atuais traba-
lham com 64 bits. Fazendo uma analogia, é como se houvesse uma rodovia 
com várias pistas. O número de pistas é o número de bits do barramento e a 
velocidade com a qual eles trafegam é chamada de frequência do FSB. Como 
exemplo, pode-se citar um processador Pentium IV de 3 GHz – FSB 400 MHz, 
que tem 64 vias no barramento externo por onde os dados trafegam a 400 
MHz (na verdade, a frequência real não é esta, mas isso você estudará mais 
adiante). Processadores mais modernos podem ter a velocidade do FSB mais 
alta, como 1.066 MHz, 1.333 MHz, 1.600 MHz e superiores.
b) Barramento de endereços: as informações que trafegam no barramento de 
dados provêm de algum lugar e devem ser depositadas em algum destino. 
Pois bem, o local na memória onde o processador vai buscar a informação 
ou onde ele vai gravá-la é fornecido pelo barramento de endereços. 
c) Barramento de controle: você já sabe que as informações trafegam pelo bar-
ramento de dados e serão buscadas ou escritas na memória, no local indica-
do pelo barramento de endereços. Mas como saber se a operação é de lei-
tura ou de escrita? Bem, essa função é reservada ao barramento de controle.
Manutenção de CoMputadores28
A seguir você pode observar uma figura que ilustra os três barramentos e seu 
acesso à memória RAM, assunto que vamos ver mais adiante. Note que os barra-
mentos de controle e de endereços

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