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RESENHA - IASMIM 20 02 21

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FACULDADE GIANNA BERETTA
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM OBSTETRÍCIA E NEONATOLOGIA
PROFº: Francisco Ribeiro
DATA: 20/02/2021
ALUNO: 
RESENHA
GARCIA, Leila Posenato. A magnitude invisível da violência contra a mulher. Epidemiol. Serv. Saude, Brasília, 25(3):451-454, jul-set 2016.
A violência contra a mulher surge como fruto das diferenças de gênero cometida muitas vezes no ambiente familiar. Onde a agressão é cometida por parceiro íntimo, quando isso acontece o serviço de saúde é um dos locais mais procurados por mulheres nessa situação. Dessa forma, as mulheres assumem papeis sociais de vitimas, muito embora não se vincule a uma escolha consciente, de sua dependência da dominação masculina.
A violência domestica é um grave problema de saúde pública que afeta famílias de diversos países e classes sociais. Há dois conjuntos de fatores considerados condicionantes e precipitantes da violência. Os elementos condicionantes manifestam-se por meio de opressões perpetradas pelas desigualdades de ordem econômica, machismo e etc.
Em relação aos elementos precipitantes, destacam-se o uso de álcool e substanciais tóxicas, além do estresse e cansaço, que podem desencadear o descontrole emocional e provocar episódios de agressões às vitimas.
A Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres tem por finalidade estabelecer conceitos, princípios, diretrizes e ações de prevenção e combate à violência contra as mulheres, assim como de assistência e garantia de direitos às mulheres em situação de violência, conforme normas e instrumentos internacionais de direitos humanos e legislação nacional.
A violência contra a mulher passa a ser tema de estudo e intervenção na área da saúde a partir dos anos noventa, ao mesmo tempo em que se firma internacionalmente como questão de direitos humanos. Até os dias de hoje ocorre serias preocupações sobre esse assunto, pois para os profissionais de saúde o fato de que a violência contra a mulher tem alta magnitude e relevância para a saúde sabe-se já que mulheres que vivem ou viveram violência doméstica e sexual têm mais queixas, distúrbios e patologias, físicos e mentais, e utilizam os serviços de saúde com maior frequência do que aquelas sem esta experiência. 
As mulheres podem apresentar-se a serviços de urgência e emergência por problemas decorrentes diretamente da violência física ou sexual (traumas, fraturas, tentativas de suicídio, abortamentos etc).
A Estratégia de Saúde da Família tem como função o cuidado das pessoas a qual lhe compete, acolhendo-as de forma integral tanto na unidade quanto na visita domiciliar que é de grande importância, pois permite identificar com mais com mais segurança, a situação de violência.
Ações educativas são de extrema importância na prevenção e orientação das mulheres sobre violência, fornecendo informações sobre os recursos existentes na comunidade, grupos de auto-ajuda e como prevenir novos episódios.
Deve-se buscar fortalecer o vínculo com as redes de apoio que oferecem suporte e complementam o papel desenvolvido pela atenção primária. Para isso seria necessário que os serviços de saúde, realizassem discussões com as equipes multiprofissionais, afim de se aprofundar o tema e resgatar a sensibilização da equipe no que se diz respeito ao cuidado humanizado, propiciando maior sensibilização das equipes nos casos de violência.

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