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GE - Gestão da Captação e Retenção de Talentos_02

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aprendizagem vem se perpetuando como um fenômeno ou um método relacionado ao ato de 
aprender. Estabelece ligações entre certos estímulos e respostas equivalentes causando um momento de 
adaptação de um ser vivo ao seu meio envolvente. 
Sob o olhar da pedagogia a aprendizagem é uma modificação do comportamento do individuo em função 
da experiência. É considerado ainda o processo pelo qual o individuo adquire saberes, conhecimentos, 
valores, comportamentos e do estudo. 
Nas áreas de psicologia e pedagogia existem inúmeras teorias sobre a aprendizagem. Dentre estas teorias 
gostaríamos de mencionar o modelo Behaviorista, baseado na visão de que o estudo do meio que envolve 
um indivíduo possibilita a observação, previsão, a mensuração e controle do comportamento humano. E 
de outro lado, o modelo cognitivo fundamenta o seu estudo na visão de que as crenças e percepções do 
individuo podem influenciar o comportamento do mesmo. 
veja o vídeo!
Assista a esse vídeo de 5 minutos e 14 segundos que enaltece esse processo na prática. 
É um trecho do filme “Vida de Inseto”. Vale muito à pena assistir! Clique aqui.
leITURa CoMPleMeNTaR
É preciso valorizar os processos mentais ligados com a memória, a atenção, percepção 
e raciocínio. Para ilustrar estas abordagens sugiro a leitura do texto “O que é 
aprendizagem?”. 
Não enfatizado do texto referido, mas com grande importância no contexto da aprendizagem, gostaria 
de salientar a figura de Jean Piaget, que foi um renomado biólogo e educador suíço, defensor da visão 
distinta entre aprendizagem e desenvolvimento. 
https://www.youtube.com/watch?v=m-YkiPAYivY
http://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-docente/o-que-e-aprendizagem.htm
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Imagem: Jean Piaget
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/img/historia/022-piaget-01.jpg
Jean Piaget (1896-1980) foi o nome mais influente no campo da educação durante a segunda metade do 
século 20, a ponto de quase se tornar sinônimo de pedagogia. Não existe, entretanto, um método Piaget, 
como ele próprio gostava de frisar. Ele nunca atuou como pedagogo. Antes de tudo, Piaget foi biólogo e 
dedicou a vida a submeter à observação científica rigorosa o processo de aquisição de conhecimento pelo 
ser humano, particularmente a criança.
Como representante autêntico do modelo cognitivo, ele ressalta que o desenvolvimento da cognição, da 
capacidade de aprendizagem do ser humano ocorrerá à medida que se dá o seu desenvolvimento físico e 
a partir das interações com o meio e com as pessoas. 
Baseado na visão de Piaget e do modelo cognitivo nos remete ao processo de aprendizagem organizacional 
que igualmente considera a observação das mudanças comportamentais observáveis no ambiente 
organizacional após a implantação de um novo projeto, ou de uma nova tecnologia.
aPReNdIZaGeM oRGaNIZaCIoNal 
Então é possível aplicar as pressupostos da cognição para impulsionar a Aprendizagem Organizacional?
Bem, tomando por base a temática do nosso guia de estudo I, a gestão por competências, podemos inferir 
que o conjunto de competências organizacionais e individuais permite a empresa alcançar a performance 
desejada. Esta performance, naturalmente, é fruto da combinação de esforços individuais que objetivam 
propósitos coletivos e metas pré-estabelecidas. 
Neste aspecto, a performance de uma empresa está diretamente ligada à sua capacidade de aprender 
de forma contínua e sustentável. A aprendizagem organizacional é um processo que envolve as pessoas 
em todos os níveis da organização e demanda, esforços organizados e sistematizados de acordo com os 
objetivos pertinentes a cada área.
Desta forma, é crescente o interesse das organizações contemporâneas em desenvolver e programar 
estratégias que fortalecem as práticas de aprendizagem continua e inovação por entenderem que esta 
estratégia é a única via de sobrevivência nos ambientes competitivos, uma sociedade em constante 
transformação. 
Quando falamos em aprendizagem organizacional, falamos em aprendizagem das pessoas porque são 
elas que constituem o capital intelectual das empresas. Este capital intelectual representa um verdadeiro 
http://revistaescola.abril.com.br/img/historia/022-piaget-01.jpg
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arsenal de conhecimentos, experiências, técnicas, insights que vão propiciar à empresa desenvolver 
vantagens competitivas e trarão crescimento e sustentabilidade.
aPReNdIZaGeM CoMo vaNTaGeM CoMPeTITIva
Ressaltamos a grande importância do conhecimento e aprendizado, uma vez que estes agregam valor 
ao processo e, consequentemente, inovam a cadeia de valores. Desta forma, insumos como o capital, 
máquinas e outros fatores de tangíveis de produção passam a ser secundários, já que não pensam e nem 
criam.
Criar vantagem competitiva é agregar valor aos produtos e serviços estabelecendo diferenciais e 
duráveis. Anteriormente, os diferenciais competitivos eram vinculados à tecnologia, preço, porém, estes 
são possíveis de serem superados em curto espaço de tempo. 
Como você percebe, esta visão se aplica igualmente ao conceito de qualidade definida como um modo de 
ser, a propriedade de qualificar os mais diversos serviços, objetos, indivíduos. Está também relacionada 
às percepções de cada individuo e diversos fatores como cultura, produto ou serviço prestado.
aprendizagem e Qualidade
A qualidade por sua vez se caracteriza como uma corrida sem linha de chegada, precisa estar sempre 
sendo uma meta que se renova à medida que as exigências do mercado, a criação de novas necessidades, 
novos hábitos e etc. A busca ou a inserção da qualidade, no entanto, não representa imunidade aos 
avanços da concorrência, não sendo, portanto, garantia de sustentação no mercado. É necessário um 
processo de melhoria continua para manter padrões de qualidade. 
Entretanto, a maior vantagem competitiva dita permanente é a capacidade que as pessoas têm em 
aprender, se desenvolver, melhorar seu nível de conhecimento, suas competências e formas de adequá-
las as expectativas de desempenho organizacional. 
A orientação para a aprendizagem e sua relação com o desempenho empresarial passou a ser uma realidade 
estratégica. As organizações vêm desenvolvendo estudos e aprimorando práticas para transformar-se em 
verdadeiros ambientes de aprendizagem. 
Neste contexto, permeia um forte investimento em retenção do conhecimento existente, a preservação 
das memórias das organizações (métodos, técnicas, estratégias) e recuperação das informações. Estas 
práticas fortalecem o espírito criativo e a própria capacidade da organização em projetar o futuro. As 
organizações assumiram a sua condição de eternos aprendizes, pois, na verdade, o aprendizado não tem 
limites.
oRGaNIZaÇÕes QUe aPReNdeM
Neste ponto, gostaria de trazer a visão de Peter Senge, estudioso contemporâneo da aprendizagem 
organizacional, cuja obra: “A quinta disciplina” trouxe importantes contribuições para esta temática. 
leITURa CoMPleMeNTaR
Para que conheça a biografia e obra de Peter Senge, clique aqui.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Senge
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Como descrito na pág. 41 do nosso livro texto, Senge estabelece uma clara divisão entre os níveis de 
aprendizagem possíveis no meio organizacional considerando a perspectiva individual e a coletiva. 
Segundo descreve, a aprendizagem operacional está relacionada ao desenvolvimento de habilidades 
físicas, a produção de ações e a capacidade de articular conhecimentos sobre uma determinada 
experiência. 
Traduzindo a perspectiva de Senge, entendemos que o entrelace entre os níveis dos citados, operacional e 
conceitual, é notadamente a fórmula ideal para o desenvolvimento pleno da aprendizagem na organização. 
O conhecimento deve estar disponível para todos os níveis da organização, sem considerar barreiras 
hierárquicas. Esta visão dará uma perspectiva de maior motivação e cooperação e consequentes melhores 
resultados.
O capital passou a ser a única fonte relevante ao qual poderia ser atribuído o sucesso corporativo, um 
recurso caro e escasso que colocou em segundo plano todos

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