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GE - Gestão da Captação e Retenção de Talentos_02

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um grande diferencial para aqueles que sabem utilizá-lo.
A partir destas novas exigências de mercados, as organizações estão utilizando como estratégias os 
ativos intangíveis: 
1. Informação
2. Propriedade intelectual
3. Experiência
4. Capital intelectual coletivo como a matéria-prima da nova economia.
GeReNCIaNdo o CaPITal INTeleCTUal 
O Capital passou a ser a única fonte relevante ao qual poderia ser atribuído o sucesso corporativo, um 
recurso caro e escasso que colocou em segundo plano todos os demais insumos outrora valorizados. 
O estilo de gerenciar negócios focando apenas a maximização da riqueza para os acionistas sofreu um 
impacto significativo, principalmente no que tange a longevidade e o sucesso corporativo. O cenário 
aponta para outra fonte de riqueza: o conhecimento.
Em razão do avanço tecnológico que veio com o surgimento das fontes de comunicação – computadores, 
sistemas de telecomunicação, aviação civil, entre outros – o capital tornou-se mais acessível e menos 
escasso. Passamos a viver um novo estágio no qual o principal fator de produção estaria nas pessoas, ou 
seja, no conhecimento humano.
GUaRde essa IdeIa!
O capital intelectual é o conhecimento útil em uma embalagem, representada pelas 
pessoas, que são as embalagens. Por isto, as empresas estão priorizando cada vez mais 
o capital intelectual dos seus funcionários do que a sua forma ou força física.
Temos então renovações, inovações e riquezas de informações nas empresas com novas ideias para criar 
novos produtos que surgem da criatividade e do capital intelectual dos funcionários. É o resultado do 
somatório de seu conhecimento tácito (adquirido ao longo da vida, experiências, trabalhos realizados, 
empresas onde passou) e do conhecimento explícito (adquirido através de cursos, treinamentos, palestras, 
leituras).
E como é possível gerenciar o capital intelectual? Será que é uma tarefa fácil? 
Não, trata-se de uma tarefa complexa que exige: 
§	Gestão do conhecimento (parte do capital intelectual).
§	Gestão intelectual (parte da gestão do conhecimento que exige esforço multidisciplinar).
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A valorização na hora de gerenciar, fazer armazenamento, desenvolver treinamentos, gerenciar o 
conhecimento é uma estratégia PREVENTIVA, por isto é preciso administrar o conhecimento através de 
contratação de consultorias, de treinamentos corporativos, documentar o processo para que possa haver 
continuidade no conhecimento sendo utilizado e melhorado.
E a infraestrutura da empresa, o que ela possibilita?
 A infraestrutura é representada pelo Capital Estrutural, que é adquirido para dar apoio à organização 
(tecnologia, sistema de informações, banco de dados, estruturas, estratégias, cultura organizacional e 
etc.), procedimentos para que se possam alcançar os resultados de forma rápida, bem como, aumentar a 
troca de conhecimentos entre funcionários.
“Cada funcionário que é desligado da empresa leva consigo o conhecimento. E ao armazenar este 
conhecimento este agrega valor à empresa. Um caminho é o de aumentar o conhecimento, registrar o 
passo a passo este capital do funcionário. É preciso deixar registrado o meu conhecimento”.
E o capital do Cliente em que consiste?
No capital do cliente, em nossa perspectiva observamos a construção de um relacionamento entre o 
cliente e a organização (necessidades e insatisfações). Trata-se de uma lealdade com a qual a organização 
atende ao mercado. Este relacionamento é determinante sobre a continuação ou não dos clientes, e 
também com fornecedores. 
É neste momento em que o CAPITAL INTELECTUAL se transforma em dinheiro, por isto o conhecimento 
parte das informações, auxilia a captar o capital dos clientes (O que ele sabe, o que precisa, o que é 
importante para a empresa através do relacionamento, da lealdade, é possível entender o que não agrega 
valor para o cliente.)
Vamos agora para o capital organizacional que é a competência estruturada e codificada da organização. 
Em outras palavras, é a infraestrutura. Envolve os capitais de inovação e processos.
O capital de inovação é o capital de renovação do conhecimento, novos conhecimentos precisam de 
agilidade ao incorporar-se aos bens e serviços e estimula a uma continuidade. E a quantidade de inovações 
pode proporcionar uma significativa diferença para as organizações por que se renovou um conhecimento.
Por exemplo, se vai haver um lançamento de um novo produto, quantos produtos foram lançados?
Quais das ideias lançadas que deram certo?
Entendeu agora? O capital de processos é a soma de técnicos, programas, processos, usados pelos 
colaboradores da organização e objetiva aumentar e fortalecer a competência para ganhar mercado. 
Nada mais é do que o conhecimento aplicado à prática na criação ou melhoria constante de produtos, 
trabalhos e serviços.
GUaRde essa IdeIa!
Então veja que existem vários tipos de capitais, mas o capital intelectual centraliza e 
agrega todos os demais ramificados a partir de uma pessoa.
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as lIdeRaNÇas e a GesTÃo do CoNHeCIMeNTo 
Você concorda que os líderes influenciam a disseminação do Conhecimento?
Como os gestores operacionalizam o conhecimento organizacional, para transformá-lo em capital 
intelectual?
Vejamos a visão de Stewart:
Para ele, “dados e informações quando processados ao longo do tempo, geram conhecimento, que abarca 
“expertise” (qualidades próprias, Know-how adquirido) e insight (discernimento da situação, capacidade 
de solução) oferecidos pelos indivíduos. Este ato de conhecer oferecido pelo indivíduo, quando segregado 
e alinhado aos objetivos organizacionais geram o conhecimento corporativo, refletindo nos produtos e 
serviços que visam atender às necessidades específicas dos clientes”.
Vejam então que o conhecimento surge da condensação de dados, informações e crenças, os quais 
emergem do pensamento humano e fazem parte do complicado processo de entendimento do ser.
A liderança nas organizações precisa atuar de forma facilitadora para a disseminação do conhecimento, 
motivando as práticas colaborativas e trocas sucessivas do conhecimento disponível. As barreiras na 
relação entre líder e liderados quando não bem administradas podem interferir de forma negativa e para 
a obtenção dos resultados
Globalização do Conhecimento 
Na percepção dominante, estaríamos caminhando para um mundo sem fronteiras com mercados (de 
capitais, informações, tecnologias, bens, serviços e etc.) tornando-se efetivamente globalizados e para 
um sistema econômico mundial dominado por “forças de mercado incontroláveis”, sendo seus principais 
atores as grandes corporações transnacionais sociais.
CHAVES PARA O TERCEIRO MILÊNIO NA ERA DO CONHECIMENTO — 11 mente sem raízes e sem lealdade 
com qualquer Estado-Nação. 
Tais corporações estabelecer-se-iam em qualquer parte do planeta, exclusivamente em função de 
vantagens oferecidas pelos diferentes mercados. Assim, apregoa-se que a única forma de evitar tornar-se 
um perdedor —seja como nação, empresa ou indivíduo — é ser o mais inserido, articulado e competitivo 
possível no cenário global.
É possível perceber que as organizações utilizam-se e adotam vários fatores que promovem o 
conhecimento como principal fonte estratégica. Mergulhar seus colaboradores no modelo de negócios e 
foca-los na “VISÃO” que o permeia, fazendo com que as pessoas, atrelem todos os seus passos dentro 
do ambiente corporativo a difusão e realização dos objetivos estratégicos, criando e desenvolvendo ainda 
mais competências e reposicionando estrategicamente as organizações, é um desafio que as grandes 
corporações enfrentam atualmente. Para tanto, muitas empresas começaram a avaliar de forma positiva 
a famosa pausa para o cafezinho durante o expediente ou até o mesmo o intervalo do almoço, criando 
ou ampliando espaços de lazer para os seus colaboradores, visando não apenas um ambiente saudável 
mais as ideias que surgem a partir das conversas e interações entre funcionários de setores distintos, 
estimulando e abrindo canais para o afloramento

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