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Anatomia e histologia do Pâncreas

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Pâncreas 
O pâncreas é uma glândula acessória da digestão, 
alongada, retroperitoneal, situada sobrejacente e 
transversalmente aos corpos das vértebras L I e L II (o 
nível do plano transpilórico) na parede posterior do 
abdômen. Situa-se atrás do estômago, entre o duodeno 
à direita e o baço à esquerda. O mesocolo transverso 
está fixado à sua margem anterior. O pâncreas produz: 
• Secreção exócrina (suco pancreático produzido 
pelas células acinares) que é liberada no duodeno 
através do ducto pancreático e do ducto acessório. 
• Secreções endócrinas (glucagon e insulina, 
produzidos pelas ilhotas pancreáticas (de 
Langerhans) que passam para o sangue. 
Para fins descritivos, o pâncreas é dividido em quatro 
partes: cabeça, colo, corpo e cauda. 
A maior parte da massa do pâncreas é constituída de 
células exócrinas, agrupadas em lóbulos (ácinos) 
divididos por tecido conectivo e conectados ao ducto 
que drena no ducto pancreático e no duodeno. O 
produto das células exócrinas do pâncreas é um líquido 
alcalino rico em enzimas digestivas, que é secretado no 
intestino delgado para ajudar no processo digestivo. 
Mergulhados no interior dos ácinos, encontram-se 
pequenos grupos altamente vascularizados de células 
endócrinas, denominados ilhotas de Langerhans, nos 
quais predominam dois tipos de células endócrinas (β e 
α). As células β representam a maior parte da massa 
total de células endócrinas, e seu principal produto 
secretor é a insulina. As células α constituem cerca de 
20% das células endócrinas e são responsáveis pela 
secreção do glucagon. Um pequeno número de células 
δ secreta somatostatina, e um número ainda menor de 
células secreta o polipeptídeo pancreático. A 
localização desses tipos celulares no interior das ilhotas 
exibe um padrão particular, com as células β localizadas 
centralmente, circundadas pelas células α e δ. 
Cada um dos lúmens acinares é conectado a um ducto 
intercalado, que vão se fundir distalmente a outros 
ductos menores, de modo a originarem ductos maiores, 
os quais se unirão para formar ductos interlobulares, os 
quais irão convergir para um lóbulo formado por 
diversos ácinos. Resumindo: as unidades secretoras se 
agrupam em lóbulos, que são subdivisões do 
parênquima pancreático, os quais irá convergir cada um 
para o seu respectivo ducto interlobular. 
IRRIGAÇÃO 
O suprimento sanguíneo arterial do pâncreas deriva da 
artéria esplênica e das artérias pancreático-duodenais 
superior e inferior. Apesar de as ilhotas representarem 
apenas 1 a 2% da massa do pâncreas, elas recebem 
cerca de 10 a 15% do fluxo sanguíneo pancreático. A 
rica vascularização proporcionada por capilares 
fenestrados possibilita um rápido acesso à circulação 
para os hormônios secretados pelas células das ilhotas. 
O sangue venoso do pâncreas drena na veia porta 
hepática. Por conseguinte, o fígado, o principal órgão-
alvo dos efeitos fisiológicos dos hormônios 
pancreáticos, é exposto às maiores concentrações 
desses hormônios. Após o metabolismo hepático de 
primeira passagem, os hormônios do pâncreas 
endócrino distribuem-se pela circulação sistêmica. Os 
nervos parassimpáticos, simpáticos e sensitivos 
inervam ricamente as ilhotas pancreáticas, e os 
respectivos neurotransmissores e neuropeptídeos 
liberados de suas terminações nervosas exercem 
efeitos reguladores importantes sobre a liberação 
hormonal pelo pâncreas endócrino. 
HISTOLOGIA DO PÂNCREAS ENDÓCRINO 
E um órgão produzido durante a 5º e a 8ª semanas da 
gestação. É oriundo do brotamento do intestino 
anterior, entre o mesentério ventral e dorsal. Primeiro 
se forma o broto pancreático ventral, e depois o broto 
pancreático dorsal. 
Após serem formados, os dois brotamentos se fundem. 
Por conta de uma rotação que o sistema gástrico sofre, 
o brotamento ventral se aproxima do brotamento 
dorsal, onde se fundem. Esse evento está representado 
na imagem abaixo. O parênquima do órgão e as ilhotas 
pancreáticas são formados a partir do endoderma dos 
brotos pancreáticos. As ilhotas, mais especificamente 
na 12ª semana. O glucagon e a somatostatina começam 
a ser produzidos a partir da 15º semana, e a insulina, a 
partir da 20º semana (5º mês). 
Ilhotas de Langerhans 
Também conhecidas como ilhotas pancreáticas, são 
estruturas responsáveis pela produção de hormônios, 
como mencionado anteriormente. Essas ilhotas 
formam glândulas com ácinos serosos. As glândulas são 
envoltas por tecido conjuntivo e são formadas por 
células cuboides. Em meio às glândulas, podem-se 
observar vasos para escoar os hormônios produzidos no 
local, uma vez que é uma glândula endócrina. Durante 
o desenvolvimento dessas glândulas, elas até têm 
contacto com um ducto, semelhante às glândulas 
exócrinas. Porém, conforme elas crescem, elas se 
afastam do ducto, até perderem contato e formarem 
uma glândula cordonal endócrina. 
No momento em que as células perdem contato com os 
ductos, elas ficam imersas no tecido conjuntivo e 
passam a formar as ilhotas pancreáticas. 
Devido à pequena quantidade de ilhotas, cerca de 2% 
do órgão, elas formam o que são chamados de micro 
órgãos endócrinos, com uma fina camada de tecido 
conjuntivo que envolve a ilhota e a separa do tecido 
sobrejacente. Esses micro órgãos endócrinos são 
formados de cordões de células endócrinas poligonais e 
capilares sanguíneos fenestrados. As ilhotas são 
formadas por 5 tipos de células, sendo as α e β estão 
em maior quantidade. Os tipos celulares, bem como o 
que produzem, são: 
• Células-alfa (α): Glucagon 
- Age em vários tecidos para mobilizar a energia 
estocada; aumenta taxa de glicose no sangue 
• Células-beta (β): Insulina 
- Age em vários tecidos promovendo entrada de 
glicose na célula; diminuí taxa de glicose 
• Células-delta (δ): Gastrina e somatostatina 
- Regula a liberação de hormônios de outras células 
das ilhotas 
• Células-PP: Polipeptídio pancreático 
- Provoca diminuição de apetite; aumento da 
secreção do suco gástrico 
• Células-épsilon (ε): Grelina 
- Estimula o apetite no hipotálamo 
As principais células são as células α e as células β. Essas 
células, juntas as outras, produzem seus hormônios 
correspondentes, os colocam em vesículas que seguem 
até a membrana celular em contato com os capilares 
fenestrados. Quando a vesícula chega nesse capilar, ela 
se funde à membrana plasmática e o seu conteúdo é 
excretado para o lúmen do capilar, passando através 
das fenestrações. Na situação de diabetes tipo I, as 
células do tipo β são destruídas por processos 
inflamatórios. Em lâminas histológicas de pâncreas 
diabéticos, observa-se infiltrados de células do sistema 
imune, configurando uma camundongo normal 
inflamação.