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AULA ANATO- uretra masculina e feminina e pelve óssea

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AULA ANATO- URETRA MASCULINA E FEMININA, PELVE ÓSSEA
URETRA MASCULINA:
-É um longo tubo de paredes musculares; se estende do óstio interno da uretra (situado na parede muscular da bexiga, no nível do colo da bexiga) até o óstio externo da uretra (uma abertura em fenda situado na extremidade da glande do pênis);
- Conduz urina e sêmen para o exterior;
- Apresenta cerca de 20 cm de comprimento; e é dividida em 4 partes conforme as estruturas que ela atravessa, de proximal para distal temos:
 Parte intramural da uretra (situada na espessura do músculo detrusor no colo da bexiga urinária);
Parte prostática: situada no interior da próstata, atravessando-a;
Parte membranácea: situada no interior do diafragma urogenital, composto pelo músculo transverso profundo do períneo;
Parte esponjosa: é a maior; situada no interior do corpo esponjoso do pênis;
- As uretras intramural e prostática são conhecidas em conjunto como uretra proximal ou pélvica, já que essas 2 partes se situam no interior da pelve; já as duas partes mais distais (parte membranácea e esponjosa) formam a parte distal da uretra masculina ou parte perineal, já que se situam no períneo;
PARTE INTRAMURAL DA URETRA: é pequena, com cerca de 1 cm de comprimento; 
Atravessa o colo da bexiga circundada pelo músculo esfíncter interno da uretra (composto pelo próprio músculo detrusor que forma a parede da bexiga);
Também é denominada parte pré prostática da uretra;
O seu comprimento e calibre variam conforme a bexiga esteja se enchendo ou esvaziando-se;
PARTE PROSTÁTICA: caracteriza-se por apresentar na sua parede posterior uma elevação denominada crista uretral; sendo que a cada lado dessa crista estão os seios prostáticos, que recebem a desembocadura dos vários dúctolos prostáticos, ejetando na uretra prostática a secreção prostática; é a parte mais dilatada e distensível; 
No centro da crista uretral há uma elevação arredondada, denominada colículo seminal; que apresenta uma abertura central em fenda que dá acesso a uma pequena cavidade de fundo cego em seu interior, denominada utrículo prostático.
O utrículo prostático é o vestígio embriológico remanescente do canal uterovaginal, cujas paredes adjacentes na mulher vão constituir o primórdio do útero e de uma parte da vagina;
Abaixo e a cada lado da abertura do utrículo há as 2 aberturas que constituem os óstios dos 2 ductos ejaculatórios; assim é na uretra prostática que os espermatozoides e o sêmen entram em contato com a via urinaria;
PARTE MEMBRANÁCEA: é a parte mais estreita e menos distensível; é curta como a intramural, apresentado cerca de 1 cm;
Atravessa o músculo transverso profundo do períneo (que compõe o diafragma urogenital) na sua parte mais anterior, que é denominada esfíncter externo da uretra; ambos esses músculos são voluntários;
Se relaciona póstero-lateralmente com as 2 glandulas bulbouretrais;
PARTE ESPONJOSA/PENIANA: é a parte mais móvel e longa, com cerca de 15 cm de comprimento e 0,5 cm de calibre ou diâmetro; porém esse 0,5 cm de calibre é alargado no início e no final da uretra esponjosa; no bulbo do pênis ocorre uma dilatação intrabulbar; da mesma forma no interior da glande nota-se uma dilatação, denominada fossa navicular da uretra esponjosa; 
Apresenta em seu interior vários pequenos orifícios, denominadas lacunas uretrais, que são a desembocadura das glândulas uretrais;
Também apresenta na sua dilatação/fossa intrabulbar a desembocadura dos 2 ductos bulbouretrais das glândulas de mesmo nome situadas no interior do músculo transverso profundo do períneo;
- CURVATURAS DA URETRA MASCULINA:
A uretra masculina apresenta de 20 a 22 cm de comprimento e em sua posição anatômica normal apresenta 2 curvaturas: uma mais distal na transição raiz com o corpo do pênis e uma mais proximal, na transição da uretra membranácea com o início da esponjosa, uma região algumas vezes denominada parte bulbar da uretra esponjosa, já que situa no interior do bulbo do pênis;
Uma sonda introduzida no interior da bexiga através da uretra ao penetrar na uretra a sonda tem que vencer essas 2 curvaturas para atingir o interior da bexiga urinaria; a curvatura peniana mais distal é facilmente retificada pela elevação do corpo do pênis, o cuidado maior deve ocorrer com a curvatura situada no interior do períneo na transição od bulbo do pênis e a uretra membranácea;
- VASCULARIZAÇÃO DA URETRA MASCULINA:
Em sua parte mais proximal (na uretra intramural e prostática): Ramos prostáticos da artéria vesical inferior e muitas vezes também da artéria retal média; a drenagem venosa dessa parte é feita para o plexo venoso prostático situado ao redor da próstata; dessa forma o sangue venoso da uretra proximal é encaminhado desse plexo para a veia ilíaca interna;
Em sua parte distal (uretra membranácea e esponjosa): Artéria dorsal do pênis, que é um ramo terminal da artéria pudenda interna, que por sua vez é ramo da ilíaca interna; a drenagem venosa dessa região é feita pela veia dorsal profunda do pênis, que tende a lançar o seu sangue venoso na veia pudenda interna, que é tributária da ilíaca interna;
- DRENAGEM LINFÁTICA DA URETRA MASCULINA:
A uretra intramural, prostática e membranácea tem a sua linfa drenada por vasos linfáticos que desembocam nos linfonodos ilíacos internos;
Já a uretra esponjosa tem a sua linfa drenada para os linfonodos ingnais profundos; uma parte da linfa normalmente vai para os linfonodos ilíacos internos;
- INERVAÇÃO DA URETRA MASCULINA:
As partes intramural, prostática e membranácea seguem um padrão de inervação típico da pelve; assim são inervados pelo SNA, recebendo fibras simpáticas através dos nervos esplâncnicos lombares, que conduzem fibras de L1 e L2; essas fibras simpáticas ganham o plexo hipogástrico superior e através dos nervos hipogástricos atingem o plexo hipogástrico inferior/ pélvico e posteriormente o plexo nervoso vesical, especialmente o prostático, que é considerado uma expansão inferior do vesical; já as fibras parassimpáticas chegam ao plexo nervoso prostático e hipogástrico inferior através dos nervos esplâncnicos pélvicos, que se originam de S2, S3, e S4; essas fibras tingem diretamente o plexo hipogástrico inferior e a seguir o prostático; Principal ação das fibras simpáticas: contração do esfíncter interno da uretra, evitando o refluxo do sêmen para a bexiga durante a ejaculação; e as fibras parassimpáticas, que são motoras para o músculo detrusor da bexiga, produzindo a micção, também inibem o esfíncter interno da uretra, permitindo a sua abertura e o esvaziamento da bexiga;
As fibras sensitivas dessas 3 partes da uretra caminham em direção ao SNC através dos nervos esplâncnicos pélvicos, portanto entram na medula entre S2 e S4;
Já a uretra esponjosa possui uma inervação de origem perineal, sendo inervada pelo nervo dorsal do pênis, que é um ramo do pudendo; esse nervo pudendo recebe fibras de S2, S3 e S4; 
O nervo dorsal do pênis e indiretamente o pudendo também inervam o esfíncter externo da uretra;
URETRA FEMININA:
É mais curta e retilínea em relação à masculina; apresenta de 4 a 5 cm de comprimento e 5 a 6 mm de calibre. Isso faz com que o cateterismo vesical seja um procedimento com maior facilidade para ser executado;
Se estende do óstio interno da uretra (localizado no colo da bexiga) até o óstio externo (localizado no vestíbulo da vagina, que é o espaço entre os lábios menores do pudendo);
O óstio externo da uretra está mergulhado nas dobras da mucosa do vestíbulo da vagina e está situado entre a glande do clitóris anteriormente e o óstio da vagina posteriormente; em uma posição ginecológica observamos que o óstio externo situa-se nessa posição inferiormente ao clitóris e superiormente ao óstio da vagina; 
A vagina, junto com a uretra feminina, atravessa alguns músculos em seu trajeto da pelve para o períneo; esses músculos são: diafragma da pelve ou levantador do ânus, músculo transverso profundo do períneo ou esfíncter externo da uretra e os músculos bulboesponjosos; 
A uretra feminina apresenta também glândulas uretrais em grande parte