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RESPOSTA IMUNE ADAPTATIVA- Imunidade Humoral e Celular

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RESPOSTA IMUNE ADAPTATIVA
 Resposta Imune Humoral:
- Mediada por anticorpos/Imunoglobinas: essas Ig estão nos humores (líquidos corporais);
- Quando a Imunidade Humoral ocorre?
 Necessita de ativação das células B e posterior produção de anticorpos; o antígeno se liga na superfície da célula B, fazendo com que ela deixe de ser virgem; quando a celula sai da medula óssea, ela sai produzindo anticorpos que servem de receptor para antígenos; a produção de anticorpos ocorre aos trilhões para tentar opsonizar o microrganismo invasor; 
- A resposta humoral pode ser primaria ou secundaria; na 1° infecção pelo microrganismo há a produção de muitos anticorpos, após o 7° dia essa produção vai reduzindo; se houver uma 2° infecção já possuímos células B de memória, fazendo com que a resposta imunológica seja mais rápida (aproximadamente 3 dias) e a produção de anticorpos é muito maior; 
- Localização das células B no linfonodo: Folículos linfoides (onde ocorre as reações e formação de anticorpos);
- No folículo linfoide há a produção de CXCL13: é uma quimiocina produzida pelas células do estroma dessa região, ela é secretada pelas células dendríticas foliculares; as células B possuem receptor (CXCR5) para CXCL13, por isso vão migrar para o folículo linfoide, pois vão ser atraídas por quimiotaxia até lá;
 Vias de liberação do antígeno para as células B:
- O antígeno entra pelo vaso linfático aferente (antígenos pequenos passam pelo circuito e alcançam a zona das células B, que capturam esse antígeno); porém os antígenos maiores não conseguem passar por esse circuito, os macrófagos podem capturar esse antígeno e levar ele até o folículo linfoide e entrega-los para as células B; além disso, pode haver células dendríticas na região medular, que vão capturar esses antígenos e entrega-los para as células B;
-As células B reconhecem o epítopo presente no antígeno, endocitam, processam e apresentam ele (por meio do MHC-II); 
ENDOCITOSE DO ANTÍGENO: 
A parte mais superior é a região variável, onde estão os CDRs (regiões hipervariáveis): é nessa região que ocorre a ligação dos epítopos dos microrganismos; 
A endocitose ocorre via BCR (IgM ou IgD de membrana) ligação com o epítopo sinalização do BCR Célula faz proliferação e diferenciação em célula efetora;
- A ativação das células B pelo BCR pode ser aumentada: 
 Por proteínas do sistema completo: C3; a célula B possui o receptor CD21 para a C3: a C3 é clivada e a e b; a parte A é uma anafilotoxina que aumenta o processo inflamatório; o fragmento b é opsonizante; além disso, há o fator 1 que cliva o C3b em C3c e C3d (participa no reforço da resposta da célula B); o C3D se liga no receptor CR2, o que promove o aumento da sinalização do BCR;
 Por ativação simultânea dos receptores TOLL-like presentes na superfície da célula B: esse receptor reconhece um PAMP na superfície do microrganismo, o que ajuda na sinalização para a proliferação e diferenciação; 
Após a ligação do antígeno, quais as respostas funcionais da célula B para esse antígeno? 
- Aumento da expressão de Bcl2 (deixa a célula B e aumenta a sua proliferação);
- Aumento da expressão de B7 (propicia a melhor interação entre as células B e T);
- Aumento da expressão de alguns receptores de citocinas (para que ela tenha uma maior efetividade na resposta humoral);
- Aumento na expressão do CCR7 (a célula B foi ativada e precisa encontrar as células T, porém as células T estão na zona cortical; a expressão do CRR7 se dá pq as B vão migrar para a região por quimiotaxia através do CCL19 e CCL21);
Interação de células B e T auxiliares:
- Ocorre entre o folículo linfoide e área paracortical; quando há CCL19 e CCL21 e CXC13 nessa região; a célula dendrítica captura e processa o microrganismo, coloca no MHC e migra para a área paracortical (para isso precisa expressar CXCR7); quando encontra a célula T, se liga a ela e a ativa, induzindo a proliferação destas;
A célula T, após o contato com a dendrítica, reduz a sua concentração de CCR7 e aumenta a de CXC55 migra para o folículo linfoide; 
A célula B que reconheceu o antígeno no folículo reduz a concentração de CXCR5 e aumenta o CCR7 migra para a zona de células T; além disso, essas células B se proliferam;
Assim, ambas (célula T e B) as células se encontram no meio do caminho se ligam uma na outra:
 O encontro entre as células faz com que s B se proliferem ainda mais; algumas células B que não participam desse encontro se diferenciam em plasmócitos de vida curta; as células saem da medula sabendo produzir IgM e IgD; a troca de classe depende do tipo de citocina que ela vai receber; algumas células B voltam para o folículo e encontram as células dendríticas foliculares e as células T foliculares (TFH- Helpper); essas células que retornaram formam o centro germinativo e se proliferam;
Ligação das células B e T no ambiente extrafolicular: importante para a produção de plasmócitos de vida curta produtores de IgM (vai se ligando e opsnonizando os microrganismos mesmo sendo de baixa afinidade; também é importante para ativar a via clássica do sistema do complemento); além disso, há a produção de células T auxiliares foliculares (TFH; essa produção é ajudada pela célula B; e essas TFH vão para o folículo linfoide); início da maturação da afinidade (força entre a ligação do anticorpo e o epítopo do antígeno): células B começam a produzir Ig de alta afinidade e são selecionadas; início da troca de isótipo (depende do padrão de citocinas fornecido pela célula T); essa maturação e troca é finalizada quando a célula B volta para o folículo e se encontra com a TFH e FDC (células dendríticas foliculares);
- O que é maturação da afinidade?
É o processo que conduz ao aumento da afinidade de anticorpos aos antígenos aumenta a força da ligação;
Essa maturação se inicia no ambiente extrafolicular e começa pela mutação somática dos genes de imunoglobulinas (isso ocorre pela ligação do CD40- da célula B- com o CD40L- da célula T ativada; essa ligação promove uma mutação somática: os genes relacionados à produção variável da Ig passam por mutações e passam a produzir anticorpos de alta afinidade); entretanto, algumas mutações podem gerar uma diminuição ou perda da afinidade, sendo então submetidas a uma seleção negativa;
- O que ocorre após a maturação da afinidade?
Seleção positiva de células B com alta afinidade (maioria);
Troca de isótipo de imunoglobulina;
Geração de plasmócito de vida longa;
Geração de células B de memória;
Para que tudo isso ocorra: participação das FDC e TFH;
- Seleção de células B com alta afinidade:
Ocorre através da interação de células B com células dendríticas foliculares (FDC) no centro germinativo; as FDC apresentam novamente o antígeno para a célula B: se a ligação for fraca ou não ocorrer ocorre uma seleção negativa e são induzidas à morte; se a ligação for forte ocorre a seleção positiva;
- Como as FDC apresentam o antígeno?
A FDC apresenta em sua superfície alguns receptores do sistema complemento (CR1, CR2, CR3), com isso ela consegue fazer a apresentação do antígeno ao linfócito B; 
- Como se dá o surgimento das células T foliculares (TFH)?
1) Ativação inicial pelas células dendríticas das células T;
2) Ativação das células T pelas B no encontro no ambiente extrafolicular; depois dessa interação se forma a TFH, que passa a expressar altos níveis de CXCR5, sendo atraída para o folículo pelo CXCL13;
- Pq na interação da célula dendrítica com a T não houve diferenciação para Th1, Th2 ou Th7, mas sim para TFH?
Quando a força de interação entre o peptídeo MHC II e o TCR é forte induz: 
· A expressão do repressor transcricional (BCL-6), que provoca aumento de CXCR5 e redução de CCR7;
· Níveis baixos da cadeia alfa do receptor de IL-2 nas células T reduz a proliferação dessas células;
Assim, a célula vai terminar o processo de TFH quando encontra a célula B; a célula que está se tornando a TFH possui uma molécula de ICOS, que se liga ao ICOS-L na célula B; essa interação termina a diferenciação da célula TFH, que expressa a sua quantidade máxima de BCL-6;