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Fisiologia: retorno venoso e débito cardíaco

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@diego_sanson UFJF 
O coração não suporta uma área corporal tão grande. 
Débito cardíaco e retorno venoso. 
A medida que a área corporal vai aumentando, vai exigindo do coração um trabalho mais 
efetivo, mais intenso, no sentido de vascularizar essa área corporal adicional. 
O coração tem possibilidade de se modificar na tentativa de compensar essa área corporal 
adicional. 
Ou através da sua força de contração → aumenta volume sistólico 
Ou ele aumenta o número de repetições ao longo de um minuto 
O produto dessas duas grandezas: debito cardíaco 
DC= DS(VS)XFC 
Aumenta metabolismo, mais tecido para ser nutrido e oxigenado, DC precisa aumentar 
proporcionalmente 
Eleva o metabolismo, na atividade física, coração intensifica função 
Com o passar da idade o DC não aumenta 
A senilidade leva a uma redução da atividade metabólica, com isso, o DC também vai reduzindo 
Índice cardíaco: relação entre duas variáveis, relação direta com o DC e relação inversa com a 
área corporal 
Razão entre a variabilidade do DC/ variabilidade da área corporal 
Área corporal (1,7 m, 70 kg): 1,7 m2 
Índice cardíaco: 3 L/min por metro quadrado de área corporal 
Idade vai passando → índice cardíaco vai diminuindo 
Até 15 anos tem uma elevação do índice cardíaco 
 O coração reage ao volume que a ele retorna. 
Débito cardíaco e retorno venoso. 
Ou seja, de acordo que o retorno venoso é intensificado (pré-carga se intensifica) ocorre a 
distensão das fibras musculares cardíacas 
Sobrecarga volumétrica, reage 
Coração reage com força de contração 
Coração gera mais tensão quando a ele chegar um volume maior e distender suas fibras 
Existe um limite, afastamento máximo das fibras de actina e miosina 2,2 micrometros 
Depois desse valor para de responder com aumento de força, mas sim com perda, porque já não 
a distancia suficiente para ligação das fibras de actina e miosina que resulte em tensionamento 
e força de contração miocárdica 
@diego_sanson UFJF 
Coração ejeta o volume contra os grandes vasos e a força de resistência imposta por esses 
grandes vasos a essa força de contração é o que entendemos por pós-carga 
Efeitos do retorno venoso sobre o coração: 
Nível de tensão gerada 
Quando estira essas fibras, a distensibilidade de algumas regiões especificas geram efeitos de 
tensionamento, mas também do número e frequência com que essa contração vai acontecer 
➔ Distensibilidade do nó sinoatrial: efeito cronotrópico em função do retorno venoso 
(aumenta a FC) 
Efeito inotrópico: estiramento, tensionamento 
O DC depende de inúmeras variáveis, não é só do metabolismo periférico, mas também do 
retorno venoso 
Atividade física intensa: musculatura esquelética mandando um volume sanguíneo adicional 
para o coração, elevando o DC 
De acordo com que aumentamos a atividade de trabalho o debito cardíaco aumenta 
proporcionalmente, não só pelo aumento da demanda energética, mas também pelo retorno 
venoso intensificado pela contração da musculatura esquelética 
Maior a PA maior o DC 
Maior a resistência periférica menor o DC 
Um coração fraco leva à congestão venosa. 
Débito cardíaco e retorno venoso. 
Coração fraco não bombeia o sangue adiante com efetividade 
Logo, o sangue venoso que está chegando se congestiona, engarrafamento 
Implica em consequências 
Coração hipoeficaz → congestão venosa 
Pressão átrio direito começa a se elevar 
A pressão venosa começa a aumentar 
Se isso perdura percebemos aumento da pressão venosa de forma sistêmica 
Visualiza veias com mais facilidade → turgência jugular 
Aumento da pressão hidrostática vascular que aumenta possibilidade de extravasar liquido para 
o interstício 
Encharca o sistema → edema generalizado (anazarca) 
Sinal de edema, inchaço por todo o corpo 
Sinal do cacifo 
Membros inferiores edemaciados → ação da gravidade 
@diego_sanson UFJF 
Coração não gera força suficiente para manter a circulação 
Pressão AD → normalmente= 0, brevemente negativa 
Com o coração hipoeficaz, redução importante de débito 
Acumulo de sangue venoso que aumenta a pressão no AD 
Pressão AD elevada e DC cada vez menor 
Depende do nível de deficiência do coração 
 
Situações de baixo DC: aumento da resistência vascular periférica, inibe excitação nervosa, 
doenças cronotrópicas, obstrução coronariana, valvulopatias, cardiopatias congênitas, 
inflamação cardíaca, falta de oxigenação coronariana 
 
A vasodilatação muscular esquelética no exercício não reduz a pressão arterial. 
Débito cardíaco e retorno venoso 
Durante a atividade física a demanda metabólica do musculo aumenta e ocorre vasodilatação 
para que o músculo seja mais vascularizado, irrigado, mais perfundido. Por que a PA não reduz? 
Indução vasodilatação em repouso 
Se não tiver nenhum mecanismo de controle, a PA cairia muito e o DC também 
Por que isso não acontece? 
O SNA monitora e reage em relação a variabilidade de PA do sistema 
Atividade física, vasodilatação na musculatura esquelética 
Resposta simpática faz com que ocorra uma intensificação da contração da musculatura lisa ao 
redor das veias, ou seja, o tônus venoso aumenta, isso induz o aumento do retorno venoso e 
inclusive compensa a vasodilatação esquelética, contribui para que a PA se mantenha em níveis 
estáveis. Sistema entre em uma situação de estresse sem repercussões hemodinâmicas 
prejudiciais. 
O que reduz o débito cardíaco? 
Débito cardíaco e retorno venoso 
Está relacionado ao que reduz o volume sistólico ou que reduz FC 
Ou que está relacionado a diminuição da PA ou aumento da resistência vascular periférica 
DC=VSXFC 
DC=PA/RVP (em termos de relação) 
Redução de volemia 
Redução de volume que é ejetado 
Dilatação venosa aguda → reduz pré-carga → redução DC 
@diego_sanson UFJF 
Obstrução venosa → menor retorno venoso → trombose → diminui DC 
Redução de massa muscular cardíaca/esquelética → reduz DC 
Redução da demanda metabólica: hipotireoidismo, senilidade, restrição ao leito 
Condições que observamos redução de DC 
Variações: VS, FC, PA e RVP 
Doenças pulmonares → dificuldade de hematose → retém Co2 → mantem um efeito 
vasodilatador → acidose respiratória → reduz RVP → eleva o DC 
Aumentando debito na tentativa de compensar 
Ou sofre em situações de choques volêmicos e anafiláticos 
A ventilação pulmonar interfere na função cardíaca? 
Débito cardíaco e retorno venoso 
Diminuição da pressão pleural é um dos fatores importantes em proporcional retorno venoso 
para o coração 
Principalmente quando estamos com atividade muscular paralisada ou parada ou sob baixo nível 
de funcionamento (sono, indução de coma) 
Momento em que a ação da gravidade deixa de ter uma importância muito intensa de retorna da 
cabeça e pescoço para o coração ou dificuldade para retorno de membros inferiores 
Deitado a ação da gravidade deixa de ter um papel de impulsionar o sangue em direção ao 
coração 
Um fator importante de proporcionar o retorno venoso é a própria ventilação pulmonar 
Pressão atrial direita → 0mmHg 
DC= 5 litros/min 
Manutenção da pressão intrapleural gira em torno de -4 mmHg 
Modificando a pressão intrapleural, aumentando a pressão 
Efeito direto sobre a pressão atrial direita 
Elevando a pressão intrapleural para -2 mmHg/ +2 mmHg 
Aumenta pressão atrial direita → até + 4 mmHg 
Dificulta retorno venoso 
Motivos pelos quais a pressão intrapleural se eleva: hemotórax, pneumotórax 
Condição intensificada com a ventilação mecânica, pressão supra-atmosférica 
Maquina empurra o ar para dentro na via aérea 
Empurra o pulmão elástico contra a parede torácica 
Aumenta ainda mais a pressão intrapleural 
Dificulta o retorno venoso 
@diego_sanson UFJF 
Reduzindo a pressão intrapleural, acaba reduzindo a pressão atrial direita 
Facilita retorno venoso 
Inspirações mais profundas 
DC tem um limite fisiológico tanto pra aumento quando pra diminuição 
Como o sangue retorna para o coração? 
Débito cardíaco e retorno venoso 
Existemdiferentes elementos que contribuem para o retorno venoso 
Tônus vascular, manter pressurizado o sistema, nível mínimo de contração mesmo que em 
repouso, só perde esse tônus quando morremos, deixa de ter estimulo neural 
Não necessariamente ajuda no retorno venoso 
Pressão maior nas artérias 
Pressão menor nas veias 
Deslocamento de maior pra menor pressão 
Em pé, essa diferença de pressão não é suficiente, contribui 
Pressão no AD, aproximadamente zero 
Enchimento sistêmico, volemia dentro de um compartimento, ajuda a pressão no sistema 
Perda de volume → dificulta retorno venoso 
Mesmo com alterações da volemia, choque hemorrágico, ainda tem um retorno venoso 
acontecendo 
Força motriz do coração na sístole ajuda a dar um direcionamento do sangue, 
Pressão nível capilar = 7 mmHg 
Pressão muito baixa 
E depois retornar, a coluna hidrostática de liquido a ser vencida é muito grande, coração teria 
que forçar ainda mais 
Bomba muscular esquelética, comprime os compartimentos venosos direcionando o sangue no 
sentido do retorno 
Válvulas venosas → evita regurgita mento 
Repouso absoluto, e mesmo assim o retorno acontece 
A diástole atrial e ventricular tem um efeito importante, o coração sofre a dilatação, sistema 
fechado, expande o continente, pressão aspirativa, atrair sangue no sentido do coração 
Na necessidade de trazer esse sangue de tão longe, não funciona muito bem 
Todos esses fatores somados ajudam e possuem sua contribuição 
Ponto de vista gravitacional → retorno cabeça e pescoço 
Membros → dificulta 
@diego_sanson UFJF 
Ponto especial → bomba respiratória 
Redução da pressão intrapleural que os vasos sanguíneos sofrem dilatação diminuindo a pressão 
em seu interior, promovendo uma força aspirativa na direção do retorno 
Sono, coma induzido 
Pressão intra-abdominal também ajuda 
O retorno venoso pode ser estimado pela medida pressão atrial direita. 
Débito cardíaco e retorno venoso 
Como saber se o RV está acontecendo de forma satisfatória? 
Curva de retorno venoso em função da pressão atrial direita, retorno venoso se mantem em torno 
de 5-6 litros/minuto, mantido quando a pressão atrial direita fica próximo da normalidade 
Pressão intratorácica → baixa pressão no interior do tórax 
Diástole atrial → redução da pressão 
Pressão atrial direita vai aumentando, VD com dificuldade de bombeamento, sangue que chega 
não sai, congestiona, sangue que chega já encontra um volume residual, isso eleva a pressão 
Aumento da pressão atrial direita, quanto mais alta for, mais se aproxima da pressão de 
enchimento sistêmico. Se isso continuar, e a pressão exceder a própria pressão de enchimento 
sistêmico, o sangue então para de retornar. 
Para de acontecer quando atinge 7-8 mmHg 
Pressão atrial maior que a do próprio retorno 
Estimar de forma indireta 
Pressão venosa central, invasiva, através de um cateter, acesso se da por veias de grande calibre, 
subclávia, braquial. Noção da pressão nessa região de forma indireta, aproximadamente. 
Coluna simples de água ou transdutor eletrônico 
PVC→ em torno de 5 a 10 cm de água 
Mais elevada pode sugerir sobrecarga volumétrica e comprometimento hemodinâmico com 
causas distintas

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