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Monteiro (org) - Filosofia da Ciência

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Filosofia da 
Ciência
Universidade Federal de Mato Grosso
SILAS BORGES MONTEIRO (ORG.)
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Filosofia da Ciência
Filosofia da Ciência 
Organização: Silas Borges Monteiro 
Universidade Federal de Mato Grosso 
Instituto de Educação 
Departamento de Psicologia 
Curso de Psicologia 
Disciplina: Filosofia da Ciência 
Professor: Silas Borges Monteiro 
Lattes: http://lattes.cnpq.br/1235153651563231 
site: http://about.me/silasmonteiro 
Este material é uma compilação de textos para fins de uso no ensino. Eles fo-
ram retirados de livros e textos publicados. As fontes são informadas. 
1a. edição: outubro de 2014 
2a. edição: janeiro de 2016 
Guia de leitura. Um material 
Com estes pontos, pretendo indicar passos de leitura que você pode fazer com os 
textos que lê. Este passo-a-passo, se for seguido, deve ser registrado e arquivado 
como material de estudo. 
http://lattes.cnpq.br/1235153651563231
http://lattes.cnpq.br/1235153651563231
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http://about.me/silasmonteiro
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http://about.me/silasmonteiro
http://about.me/silasmonteiro
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1. Enumere os parágrafos do texto. 
2. Leia o texto completo, sem interrupções ou registros. 
3. Leia pela segunda vez, marcando palavras ou ideias que você não co-
nhece ou não compreende. 
4. Com auxílio de um dicionário, indique sua compreensão das palavras, 
expressões ou sentenças que você não entendeu para que possam ser-
vir de auxílio em seu estudo do texto. 
5. Sublinhe todas as sentenças que você julga que são centrais no texto. 
6. Transcreva as frases em forma de paráfrase, obedecendo o número de 
parágrafos. Se o texto tiver 10 parágrafos, reescreva 10 parágrafos. 
7. A partir destes parágrafos, faça um resumo do texto com no máximo 
200 palavras. 
8. No parágrafo seguinte, diga o que você aprendeu e qual o efeito disso 
no seu pensamento, com 100 palavras.
Guia de leitura. Estudo e tal 
1. Tudo começa e termina no texto, por isso, a leitura dele é fundamental. 
Lutar com o texto é crucial. Por isso, o primeiro ato de leitura é o texto. 
Cuide-se ao ler. Desconfie que você entendeu o que está escrito; des-
confie que você não entendeu o que está escrito. Pois bem, ao ler aten-
tamente, não pense que você tirará ideias importantes: um livro não é 
uma caixa de realejo, composto de frases fortes que nos dão sabedo-
ria. Um livro é um discurso. Ele oferece ideias, desenvolve argumentos, 
tenta comunicar um estado interno, um pensamento. Todo texto tem 
um objetivo. Ele nem sempre é indicado com notas, setas e cores. A 
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arte de ler filosofia é esforçar-se por apreender este objetivo, mesmo 
que ele não seja evidente. Mesmo errando, faça o exercício e se per-
gunte: qual o objetivo deste texto? Que ideia ele quer entregar? 
2. Usar próteses ajuda. As mais comuns são as biografias e os comenta-
dores. Comece pelas biografias. Mas não procure nelas os dramas psi-
cológicos do contexto de elaboração: procure por interlocutores. Os 
dramas ajudam, o contexto histórico ajuda, mas, o crucial são os inter-
locutores. Filosofia é feita de diálogo: procure pelos debatedores. Re-
corra aos comentadores depois de brigar muito com o texto. Um filóso-
fo não muda de tema e de adversário ou herói a cada semana. Ao es-
crever, um filósofo dispara uma ideia que vai testada, ampliada, revista 
ao longo de um tempo, até que ela não satisfaça mais a curiosidade do 
filósofo. Novamente, a biografia pode ajudar a encontrar estes temas/
períodos dos escritos de um filósofo. Preste atenção se não há outros li-
vros sendo escritos no mesmo período: quais temas, estilos, pathos são 
postos em movimento. 
3. Por fim, visite os comentadores. Veja no que vocês concordam, e no 
que não. Veja se o comentário te alerta para algo que lhe tenha escapa-
do: uma informação relevante, uma leitura feita por outros, a revisão 
das abordagens, e tal.
Uma (in)disciplina 
Aqui você encontrará um conjunto de textos que serão fundamentais no estudo da 
disciplina Filosofia da Ciência. Eles foram coletados, fundamentalmente, do site 
português Crítica na rede, mantido por Desidério Murcho. A partir do texto origi-
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nal, fui rescrevendo os capítulos, adaptando-os aos interesses da disciplina, ao 
modo como tenho trabalho na UFMT. Também usei como material de base o utilís-
simo Dicionário básico de filosofia de Hilton Japiassu e Danilo Marcondes, ambos 
da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Dele vieram, principalmente, o apoio 
biográfico dos filósofos. 
Bom estudo 
Silas Borges Monteiro
Introdução: afinal, de que se trata esse 
conteúdo? 
Quando alguém começa o estudo da filosofia pode ter a impressão de que toma-
rá contato com um conteúdo muito distante de seu cotidiano. Afinal, temos a sen-
sação de a filosofia é uma disciplina reservada a poucas pessoas, geralmente de-
sinteressadas dos problemas comuns. Esta é uma caricatura antiga. Na antiguida-
de se falava de filósofos que caiam em poços por andarem observando os céus, 
despreocupados com os assuntos cotidianos. 
O que pretendo com este conteúdo é oferecer um conjunto de informações, 
vinda de textos de filósofos profissionais, que colaborem a conhecer introdutoria-
mente o campo e, neste caso, compreender as bases do pensamento científico. 
Como Filosofia da Ciência, esta disciplina pretende problematizar a ciência, ofere-
cer os principais debates do campo e dar instrumentos conceituais para outros 
conteúdos acadêmicos.
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Diretrizes para Autores 
Normas para publicação de originais 
A Revista de Educação Pública - ISSN 0104-5962 - E-2238-2097 - é um periódi-
co científico quadrimestral articulado ao Programa de Pós-Graduação em Educa-
ção (PPGE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 
Aceita artigos, predominantemente, resultantes de pesquisa em educação, 
bem como ensaios e resenhas que privilegiem obras de relevância na área. Os en-
saios destinam-se somente às questões teóricas e metodológicas relevantes às se-
ções. Estudos sobre o estado da arte acerca de temáticas voltadas ao campo edu-
cativo também são aceitos. 
Os trabalhos recebidos para publicação são submetidos à seleção prévia do 
editor científico da seção a que se destina o texto. As seções estão circunscritas às 
seguintes temáticas: Cultura Escolar e Formação de Professores; Educação, Poder 
e Cidadania; Educação e Psicologia; Educação Ambiental; História da Educação; 
Educação em Ciências e Matemática. 
A publicação de um artigo ou ensaio implica automaticamente a cessão inte-
gral dos direitos autorais à Revista de Educação Pública. 
A exatidão das ideias e opiniões expressas nos trabalhos são de exclusiva res-
ponsabilidade dos autores. 
O autor deve indicar, quando for o caso, a existência de conflitos de interesse. 
Resenha 
Resenhas de livros devem conter 4 (quatro) páginas e respeitar as seguintes espe-
cificações técnicas: dados bibliográficos completos da publicação resenhada no 
início do texto. Informações no texto ou referências que possam identificar o(s) au-
tor(es) devem ser suprimidas e enviadas separadamente via documento suple-
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mentar. Uma vez aceito o trabalho, tais dados voltarão para o texto na revisão final. 
Comunicações de pesquisa e outros textos, com a mesma quantidade de páginas 
serão publicados por decisão do Conselho Científico. Resenhas, informes ou co-
municações, com revisões textuais devem conter título em inglês, ou francês ou 
em língua de origem. 
Artigo 
Os procedimentos para análise e aprovação dos manuscritos centram-se em crité-
rios como: 
a) Máximo de quatro autores por artigo, sendo um deles necessariamente com 
título de doutor. Cada autor deverá aguardar um intervalo de dois anos para nova 
publicação. 
b) A Introdução deve indicar sinteticamente antecedentes, propósito, relevân-
cia, pesquisas anteriores, conceitos e categorias utilizadas; 
c) Originalidade (grau de

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